• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
SELECT TOP 3 B.Codigo , B.Nome_Arquivo , B.Href , B.Descricao FROM Banner B WHERE B.Publicar = 1 AND B.Data_Expiracao >= 20190715 AND B.[1pagina] = 1 AND B.Cod_Tipo_Banner = 4 ORDER BY B.Data_Publicacao DESC, codigo DESC
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 

Conexão TV

Quarta-feira, 10 de Julho de 2019

Racismo na TV:apresentador ofende o povo negro ao criticar Ibope - vídeo

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
VER +

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > notícias conexão

Notícias Conexão

 

Sábado, 11 de Maio de 2019

Crítica & Literatura: Ser mãe é ler no paraíso

Ainda dá tempo de correr a uma livraria e honrar a segunda maior data comercial do ano, buscando uma boa leitura para sua mãe, que certamente vai preferir um livro a um jogo de panelas - o que, convenhamos, só alegra o fabricante e o vendedor... Ah, sua mãe não gosta de ler? Esqueça os bombons, os perfumes e as flores, que acabam rapidinho. Dê a ela algo duradouro, a história em fotografias de Chico Buarque, um dos senhores mais amados pelas brasileiras de 15 a 90 anos. É caro, mas sua mãe lhe deu a vida e muito mais em brinquedos e roupas que não duraram mais que dois meses na sua pré-adolescência.



Revela-te, Chico: uma fotobiografia (Bem-te-vi, R$ 145) conta a vida do maior artista brasileiro (da atualidade) desde a infância, trazendo momentos e encontros importantes na MPB, além da trajetória pública e pessoal. Os belos olhos azuis se tornaram verdes num retrato assinado por Di Cavalcanti, mas as tonalidades podem ser conferidas em 210 fotografias de mais de 50 profissionais. A seleção é do designer Augusto Lins Soares, que pesquisou durante dois anos os arquivos do compositor e de sua família, além de usar material de revistas e capas de discos.




Em Carta à Rainha Louca (Alfaguara, R$ 49), Maria Veléria Rezende fala da condição de um tipo específico de mulher, no Brasil Colonial: a que não se casou por falta de dote e que, como branca, não servia para escrava. Essas eram as "sobrantes", levadas para conventos pela ausência de função na sociedade livre. A origem do romance é real: em Portugal, ela encontrou um processo contra uma mulher que mantinha um convento clandestino para acolher essas mulheres, na região das minas brasileiras. Daí surgiu a fictícia Isabel das Santas Virgens, que escreve à Rainha Maria, a Louca, em 1789, relatando seus tormentos em um convento em Olinda. O maior trabalho, conta a autora, foi mesclar o vocabulário do setecentos com a linguagem atual para interessar o leitor contemporâneo, enquanto traça um panorama dos primórdios de uma nação.








A envolvente saga da húngara Edith Eva Eger para sobreviver à fome e aos trabalhos forçados em campos de concentração nazistas, na adolescência, é mais do que um relato sobre os horrores da Segunda Guerra Mundial. A bailarina de Auschwitz (Sextante, R$ 44,90) é uma história de superação real entra tantas dos judeus que precisaram recomeçar a vida de forma totalmente diferente da que conheceram antes o Holocausto. Hoje, Edith Eve Eger, com mais de 90 anos, mora com a família nos Estados Unidos, onde trabalha como psicóloga, atendendo a veteranos de guerra e vítimas de diferentes traumas. Mesmo sem concessões à autocompaixão, não há como não se comover com a barbárie a que Edith e tantas outras pessoas foram e são submetidas ainda hoje.






Fazer graça com a história brasileira serve de bálsamo para enfrentar o momento atual. Breve história bem-humorada do Brasil (Record, R$ 34,90), do jornalista Ricardo Mioto, traz na capa um Pedro II tatuado e de cabelo com corte modernoso - e são as semelhanças da espécie humana que o autor quer enfatizar por todo o texto. Resgata ainda figuras que passam longe dos bancos escolares, como Diego Dias, que, mal desceu em Porto Seguro, em abril de 1500, já se entrosou com os moradores locais e dançou com os índios, segundo conta Pero Vaz de Caminha em carta ao rei Dom Manoel. Entre piadas e comparações com os desacertos da modernidade, o autor fala do temperamento debochado e festeiro dos nascidos em Pindorama até a ascensão de Michel Temer ao poder. Se estendesse ao primeiro semestre de 2019, teria que
escrever outro volume.






*Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

Veja também:

>> Uma "oportunidade" que Bolsonaro nos deu de melhor compreendê-lo

>> Faz tudo da família Bolsonaro foi contratada no gabinete de Carluxo

>> Moro segue ministro por não ter para onde ir? Veja diz que sim

>> É hoje: entrevista de Lula à BBC será exibida nesta sexta-feira

>> Haddad avisa: Bolsonaro não sabe o problema que arrumou ao mexer com a Educação

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Crítica & Literatura: Ser mãe é ler no paraíso
 

Copyright 2019 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!