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Sábado, 27 de Maio de 2017

Crítica & Literatura: Trapaças, mitos e negócios milionários

Trapaças, mitos e negócios milionários




* Por Olga de Mello

A malandragem tem nuances e traz benefícios à humanidade. Não, a afirmação não é um sofisma, mas uma síntese bastante frágil do tema de A astúcia cria o mundo - Trickster: trapaça, mito e arte (Civilização Brasileira, RS 94,90), de Lewis Hyde. O subtítulo é autoexplicativo para quem tem noção do que seja a figura do trickster, um personagem irreverente e desafiador da moral e dos bons costumes, presente na literatura, na lenda e na vida real. Ele está nos deuses Loki (nórdico) e Hermes (grego, protetor dos viajantes, dos médicos e dos ladrões), em Exu e também no Rei Macaco da China. E em artistas, entre eles Pablo Picasso, Marcel Duchamp, Allen Ginsberg e John Cage.



A ousadia que derruba os limites além de desconstruir a ordem reforma critérios e amplia horizontes, diz Lewis Hyde, que se debruça sobre diferentes representações do trickster, que na antropologia designa um tipo de herói cultural ou civilizador, manifestado em diferentes culturas. A ambiguidade desse anti-herói é o que o leva à transgressão permanente, questionando normas e critérios em qualquer campo, incluindo a estética vigente.
Ao alinhar lendas dos indígenas norte-americanos com mitologia europeia, asiática e africana, Hyde aponta o quanto o transgressor é indispensável às transformações sociais, expressando-se, principalmente, através da literatura, das artes plásticas e da música.




Uma conclusão tão lógica que, como alguns críticos de Lewis Hyde apontam, não deveria render mais de 500 páginas de digressões e referências bibliográficas. Incensado por artistas celebrados, como o ator Michael Chabon e a escritora Margaret Atwood, Hyde recebe críticas ambíguas como a personalidade do trickster. O dramaturgo e especialista em antropologia social, Daniel Lan, diz que a técnica de Hyde é cavoucar contos, mitos, canções, poemas, romances e estudos acadêmicos em diferentes idiomas e de todos os tempos, juntar tudo e revelar as temáticas comuns e pouco aparentes da cultura universal.



"Os livros dele produzem uma poderosa sensação de descoberta. 'Ah', você sente, 'tudo realmente se encaixa'. (...) Mas essa sensação de descoberta é mais forte quando no começo dos livros dele do que ao concluir a leitura. Assim que se diz ao leitor qual é a tese do livro (...), você a assimilou. Não há necessidade de ler o resto do livro", disse Lan em artigo no jornal inglês The Guardian, em 2008 - o livro é de 1998.



Talvez Lewis Hyde não seja um escritor para os tempos sintéticos pós-Web 2.0.A repetição de argumentos e exemplos da literatura mitológica tornam-se cansativos para o leitor da atualidade, que está acostumado à informação fragmentada, à qual a Academia ainda não se rendeu. Alguns autores têm discurso mais direto, como o historiador e dramaturgo John Osborne, que em Civilização - Uma nova História do mundo ocidental (Difel, R$ 84,90) demonstra como o treino em dirigir-se a um público ajuda no encaminhamento de textos que discutem o conceito de barbárie - sempre direcionado a outros grupos sociais que não o nosso.





As diferenças culturais nem chegam a ser levantadas pela jornalista Loretta Napoleoni, especialista em investigar casos de lavagem de dinheiro e terrorismo. Em Mercadores de homens - Como os jihadistas e o Estado Islâmico transformaram sequestro e o tráfico de refugiados em um negócio bilionário (BertrandBrasil, R$ 54,90), ela apresenta objetivamente a atividade comercial do comércio de reféns, que pouco tem de ideológico.



O antagonismo do pensamento é a base onde se assentou uma atividade lucrativa e cruel, altamente profissionalizada, que lida friamente com o apego emocional de famílias e governos. Leituras que podem ajudar a compreender o teatro político montado no Brasil da atualidade.






* Olga de Mello é jornalista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo

 

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