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Sábado, 07 de Novembro de 2020

Crítica & Literatura: A literatura como estratégia política

A literatura como estratégia política




* Por Olga de Mello*

Por quase uma semana, o mundo aguarda o resultado das eleições para a presidência dos Estados Unidos. Enquanto não se define a acirrada disputa entre um empresário fascista e um político profissional com laivos de humanidade, Promessa de pai - Um ano de sofrimento, esperança e determinação (Intrínseca, R$ 39,90), a autobiografia de Joe Biden, traz aos leitores de outros cantos informações - bem filtradas - sobre a discreta figura do candidato democrata.

Tristeza não faltou na vida de Biden, que perdeu a primeira mulher e a filha de um ano num acidente de carro, às vésperas de tomar posse como senador. Foi empossado no hospital, ao lado dos dois filhos pequenos, Beau e Hunter. O pacato cotidiano da família pouco se alterou quando se casou com Jill, mãe da filha caçula, Ashley. Mais de quarenta anos depois, é descoberto que Beau Biden tem um câncer agressivo no cérebro. O pai, já como vice-presidente de Barack Obama, tem que rodar mundo fazendo acordos entre países em conflito e ainda pensar em hipotecar a casa para custear o tratamento do filho. Obama, então, entra em cena e oferece um empréstimo de alta quantia a Biden, sem prazo para a quitação da dívida.

É o ano da doença e morte de Beau que Joe Biden aborda no livro, com recordações de outras épocas, misturando - e enfatizando - a vida da família com a rotina do político. O círculo familiar é tão importante que Biden não hesita em levar a neta Finnegan para acompanhar suas negociações em diversos países. A jovem só é proibida de entrar no gabinete de Putin, permanecendo na sala de espera enquanto o avô discute com o russo a interferência na Ucrânia, o calcanhar de Aquiles na candidatura de Biden.

Afinal, enquanto o pai estava na vice-presidência, Hunter Biden assumiu um cargo de direção na companhia de gás ucraniana Burisma. A ligação de Hunter com a empresa não é mencionada no livro, nem seus problemas com drogas. Aliás, a família só é apresentada sob a ótica amorosa do patriarca, que também não fala sobre o romance de dois anos de Hunter (já divorciado da primeira mulher) com a cunhada Hallie, quando esta ficou viúva de Beau.

Escândalos omitidos, o sofrimento pela doença de Beau é apresentado de forma pungente e comedida. Pouco antes de morrer, o filho pede a Biden que lhe prometa manter-se firme em seus propósitos e "ficar bem", apesar da tristeza. O drama pessoal é superado por trabalho: vai ao Iraque ajudar a retomar cidades dominadas pelo Estado Islâmico, fecha acordo com países da América Central a fim de conter a imigração para os Estados Unidos e acaba desistindo da candidatura à sucessão de Obama para vivenciar o luto junto da família.


Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.
Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.  

Escrita em 2017, a biografia não chega a ser uma apresentação explícita da candidatura atual de Biden, porém traz seus pontos de vista sobre política interna: direito dos homossexuais ao casamento civil, o controle de armas para redução da violência social, a defesa do Obama Care, o programa de atendimento de saúde para a população dos EUA, cujo sistema hospitalar é dominado pelas empresas particulares. Embalada pelos sentimentos humanitários, as dores da alma e a modéstia, tão comum em volumes de autoajuda, ali está a plataforma da campanha de Joe Biden para tornar-se o homem mais importante da Terra.



 

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