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Sábado, 22 de Abril de 2017

Crítica & Literatura: O sexo e a fila



O sexo e a fila



Por Olga de Mello*

Em algum local do planeta, sexo tem menos importância do que no território brasileiro. A certeza me vem da leitura de textos de autores estrangeiros, como o vetusto Philip Kotler, do alto de seus diplomas de doutorado em Economia no MIT e em Matemática em Harvard, que, visitando Pindorama, classifica o Brasil como o país dos "cinco S": sol, samba, sexo, soccer (futebol, para os americanos) e stones - as pedras semipreciosas "comercializadas pela H. Stern". A sutiliza do merchandising é uma das muitas lições de Minhas aventuras em marketing (BestBusiness, R$ 54,90), que reúne crônicas de Kotler, publicadas em 2013 no jornal japonês Nikkei.




Uma leitura divertida até para quem não se interessa pelas proezas de um dos mais respeitados criadores em marketing, o livro é pródigo em alusões a empresas e figurões do mundo corporativo. O Brasil mereceu destaque em capítulo próprio, como outros países emergentes, pois a época ainda era de pujança sócio-econômica. Kotler se detém nas peculiaridades dos negócios brasileiros, mas não deixa de destacar o que salta aos olhos de visitantes de outros locais e com outras especificações profissionais, entre eles o Prêmio Nobel de Literatura 2010, Mario Vargas Llosa, que, no verbete sobre o Rio de Janeiro no Dicionário Amoroso da América Latina (Ediouro, R$ 59,90), mostra-se extasiado com a visão de foliões pouco vestidos, dançando, trocando carinhos e "quase fazendo amor", sob o olhar indiferente dos que acompanham o cortejo dos blocos carnavalescos.



"Serão fúteis todos os planos para controlar a libido dessa sociedade de demografia galopante que beira os 170 milhões de habitantes", comentava Llosa, sobre uma de suas visitas à cidade, há cerca de quinze anos, concluindo que enquanto existir o carnaval carioca "a vida será melhor do que é normalmente, uma vida que, por alguns dias (.) toca os faustos do sonho e se mistura com as magias da ficção". Já o jornalista Franz Wisner apontava em Como o mundo faz amor (Verus, R$ 34,50), que iniciara sua pesquisa sobre hábitos amorosos em diferentes partes do planeta pelo Brasil, país que, "com molejo e um olhar, nos chama e nos diz que, sim, o amor é possível".




Segundo Wisner, todas as regiões do mundo têm papeis definidos, simbolizados por "produtos". A Suíça teria optado pelo chocolate, as Ilhas Cayman pela lavagem de dinheiro: "Já o Brasil escolheu o amor e a sexualidade. Agora me diga quem escolheu melhor", diz o jornalista, que se espanta com as contradições de um lugar onde todos se beijam em público, mas hotéis impedem a visita de mulheres aos quartos dos hóspedes estrangeiros.


Os próprios brasileiros pouco percebem dessa sexualidade exuberante que inebria os visitantes. Em Fila e democracia (Rocco, R$ 24,50), Roberto DaMatta e Alberto Junqueira fazem poucas menções a aproximações com intenções de flerte por quem se sente obrigado a se posicionar ordeiramente atrás de outras pessoas. "Muitos reconhecem que o brasileiro faz fila (...) por curiosidade ou para tirar vantagem de alguma situação (ficar atrás de uma mulher atraente, por exemplo)". A impaciência brasileira ao entrar em fila corresponderia à realidade da hierarquia aristocrática de nossa sociedade. Esperar sua vez não é obrigação de todos num país em que todos têm como objetivo de vida estar em evidência e receber privilégios. Bastante realista, falta ao levantamento abordar apenas uma das brasilidades típicas da fila: a intimidade da conversa, as discussões filosóficas, políticas, futebolísticas e, naturalmente, os galanteios trocados entre os enfileirados.



* Olga de Mello é jornalista, crítica literária e escreve aos sábados a coluna Crítica & Literatura em Conexão Jornalismo

 

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