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Sábado, 08 de Dezembro de 2018

Crítica & Literatura: Campanha de Natal

Campanha de Natal



Por Olga de Mello*


A partir da falência das duas maiores redes de livrarias do País, o editor Luiz Schwartz, da Companhia das Letras, lançou um apelo para a compra de livros como presente de Natal. A campanha, para muitos, denuncia a indiferença do brasileiro pelo livro. No entanto, as editoras, mesmo quando se escudavam nas compras do governo, buscaram cativar seu público, dando formato de luxo aos romances picantes vendidos em bancas de jornal e às aventuras de cavaleiros em luta contra o mal, por vezes montados em dragões, com auxílio de elfos e fadas.



Se a crítica torce o nariz para tais bobagens, as editoras correram a abrir espaço para selos populares, que incluem, além das narrativas sobre adolescentes apaixonados, títulos de pornografia "para mulheres", no estilo de "50 tons de cinza". A crise das editoras decorre do calote que levaram das grandes livrarias, que, por sua vez, não suportaram a entrada da Amazon no mercado de vendas pela Internet. O desastre seria maior se, apesar da redução do volume de encomendas do governo, o público jovem não continuasse fiel à literatura fantástica, tornando-se responsável pelo aumento de quase 4% nas vendas de livros até outubro deste ano em relação a 2017. A geração que transformou em fenômeno de vendas a saga do bruxinho Harry Potter sustenta o mercado, ao lado dos consumidores de livros religiosos e de autoajuda.

E sabendo que existe um livro para cada leitor, vão daqui duas sugestões de presentes natalinos. As vidas de duas mulheres notáveis se destacam entre as biografias que estão nas vitrines. A grande Dama do Crime, que vendeu mais de quatro bilhões de exemplares de sua extensa obra de 80 novelas policiais, teve uma vida tranquila, embora raros episódios obscuros. Em "Agatha Christie, a biografia" (BestSeller, R$ 59,90), Janet Morgan se abstém de explorar as situações mais delicadas relacionadas à escritora inglesa. Uma aconteceu em 1926, ao saber que seu marido Archibald Christie queria o divórcio, Agatha desapareceu por onze dias. Deprimida, ela se hospedou num hotel, sob o nome da amante de Archibald, e alegou amnésia quando encontrada. Dois anos mais tarde, ela conheceu e se casou com o arqueólogo Max Mallowan. A diferença de idade - Max era quinze anos mais jovem do que Agatha - não abalou o sólido casamento. Janet Morgan não toca nos boatos sobre as infidelidades mútuas, incluindo o de Max com Barbara Hastings Parker, a melhor amiga de Agatha. Ao enviuvar, Max se casou com Barbara.

Uma personagem bem menos discreta e que utilizou o escândalo para sua autopromoção, a cantora Madonna Ciccone teve reeditada e revista a biografia que Lucy O'Brien lançou em 2008, quando a Rainha Pop completou 50 anos. "Madonna 60 anos" (Nova Fronteira, R$ 69,90) desfia a infância e adolescência em Detroit ao lado de seis irmãos, a morte precoce da mãe e o quanto a severidade da fé católica da família influenciou o sua concepção artística. A biografia foi montada a partir de depoimentos de parentes, amigos e companheiros de trabalho da superstar, e destaca, além de aspectos de sua vida pessoal, a carreira da primeira estrela pop que conseguiu se sobressair entre artistas apontados como até mais talentosas em sua época, como a rival Cindy Lauper. Segundo Lucy O'Brien, Madonna não apenas sabe se vender, mas se entende como uma empresa, estando envolvida em cada etapa do processo de produção de seus shows e discos.



* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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