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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2019

Aos 96 anos morre a diva do teatro, Bibi Ferreira

Bibi Ferreira: filha de artistas e uma vida de diva
Bibi Ferreira: filha de artistas e uma vida de diva

Nascida Abigail Izquierdo Ferreira, a filha de um dos papas do teatro do país, Procópio Ferreira, ficou mesmo conhecida pelo apelido: Bibi Ferreira morreu nesta quarta-feira (13) em seu apartamento do Flamengo. Mas a carreira da atriz, cantora, dançarina, artista completa, teve também inspiração de sua mãe, a bailarina espanhola Aída Izquierdo.

Sua estreia no palco certamente foi uma das mais precoces: com apenas 20 dias na peça Manhã de Sol, no colo de sua madrinha Abigail Maia, esposa do autor e padrinho Oduvaldo Viana.

Com a separação dos pais, seguiu com a mãe, que foi trabalhar numa companhia espanhola de teatro de revista, a Companhia Velasco. Lá, aprendeu seu primeiro idioma, afora o português, o espanhol, e fez participações cantando zarzuelas. Ficou então conhecida como "La niña de Velasco".

De volta ao Brasil com cerca de 7 anos, ingressa na escola de dança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde estuda com Maria Olenewa. Começa a trabalhar na companhia do pai famoso. Aos 9 anos, por ser filha de artistas, tem sua matrícula negada no tradicional Colégio Sion. Mas papai Procópio responde à altura: manda a filha fazer cursos em Londres, onde a menina aproveita para estudar seriamente teatro.

Em 1936 participa do filme Cidade Mulher, de Humberto Mauro, produzido e estrelado por Carmen Santos. Atua ao lado de Carmen, Mário Salaberry, Sara Nobre, Jaime Costa e outros. No filme, canta o samba Na Bahia, de Noel Rosa e José Maria de Abreu. Em 1941 protagoniza a peça La Locandiera, de Carlo Goldoni, como a esfuziante Mirandolina. No ano seguinte, monta sua própria companhia, por onde passam futuros grandes nomes do teatro, como Cacilda Becker, Maria Della Costa, Henriette Morineau, Sérgio Cardoso e Nydia Licia. Torna-se uma das primeiras mulheres a dirigir teatro no Brasil.

Em 1947 filma O Fim do Rio (The End of River), de Derek Twist, no qual tem como partner o ator indiano Sabu. Em 1950 é protagonista de Almas Adversas, de Leo Marten, com argumento de Lucio Cardoso, e contracena com Fregolente, Lúcia Lopes, Graça Mello, Pérola Negra e Labanca.

Na década de 50 monta repertório com sua companhia e depois de bem-sucedidas temporadas cariocas, sai viajando pelo Brasil com elenco numeroso, grandes cenários e produções caprichadas. Dentre seus maiores sucessos está A Herdeira, de Henry James, em que além de protagonizar, também dirige, contando com Herval Rossano, Wanda Marchetti e Francisco Dantas no elenco.

Em 1960 inaugura a TV Excelsior com o programa Brasil 60, no qual usa o moderno recurso do videotape para transmitir reportagens das capitais brasileiras, aposentando o programa ao vivo que até então era comum na TV brasileira. O sucesso é tanto que se desdobra em Brasil 61, 62 etc. Na mesma emissora faz também Bibi Sempre aos Domingos. Em 1968 volta à televisão, mas sem o tape, e comanda na TV Tupi carioca o musical Bibi ao Vivo, com direção de Eduardo Sidney. Nele apresenta, canta e dança com a orquestra do Maestro Cipó e as coreografias de Nino Giovanetti no histórico auditório da Urca.

Novela, não



Bibi nunca aceitou papéis em telenovelas, pois não se sente à vontade vivendo personagens na telinha. O veículo se adequa melhor ao seu temperamento histriônico de apresentadora, onde cria estilo único. Ao lado de Hebe Camargo, Sonia Ribeiro, Lídia Mattos e Marly Bueno, entre outras, ela é, como as colegas, a personificação da apresentadora clássica, mas com acessórios a mais: além de ser poliglota, transmite uma credibilidade que vem de sua ampla cultura, e faz isto com charme imbatível. Na transmissão que fez para a TV Tupi, em 1972, da entrega do Oscar, mostrou todo esse potencial.

Na década de 60 estrela dois musicais memoráveis: Minha Querida Lady (My Fair Lady), de Frederich Loewe e Alan Jay Lerner, baseado em Pigmaleão, de George Bernard Shaw, ao lado de Paulo Autran e Jayme Costa, e Alô Dolly (Hello Dolly!), adaptado a partir de The Matcmaker, de Thornton Wilder, com Hilton Prado e Lísia Demoro. Por seus impecáveis desempenhos nesses musicais, torna-se a primeira atriz do teatro musical brasileiro, aquela que interpreta, canta e dança com perfeição.

Nos anos 70 atuou em outro musical, que se tornou tão importante quanto os citados: O Homem de La Mancha, de Dale Wasserman, com letras versadas por Chico Buarque. Como Aldonza/ Dulcinéa, a prostituta que inspira D. Quixote, faz composição memorável ao lado de Paulo Autran e Grande Otelo. A direção é de Flávio Rangel.

Sempre alternando interpretação e direção, assina Brasileiro, Profissão: Esperança, (1970) de Paulo Pontes e Oduvaldo Vianna Filho, inspirado no compositor Antonio Maria, inicialmente como show intimista de boate com Ítalo Rossi e Maria Bethânia e, depois, como grande espetáculo, com Paulo Gracindo e Clara Nunes. O musical faz enorme sucesso e entra para a galeria dos grandes espetáculos montados no palco do Canecão, tornando-se uma das maiores bilheterias dos shows da década.

Em 1975 recebeu o Prêmio Molière pela personagem Joana, de Gota D'Água, de Paulo Pontes e Chico Buarque, adaptação da tragédia Medéia, de Eurípedes, para os morros cariocas. Em cena, despojada, sem maquiagem, como uma moradora da comunidade, causa impacto na plateia acostumada a vê-la bem produzida em musicais. As músicas de Chico e Dori Caymmi, o brilhante texto escrito em versos por Pontes e mais o elenco afiado, com nomes como Roberto Bonfim, Luiz Linhares, Isolda Cresta, Oswaldo Loureiro, Bette Mendes e Norma Suely, enriquecem seu comovente desempenho, que tem a regência do diretor Gianni Ratto.

Piaf, um marco



Em 1983, após cinco anos ausente do palco, volta em Piaf - A Vida de uma Estrela, em que vive a cantora francesa Edith Piaf. Sua performance elaborada chega a ser "mediúnica", tal a sutileza na encarnação da anima/persona da cantora: a semelhança da voz, do frágil aspecto físico e do temperamento quente. Com isso, abiscoita diversos prêmios: Molière, Mambembe, Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), Governador do Estado e Pirandello.

Na virada do milênio, personificou a fadista Amália Rodrigues em Bibi Vive Amália. Causou novo impacto nas plateias brasileira e portuguesa tal a verossimilhança. Em anos mais próximos, o público a viu brilhar nos recitais Bibi In Concert e Bibi In Concert Pop, acompanhada por grande orquestra e coral, nos quais mostrou, de forma totalmente à vontade, um dos seus maiores prazeres: o de cantar. Em 2003 recebe homenagem da escola de samba niteroiense Viradouro, e se torna o enredo A Viradouro Canta e Conta Bibi, homenagem ao Teatro Brasileiro, do carnavalesco Mauro Quintaes.

Manteve-se discreta em sua vida pessoal e pouco se soube sobre seus três casamentos: o diretor Carlos Lage, com o ator e diretor Herval Rossano e por fim com um parente do amigo Paschoal Carlos Magno, com quem teve uma filha, Teresa Cristina. Bibi e o dramaturgo Paulo Pontes viveram por quase oito anos uma relação de amor, até a morte de Paulo em final dos anos 70.

Reservada, viveu em seu apartamento no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e raramente era vista em estreias e acontecimentos sociais. Sua morte foi o encerramento de um ciclo de uma atriz polivalente no Brasil: exímio em tudo que se propôs a fazer.

 

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Aos 96 anos morre a diva do teatro, Bibi Ferreira
 

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