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Sábado, 07 de Setembro de 2019

Crítica & Literatura: Proibido ontem, clássico da atualidade


Proibido ontem, clássico da atualidade




Por Olga de Mello*

Entre 1559 e 1966, a Igreja Católica montou uma lista de 4 mil obras literárias cuja leitura era proibida a seus fieis por ir contra dogmas e desdenhar da crença. Nascido para reagir contra o avanço do protestantismo, o Index Librorium Prohibitum foi uma das nefastas criações da Inquisição, que condenou à morte alguns autores, como Giordano Bruno. Quem tivesse um exemplar de algum dos livros subversivos corria o risco de ser julgado pelo infame Tribunal do Santo Ofício como herege. Na lista de proibições constaram pornógrafos contumazes, como o Marquês de Sade, ao lado de católicos, entre eles o inglês Graham Greene, e os "enciclopedistas" Diderot e Pierre Larousse. Bastava observar o mundo sem obedecer cegamente aos preceitos da Igreja - não da Bíblia, mas da instituição criada pelos cristãos - que o autor tinha as obras censuradas.


Quase todos os integrantes do Index têm seus trabalhos estudados pela originalidade ao refletir sobre a condição humana, pelo pensamento científico ou por qualidades artísticas. São filósofos (Descartes, Francis Bacon, John Locke), cientistas Copérnico, Kepler, Galileu Galilei), romancistas (Simone de Beauvoir, Daniel Dafoe, Stendhal). Pelo menos uma vez a proibição atingiu os membros da mesma família - os dois Alexandre Dumas, pai e filho. O primeiro, o mestre do folhetim, autor dos clássicos Os três mosqueteiros e O conde de Monte Cristo. O segundo, criador da Dama das Camélias, uma das tocantes obras românticas, sobre a paixão entre uma prostituta e seu cliente.





O Index poderia botar em risco a sobrevivência dos autores, mas garantiu a quase todos lugares de honra na posteridade, já que desde os tempos de Adão e Eva transgredir é uma das principais características humanas. Hoje, a proibição vira publicidade espontânea. A Prefeitura carioca organizou uma ação de busca e apreensão por conteúdo pornográfico na Bienal do Livro, alertada por uma história em quadrinhos que mostrava o beijo de dois personagens masculinos. A edição se esgotou, enquanto as editoras garantiram na Justiça o direito à exposição de obras com temática LGBTI.






Talvez por perceber que o proibido de ontem é o clássico da atualidade, o papa Paulo VI extinguiu o Index em 1966. A Igreja continuou se manifestando contra criações artísticas cinematográficas, porém sem a mesma repercussão e consequências de outras épocas. O Islã mantém a tradição de vetar o conhecimento de algumas obras que considera sacrílegas, tendo condenado à morte o inglês Salman Rudshie em 1989 pelo romance Os versos satânicos, que, segundo o aiatolá Khomeini, homem forte do Irã, teria blasfêmias contra o profeta Maomé. Durante 14 anos, até ter sua pena extinta pelos tribunais muçulmanos, Rudshie viveu clandestino, sob proteção policial. Recentemente, a saga do bruxinho Harry Potter foi proibida nos Emirados Árabes por "incentivar a bruxaria".





Comportamento sexual e política são os principais motivos de censura. Em 1857, Gustave Flaubert foi processado por ofender a moral e a religião em Madame Bovary. Absolvido, o escritor fez a famosa declaração "Emma Bovary sou eu". O português Eça de Queiroz escandalizou a sociedade lisboeta com pelo menos dois romances: Os Maias, que tratava do incesto entre um casal de irmãos, e O crime do padre Amaro, abordando corrupção e desprezo pelo voto do celibato dos religiosos.




Na China, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, foi banido por "dar aos animais qualidades e o mesmo patamar hierárquico dos homens", enquanto Aldous Huxley teve Admirável mundo novo, uma distopia futurista, retirado das bibliotecas norte-americanas por "incentivar a promiscuidade e consumo de drogas".



No Brasil, as ditaduras também não pouparam escritores consagrados. Em 1937, livros do baiano Jorge Amado e do alagoano José Lins do Rego foram queimados em fogueiras públicas. O Estado Novo imitava uma prática nazista, que queimou em praça pública obras de Stefan Zweig, Thomas Mann, Sigmund Freud e Erich Maria Remarque. Já no regime militar, um dos vetos mais conhecidos foi o de Feliz ano novo, de Rubem Fonseca, recolhido por conter "matéria contrária à moral e aos bons costumes" e fazer "apologia à violência".





* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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