• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
SELECT TOP 3 B.Codigo , B.Nome_Arquivo , B.Href , B.Descricao FROM Banner B WHERE B.Publicar = 1 AND B.Data_Expiracao >= 20170925 AND B.[1pagina] = 1 AND B.Cod_Tipo_Banner = 4 ORDER BY B.Data_Publicacao DESC, codigo DESC
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 

Conexão TV

Terça-feira, 12 de Setembro de 2017

Xico Sá critica Zezé Di Camargo: "se o pau de arara fosse no seu c...."

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
VER +

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > notícias conexão

Notícias Conexão

 

Terça-feira, 04 de Abril de 2017

Crítica & Literatura: A eternidade folhetinesca

Realismo fantástico repleto de magia e paixão
Realismo fantástico repleto de magia e paixão

A eternidade folhetinesca




Olga de Mello*

A paixão brasileira por telenovelas pode não contagiar qualquer telespectador, mas intriga e inspira os especialistas em comunicação e quem observa a vida no país. Em How to be a carioca: the alternative guide to a tourist in Rio (Editora Twocan, R$ 40), a norte-americana Priscilla Goslin salientava o hábito nacional de discutir e assistir à "novela das 8". Era 1991, e o horário da principal telenovela avançou diversos minutos, enquanto o interesse das elites por elas decrescia, principalmente depois da entrada da TV paga no Brasil. A temática, no entanto, pouco mudou, como atestava a jornalista Cristiane Costa em Eu compro essa mulher - Romance e consumo nas telenovelas brasileiras e mexicanas (Zahar, diferentes preços em sebos; está fora de catálogo), lançado em 2000, e em publicações posteriores, entre elas O Brasil Antenado - A sociedade da Novela (Zahar, R$ 10 ), de Esther Hamburger, publicado em 2005.





A origem da telenovela melodramática, que tem nos embates amorosos seu eixo, está no folhetim, surgido na França no século XIX, que teve entre seus principais artífices Alexandre Dumas, Charles Dickens e Machado de Assis. A imensa popularidade desses autores e de suas tramas históricas, muitas com alto cunho de denúncia social, deve-se à perfeita combinação entre boa narrativa e tramas que sempre atiçam a curiosidade do leitor, levando-o a querer acompanhar o desenrolar da história. Uma técnica que foi importada pelo rádio, pela televisão e pelo cinema, que produziu seriados para cativar plateias infanto-juvenis na primeira metade do século XX.




O amor romântico, uma criação literária que convenceu a sociedade de sua
existência, segundo historiadores e psicólogos, é elemento imprescindível aos folhetins, nos quais os apaixonados se comportam como pré-adolescentes, passando por cima de qualquer dificuldade para estar ao lado de seu amado. Em Payback - A dívida e o lado sombrio da riqueza (Rocco, R$ 24), a canadense Margaret Atwood afirma que o dinheiro é o principal tema literário, acima do amor. A volúpia pela ascensão social, a baixa autoestima dos devedores, a dívida alçada à condição de defeito moral mesmo em tempos pré-capitalistas são alguns dos argumentos da romancista, que aponta a angústia causada pela falta de dinheiro em clássicos como O morro dos ventos uivantes e Fogueira das vaidades.




Ainda assim, os amores trágicos continuam norteando personagens e conquistando públicos distintos, que se encantam ao ver no mundo real o reflexo dessas uniões fadadas à tristeza ou desprezo social. A espanhola Rosa Montero lembra em Paixões - Amores e desamores que mudaram a história (Ediouro, R$ 10, em sebos) a trajetória de casais famosos como Marco Antônio e Cleópatra - e seus intérpretes cinematográficos, Richard Burton e Elizabeth Taylor -, os escritores Dashiell Hammet e Lillian Hellman, Evita e Juan Peron, Oscar Wilde e o infame Bosey, enamorados expostos para encantamento das "gentes comuns".





É essa estrutura apaixonante que Eka Kurniawan traz em A beleza
é uma ferida (Record, R$ 69,90), uma empolgante
fábula de realismo fantástico, repleto de magia e paixões avassaladoras, incestuosas, que têm como pano de fundo a história da Indonésia
a partir da Segunda Guerra Mundial.









A cada capítulo se desvenda um pouco mais sobre a vida na imaginária cidade de Halimunda, seguindo o momento em que a prostituta mais célebre da região, Dewi Ayu, sai do túmulo onde foi enterrada 21 anos antes para resgatar o passado de suas quatro filhas, de seus pais e avós e de alguns de seus amantes, num texto que segue a narrativa do folclore local, pouco conhecido no Brasil.








* Olga de Mello é jornalista, crítica literária e escreve semanalmente em Conexão Jornalismo.

** Publicada originalmente aos sábados, a coluna Crítica & Literatura, de Olga de Mello é publicada excepcionalmente neste terça-feira.

 

Veja também:

>> Fora de Pauta: por duas vezes a jornalista Hilka Telles escapou de linchamento - vídeo

>> José Mayer é afastado de novela após denúncia de assédio sexual

>> Quem está bancando o filme da Lava-Jato? Só não pergunte à PF - vídeo

>> Zaz: show foi nota dez. A plateia, cinco - vídeo

>> Musical revive período em que negros e judeus davam o tom da cultura no Rio

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Crítica & Literatura: A eternidade folhetinesca
 

Copyright 2017 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!