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Sábado, 15 de Abril de 2017

Crítica & Literatura: fórmulas de sucesso da literatura ocidental

Lançamentos: histórias de mulheres
Lançamentos: histórias de mulheres

As fórmulas do sucesso da literatura ocidental



* Por Olga de Mello


Sofrimento, compreensão, redenção e felicidade eterna. Encadeando situações com tais elementos, a literatura ocidental vem colecionando sucessos desde a Antiguidade. Hoje, esta fórmula é seguida como enredo para filmes, depoimentos em programas "femininos", palestras motivacionais, romances ou livros de autoajuda, geralmente com cunho autobiográfico, comovendo leitores com seus exemplos de superação. A crítica torce o nariz, o público - principalmente o britânico - adora: o mis-lit (de misery literature) foi um dos gêneros que mais cresceu em vendas no mercado editorial do Reino Unido nos anos 2000.





Há vezes em que a biografia dramática conquista até os mais frios especialistas em literatura. A trágica infância de Frank McCourt lhe rendeu um Pulitzer pelo belíssimo As Cinzas de Angela (Objetiva, R$ 15, em sebos). No epílogo de Junky (Companhia das Letras, R$ 47,90), um relato seco sobre sua convivência com diferentes tipos de drogas pesadas, William S. Burroughs declarava que ainda queria experimentar o alucinógeno Ayuasca. Mentor da geração de escritores beat, Burroughs tinha um comportamento equivalente, na atualidade, ao do roqueiro Keith Richards, e, embora extremamente comedido ao abordar o desespero causado pela dependência de drogas, jamais deixou de consumi-las. Morreu em 1997, de causas naturais, aos 83 anos, quatro décadas depois do lançamento de Junky.



A diferença das memórias de McCourt e Burroughs para os chamados textos "miserabilistas" é que suas infelizes recordações foram estruturadas por profissionais da escrita, talentosos e conhecedores de técnicas de narrativas, como o consagrado William Styron, que descreve sua experiência com a depressão no contundente Perto das Trevas (Rocco, R$ 33, em sebos). Ao falar de seus surtos depressivos, o jornalista Andrew Salomon ganhou o National Book Award pelo extenso estudo sobre a doença, tratamentos médicos, farmacologia e a reação da sociedade a quem apresenta distúrbios da mente em O demônio do meio-dia (Companhia das Letras, R$ 47,90).



É para outro grupo de leitores que se destina o testemunho sofrido da norte-americana Glennon Doyle Melton sobre seu cotidiano mãe/dona de casa/moradora de subúrbio/de classe média branca em Somos Guerreiras (Intrínseca, R$ 39,90). Nos momentos de folga dos afazeres domésticos, Glennon criou um blog de muito sucesso entre mulheres que, como ela, passaram por depressão pós-parto. Nele, ela também falava sobre seus problemas com alcoolismo e bulimia. Foi quando descobriu que o marido era viciado em pornografia e infiel desde o início do casamento de mais de uma década. O processo de separação, o sentimento de perene inadequação social e a reconciliação com o marido, além de detalhes sobre a vida sexual de Glennon foram registrados no livro, cujas vendas dispararam depois de indicado pelo Clube de Leitura de Oprah Winfrey.

Bem distante de mis-lit são as dolorosas lembranças de sobreviventes do campo de concentração de Ravensbrück, onde das 130 mil mulheres prisioneiras durante a Segunda Guerra Mundial, entre 30 mil e 50 mil foram assassinadas. Uma delas, a dirigente comunista Olga Benário Prestes, tem a trajetória destacada pela jornalista Sarah Helm em Ravensbrück (Record, R$ 109,90). Essas histórias de sofrimento e miséria merecem reflexão no momento em que a indústria bélica conhece seu apogeu.



* Olga de Mello é jornalista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo












 

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