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Sábado, 16 de Junho de 2018

Crítica & Literatura: A atualidade da angústia feminina - uma leitura necessária

A atualidade da angústia feminina - uma leitura necessária


Por Olga de Mello*

Em 1991, Naomi Wolf lançou "O Mito da Beleza - Como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres" (Rosa dos Tempos, R$ 69,90), que - mais do que oportunamente - acaba de ganhar nova edição brasileira, depois de muitos anos esgotado. O contundente estudo sobre a principal forma de opressão às mulheres ocidentais no fim do século XX apontava a beleza como substituto da religião no controle social das mulheres que vivem no Ocidente desde o advento da pílula anticoncepcional. Duro é constatar que os métodos repressivos aumentaram e se sofisticaram ao longo de quase trinta anos.

O massacre diária quanto à inadequação dos corpos femininos chega pela imprensa, pela publicidade e se fortalece na divulgação de imagens de "celebridades" de rostos belíssimos e corpos mantidos magros por força de dietas rigorosas e exercícios físicos pesados. Segundo Naomi Wolf, a angústia das mulheres quanto à gordura - 70% das jovens universitárias norte-americanas acreditam que precisam emagrecer entre 2 e 5 quilos - comprova a noção de que os corpos femininos pertencem à sociedade.

Regimes alimentares, mais do que uma adequação estética ou preocupação com a saúde, são exigências sociais e requisitos para o mercado de trabalho. Algo expresso na declaração da personagem fictícia Anna Scott, protagonista da comédia romântica "Notting Hill": "Estou de dieta desde que completei 19 anos: isso significa que, basicamente, passo fome há uma década (...) e fiz duas cirurgias dolorosas para chegar a esta aparência". Uma fala que poderia ser da atriz Julia Roberts, que interpretou Anna no filme, ou de qualquer estrela de Hollywood.

Mais do que um libelo feminista, "O Mito da Beleza" propõe uma reflexão sobre o sistema capitalista que se alimenta do consumo de produtos cosméticos e farmacêuticos, lançando no mercado artigos de eficácia nula ou limitada, com resultados bem distantes do que apregoam.

Enquanto rende fortunas aos fabricantes, a indústria da beleza se alia às intervenções cirúrgicas oferecendo às mulheres parâmetros estéticos impossíveis de serem cumpridos. Essa sensação de inadequação leva mulheres a se isolarem em casa ao envelhecerem, diz a antropóloga Mirian Goldenberg na apresentação da edição brasileira. "No Brasil, o corpo é um verdadeiro capital", afirma Mirian, lembrando que as brasileiras são as maiores consumidoras de ansiolíticos, moderadores de apetite, tinturas para o cabelo e a recorrerem a cirurgias plásticas invasivas ou ao uso de botox no mundo.

Naomi Wolf credita o aumento dos casos de anorexia à falsa percepção feminina sobre os próprios corpos devido à disseminação da indústria pornográfica, que apresenta mulheres magras, de seios aumentados cirurgicamente. Paralelamente, os cuidados com os corpos masculinos se intensificaram nas últimas décadas, porém não chegaram a ficar muito diferentes das estátuas que retratavam atletas da Antiguidade, enquanto as formas femininas idealizadas se reduziam drasticamente nos últimos 50 anos.

Nas apresentações às edições de 2015 e 2002 do livro, Naomi Wolf comemorava que mulheres não-brancas tenham surgido - ainda que discretamente - como modelos de beleza, mas lamentava o aumento da erotização dos corpos de meninas de até 9 anos, que seguem a moda de "estrelas pop que se vestem como profissionais do sexo". Apesar dos processos contra assediadores e estupradores, o fim da cultura da consagração feminina como objeto de desejo masculino está ainda muito distante.




* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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