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Quarta-feira, 15 de Abril de 2020

Em um BBB marcado por racismo, participante negro enfrentou o oitavo "paredão"

Babu Santana no papel de Tim Maia
Babu Santana no papel de Tim Maia

Por Tonny Stall*

O Brasil é o único lugar do planeta onde o game Big Brother, que tem como mote o confinamento de participantes, sobreviveu a mais de três edições. E como se o recorde não bastasse, ele ainda pendura na parede nada menos do que 20 edições - algo inimaginável até para seus criadores, os produtores da holandesa Endemol. Mas o recorde brasileiro não fica só aí: o participante negro Babu, ator consagrado como protagonista do longa Tim Maia, é também o participante que mais vezes foi colocado no "paredão", o momento chave do programa onde o público vai decidir quem deve sair ou quem vai permanecer para disputar uma premiação em dinheiro: oito vezes.



A trajetória de Babu ajudou a lançar luz em um cenário que durante muitos anos foi tabu no Brasil: o racismo. O candidato, cujo padrão físico foge ao dos preferidos modelos que enfeitam a casa de confinamento, é negro, obeso e fumante. Nada semelhante ao perfil que a maioria dos participantes tenta imprimir: jovens, saudáveis, livres das amarras sociais quanto a sexo, raça ou modelo estético. Ali, diante da TV, os defeitos são escamoteados e apenas os traços mais edificantes da alma são passados para o público. Pelo menos no início.

Babu é o típico badboy naquele universo pretensamente majestoso. É incapaz de vencer uma prova que exija preparo físico e passa os dias entre o trabalho na cozinha - é ele o responsável pela alimentação do grupo - e a companhia do seu cigarro. Isso fez os adversários associarem a sua permanência na casa aos trabalhos pesados.

Enquanto a turma está na piscina, articulando estratégias de sobrevivência, o mais velho do bando permanece na cozinha variando pratos: frango, carne, massa e sopas.

Mas se ele assume, na casa, o espaço destinado à criadagem nos ambientes sociais mais abastados do Brasil, isso não o poupa de críticas e palavras preconceituosas. Já o chamaram de "monstro" e "pessoa insuportável". Já ridicularizaram seu pente, em formato de garfo, usado pelos que ostentam o cabelo no formato blackpower, e até os que riram dos seus pés - típico de um trabalhador criado em favela e que jamais teve a chance de pisar em um salão de beleza - a menos que fosse para fazer a faxina.

- Se ele for para a área Vip me coloca na Xepa - disse uma integrante, Marcela, uma médica loura. Para ela, o ator não mereceria dividir espaço com ela. Seu namorado, Daniel, também pegou pesado com o carioca da favela e o chamou de "idiota". E mereceu apoio dos demais.

O site da gaúcha Zero Hora fez o levantamento das oito vezes em que o participante foi ao paredão. E, o que é curioso, isso não significa que não irá novamente. O programa agora entra na reta fina, mas terá pelo menos outras três oportunidades de ser colocado na berlinda.

O prêmio final é de R$ 1,5 milhão. Mas embora tenha amealhado simpatia de parte do público, e eliminado oponentes, os seguidores do game televisivo sabem que sua sobrevivência se dá mais pela antipatia provocada pelos eliminados do que por uma eventual empatia pelo castigado.

Para muitos, sua chance de vencer o reality da Globo equivale à do Vasco se sagrar campeão brasileiro.

* Tonny Stall é jornalista, crítico de TV e escreve sazonalmente em Conexão Jornalismo

 

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