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Sábado, 19 de Agosto de 2017

Crítica & Literatura: A solidão e outras formas de fazer arte

A solidão e outras formas de fazer arte




* Por Olga de Mello

A inglesa Olivia Laing pertence a um grupo de escritores/pensadores da atualidade que escolhem um tema a partir de sua experiência pessoal, pincelando com situações vividas as observações que embasam suas teses. A apropriação do objeto de estudo atrai muitos autores que preferem deixar de lado o distanciamento científico/jornalístico para mostrarem ao leitor o quanto se inserem na pesquisa, sem fazer de sua vivência o roteiro da descoberta, como Roland Barthes em A câmara clara (Nova Fronteira, R$ 24,90 ), no qual a análise de fotografias de sua própria família se mistura à análise da narrativa existente em retratos de desconhecidos.



A solidão da modernidade é o tema que Olivia explora em A cidade solitária (Rocco, R$ 49,50), despertada por sua mudança para Nova York depois do fim de um romance. A cidade se impõe como sua companhia e a faz lembrar de personagens das pinturas de Edward Hopper, um dos artistas cuja obra ela analisa no livro. O isolamento presente nos quadros de Hopper, ao lado de personagens como Andy Warhol, Greta Garbo, Alfred Hitchcock e Virgínia Woolf são os guias para reflexões sobre a introversão que se impõe nos tempos de alto conhecimento tecnológico - que cada vez mais incitam o recolhimento, até entre quem divide o mesmo cômodo. A ausência de envolvimento pessoal estimularia a expressão artística e impediria a formação de laços de afeto? A questão levantada por Olivia Laing também surge em A arte da rivalidade (Zahar, R$ 69,90), do australiano Sebastian Smee, que fala sobre o relacionamento de oito artistas que modificaram a concepção do fazer artístico na atualidade.



Smee lembra que os pintores Edouard Manet e Edgar Degas, Henri Matisse e Pablo Picasso, Jason Pollock e Willem De Kooning, Lucian Freud e Francis Bacon, foram amigos e concorrentes, o que estimulou a produção de cada um, trocando influências, ideias, transformando o entendimento e a recepção da arte. O livro é uma delícia, falando sobre as idiossincrasias de cada artista - e são muitas, além dos traços de personalidades únicas e da exuberância de seus trabalhos.

A cultura como traço nacional sempre foi incentivada pelos governos russos, desde os czares ao socialismo soviético. O historiador inglês Orlando Figes analisa a formação dos mitos nacionalistas russos que estruturaram a música, a pintura, o balé, a literatura e o cinema de um país em que a cultura foi um instrumento de superação das desigualdades sociais. O engajamento político da arte depois da Revolução Russa não sepultou a obra de Dostoievski, Turgueniev, Gorki, Gogol e Tólstoi, ao contrário.



O tradicionalismo foi cultuado, apesar de ter florescido graças às elites russas, que copiavam os hábitos da Europa elegante, principalmente Paris. Um dos mais pitorescos aspectos abordados por Figes é a relação afetiva das crianças ricas com os empregados, responsáveis por educar os pequenos senhores, nos tempos imperiais.

Um estudo alentado de mais de 700 páginas, Uma história cultural da Rússia (Record, R$ 109,90 ) se encerra na era Brejnev, quando a tradição cultural fortalecida no século XIX "chega ao fim de um ciclo natural, e o que vem depois pode ser o começo de algo novo", explica Orlando Figes.





* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica de literatura e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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