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Segunda-feira, 06 de Novembro de 2017

Saudades de Juba e Lula? Eu também!

Da Redação

Quando foi que encaretamos tanto, perguna André dos Santos
Quando foi que encaretamos tanto, perguna André dos Santos
Por Fábio Lau

O ano era 1985. O país gritava "Diretas Já! Não dá mais pra segurar!" Figueiredo avisava que queria que o povo o esquecesse - tarefa fácil. E ainda sonhávamos com eleições diretas. Mas na TV, aberta, na Rede Globo, uma dupla chamada Juba & Lula ganhava espaço. Dois surfistas, amigos, que decidiram em algum momento adotar um menino (o Bacana, vivido por Jonas Torres). Algo que hoje se chamaria "Adoção Tardia" - a criança já passava dos seis ou sete anos. A adoção foi informal e muito distante da família tradicional (conforme frisava até outro dia Eduardo Cunha), mas por dois homens. Pouco? Muito pouco diante do que havia ainda no entretenimento: Kadu Moliterno (Juba) e André de Biase (Lula) namoravam a mesma mulher: Zelda, a personagem de Andréa Beltrão. Era o poliamor que hoje também é tabu e quando reconhecido por cartórios vira notícia de jornal.



Esta "bola" foi levantada pelo internauta e crítico político, André dos Santos. Ele postou a imagem da dupla na sua TL e fez a seguinte observação:

"Entre 1985 e 1988, assistíamos à Armação Ilimitada. Menino órfão é adotado por dois homens que ganham a vida com o surfe e namoram a mesma mulher. Nada de família tradicional. Família Poliamor! Anos 80!

Programa da TV aberta em horário livre para todas as idades. O que foi que aconteceu de lá pra cá? Quando e como foi que encaretamos tanto?"

A pergunta de André merece resposta de gente balizada na arte de interpretar a sociedade, claro. Mas não faltou quem arriscasse porque a tribuna é livre. Uma jovem, por exemplo, atestou o princípio do fim:

- Nunca vivemos um tempo com tanta hipocrisia como o de hoje em dia.

Está cheia de razão. O crescimento da religião e sua sacra mania de se meter na intimidade alheia, esquecendo do coletivo, cristalizou o conceito: "temos que nos imiscuir na intimidade que é para não deixar o ser humano ciente de que é o verdadeiro responsável pelos seus passos".


A dupla de heróis da TV que praticava o amor sem limites
A dupla de heróis da TV que praticava o amor sem limites  



Como nem tudo que passa por aí se livra da coleira política, arrisquei meu pitaco:

- Acho que na época tínhamos algo maior com o que nos preocupar. A esquerda, em tirar a ditadura do poder. E a direita, em impedir que a esquerda avançasse.

Talvez seja um pouco isso, daquilo ou daquilo outro. Oua algo mais além. O tempo da experimentação passou e agora desejam regredir para reencontrar algo que ficou para trás e que parece fazer falta - pelo menos a alguns.

Há, na sociedade, gente que precisa de freio. Para si e para os outros. E a religião, com toda a mística e a ameaça do inferno, é um país e tanto. O álcool desmedido precisa de controle orgânico e social. A gordura também. As drogas, nem se fala! Mas a responsabilidade individual é absolvida. O coletivo precisa pagar pelo indivíduo.

No campo da droga isso se torna muito claro. Vejamos: se um sujeito compra um quilo de cocaína, enche a banheira de casa de pó e cheira até morrer, quantas pessoas teriam morrido no final da aventura? Apenas ele.

Mas, para impedir que se venda um quilo de pó, mobilizamos um Exército nas fronteiras, nas rotas das grandes cidades, no entorno dos pontos de venda. Trocamos tiros e tiros. Matamos e eventualmente morremos. E no final quantos morreram ou poderiam ter morrido? Só PMs este ano foram 115. E no Rio são 30 mil por ano. 70% (cerca de 20 mil), acredita-se, por conta do universo das drogas.

O caso de Juba & Lula é para lá de interessante. A adoção de crianças por casais gays (e não era o caso da dupla da TV) é vista com maus olhos pela corrente "hipócrita" da sociedade, conforme salientou a internauta acima. Acreditam que a criança será induzida a mudar sua orientação sexual.

Assim, o texto da lei impõe (ou tenta impor) a adoção apenas pela família tradicional. Que muitas vezes não adota porque prefere um bebê até dois anos. Então a criança passa toda a infância em abrigo sem contato com o mundo exterior e sem a chance de ter conhecido alguém, na sua vida, que realmente se preocupasse consigo. Para evitar que supostamente tivesse sua orientação sexual afetada (e como se isso fosse o fim dos tempos) pagará o preço da solidão e eventualmente da má formação de elementos sutis como o amor, a afeição, o carinho, a preocupação com o outro, o afeto.

Juba e Lula, em 1985, deram uma aula de doação de amor ao país. Foram capazes de amar uma criança grande e de dividir, sem brigas, uma outra paixão - Zelda, vivida por Andréa Beltrão.

Agora, três décadas depois, se nos pedissem para extrair uma síntese, diria: de lá para cá desaprendemos a arte de amar. Sem restrição e sem limites. Aliás, o nome do programa era Armação Ilimitada.

 

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