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Sábado, 22 de Julho de 2017

Crítica & Literatura: Histórias de uma moça bem-comportada

Histórias de uma moça bem-comportada



Por Olga de Mello*

Há 200 anos, morria Jane Austen. Solteirona, provinciana, muito mais do que uma contadora de histórias de amor bonitinhas, ela deixou observações perspicazes e ferinas sobre a vida de pequenos e grandes proprietários de terras, aristocratas ou não, no início do século XIX, na Inglaterra. Reconhecida pelos especialistas em literatura como uma das renovadoras do romance, há pouco mais de vinte anos Jane Austen virou objeto de culto, principalmente entre as mulheres jovens e românticas, parecidas com as que ela sempre retratava com extrema ironia.

O principal tema de Jane Austen foi, a incessante busca das mulheres sem fortuna própria por um marido que lhes garantisse a sobrevivência, já que a lei determinava a entrega de bens a herdeiros do sexo masculino. Trabalhar, como faziam as serviçais, era impensável naqueles tempos. Incensada a ícone feminista, Austen transcende uma causa que só engatinharia mais de um século depois. Suas protagonistas oscilam entre a ingenuidade absoluta e a determinação em manter-se fiel a princípios de dignidade, mas nenhuma assume o papel social masculino, administrando negócios.






O romantismo jamais é banal numa sociedade de moças sonhadoras, contrabalançado com imenso senso prático. Em Orgulho e Preconceito, a melhor amiga de Elizabeth Bennet decide se casar com o primo da mocinha, que o rejeitou, mesmo pondo em risco a saúde financeira da família inteira. O insuportável herdeiro significa tranquilidade para a moça pobre, que reconhece sua falta de beleza e charme para atrair um bom partido. Jane Austen confirmaria a tese levantada por uma de suas admiradoras, a romancista canadense Margareth Atwood, de que o dinheiro é a mola mestra da trama literária, mais importante nos enredos do que o amor.







O sarcasmo para apontar as desigualdades é outra marca da escritora, que repetidamente apresenta a falta de vocação de muitos dos homens daquela categoria social engessada por convenções, na qual abraçar o clero ou a carreira militar era uma das maneiras de escapar da penúria. Livram-se desta sina os fidalgos rudes, como Mr. Darcy, de O&P, que compensa a falta de charme com a integridade de seu caráter. Outras histórias de Jane Austen trazem príncipes encantados solteirões, que carregam uma razoável fortuna, e que estão em busca de uma mulher para se casar. O escritor Martin Amis lembrava, no início da Austenmania, que, excetuando a personagem título de Emma, as heroínas de Jane Austen não têm "um tostão, nem perspectiva segura além de uma confortável solteirice".





Os mocinhos estão às voltas com alguma vilã - calculista, herdeira ou sedutora -, enquanto a protagonista será tentada por um vigarista charmoso, que não vale nada. A repetição do enredo, no entanto, não empobrece cada trama, repleta de canalhas simpaticíssimos, mocinhas em busca de atenção de seu meio, mães preocupadas com o futuro das filhas solteiras, pais nervosos diante de uma família de adultos que não têm renda própria. Há alguns casos amorosos proibidos ou reprováveis. E nem sempre os enlaces dos apaixonados significarão a felicidade perene

.











Para alegria das editoras, Jane Austen rende até sequências de fãs ilustres, como a novelista P.D.James, que reuniu as irmãs Bennet para solucionar um crime em Morte em Pemberley (Companhia das Letras, R$ 52,90), onde, já casada com Mr. Darcy, Elizabeth acolhe sua irmã Lydia, agora viúva do cafajeste assassinado George Wickham. Melhor que ler fanfic de griffe é entrar no universo de Austen pelas requintadas reedições como a caixa recém-lançada pela Nova Fronteira com Razão e Sensibilidade, Emma, Orgulho e Preconceito (R$ 102,90), traduzidas por Lúcio Cardoso e Ivo Barroso. Ou a edição comentada de Persuasão (Zahar, R$ 69,90), dos Clássicos Zahar, que inclui a pouco conhecida e deliciosa novela Lady Susan.









* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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