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Sábado, 09 de Setembro de 2017

Crítica & Literatura: A renovação dos clássicos

Por Olga de Mello*

"Já desfiz quatro bibliotecas", me conta uma amiga, que não tinha como carregar um número grande de livros para casas cada vez mais exíguas. Vendeu a sebos, o que nem sempre é um grande negócio, como descobriu outro amigo, um escritor, que recebeu uma quantia modesta por sua biblioteca, desfeita também por causa de mudanças. Tempos depois, soube que alguns daqueles volumes, autografados por colegas de ofício famosos, seriam leiloados, cada um com lance inicial superior ao que recebera pelo lote todo.



Existem razões práticas para desmontar uma biblioteca. Livro junta poeira, cria fungos. Consultar uma edição de trinta anos atrás de O primo Basílio me trouxe uma conjuntivite alérgica. A edição é de 1983, papel acetinado, capa dura, lombada dourada. E, mesmo assim, virou um criadouro de seres prontos a arrasar com, no mínimo, as vias respiratórias de qualquer leitor. Outros ataques chegam no momento em que se decidir dispensar os volumes mais antigos e repô-los por nova edições. Sempre vai aparecer alguém pronto a indagar "por que você não compra um Kindle e armazena a Biblioteca Nacional inteira na maquininha"?

Porque:

a) não tenho interesse em metade do acervo da Biblioteca Nacional.

b) não quero ler em tela, gosto é de papel.

Leitor precisa ter consciência de que a cada livro comprado adquire um dos produtos mais propensos à prematura obsolescência não-programada. Antes disso, outro motivo de angústia - o que fazer com o volume velhinho, aquele que ainda tem anotações do antigo proprietário, que escrevia suas impressões sobre o texto lido? E a menos que o coração do leitor seja implacável, a coleção Clássicos do Bolor permanecerá em suas prateleiras, desafiando a sua saúde.







Outras críticas de Olga de Mello:
A leitura cinematográfica da ternura
Sobre a violência de cada dia
O sexo e a fila
Livros de viagem








Felizmente, as editoras têm o saudável hábito de lançarem novas edições de clássicos, notadamente depois do (Des)Acordo Ortográfico, que extirpou acentos e hífens da língua. Pretexto para chegarem às livrarias novas edições de Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio (José Olympio, R$ 42, cada), de Henry Miller. O primeiro, publicado em 1934, foi tachado de pornográfico e proibido, imediatamente, em todos os países de língua inglesa, sendo liberado nos Estado Unidos e na Inglaterra apenas na década de 1960. Os intelectuais, no entanto, exaltaram como libertário o relato autobiográfico da chegada de Miller em Paris, depois de um casamento fracassado e com a carreira estagnada. Em 1939, Miller fala do tempo anterior à temporada francesa, também descrevendo vividamente as peripécias sexuais do protagonista.



Desejo e erotismo também não faltam em Os Maias (Zahar, R$ 49,90), de Eça de Queirós, que sai agora em edição de bolso de luxo na coleção Clássicos Zahar. O romance incestuoso entre dois irmãos é entremeado pela crítica ferina à alta burguesia lisboeta, uma característica que Eça desenvolveu em vários romances. Outro clássico da literatura portuguesa que ganhou nova edição, As pupilas do senhor reitor (Record, R$ 32,90), de Júlio Dinis, também discute as discrepâncias sociais do País, contrapondo a vida tranquila mas conservadora e a religiosidade do campo com a sofisticação e o conforto tecnológico, erguido sobre ideias laicas, típicos da metrópole. Narrativas que surgiram há mais de um século, mas que ainda instigam discussões e reflexões.




*Olga de Mello é jornalista, cronista e crítica literária. Escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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