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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2018

Tempo na TV não determina voto

Tempo de TV não tem sido determinante nas eleições
Tempo de TV não tem sido determinante nas eleições
Por Fábio Lau

Na primeira eleição presidencial pós-ditadura, em 1989, os políticos se apegavam ao critério "Tempo de TV" como fator determinante a decidir a sorte dos candidatos. Ulysses Guimarães, o Senhor Diretas, teve nada menos do que 22 minutos diários para apresentar propostas. Aureliano Chaves (PFL), vice de Figueiredo, abocanhou 16 minutos. No final, o resultado pífio de ambos nas urnas revelou que a TV e sua influência sobre o eleitor foram superestimados: o primeiro ficou em sétimo lugar com 3 milhões de votos, enquanto Aureliano amargou a nona posição. Lula, Brizola e Covas tinham, juntos, metade do tempo de Ulysses. Fernando Collor, com uma coligação de pequenos partidos, ficou com 10 minutos. Ele foi o mais votado também no primeiro turno.


O resultado do pleito foi a vitória do candidato da Globo. Collor, com uma máquina de propaganda avassaladora, superou Lula no segundo turno garantindo 53% dos votos contra 47%.

Este levantamento histórico tem o objetivo de levantar a seguinte questão: será que o Brasil de hoje, quando a relação de eleitores e mídias sociais, é superior a de brasileiros ligados espontaneamente na TV, a propaganda eleitoral terá influência sobre o eleitor? Será que os 8 segundos destinados a Bolsonaro vão inibir seus eleitores de votarem nele e preferirem Geraldo Alckmin com seus quatro minutos? Com base no achismo diríamos que "não". Mas podemos buscar exemplos na história política para descobrir como se comportaram eleitores diante desta realidade - divisão de tempo da TV correspondente ao peso das bancadas.

Nas duas vitórias de Fernando Henrique em 94 e 98, o PSDB tinha o apoio do PMDB. mas a vitória de FHC pode ser atribuída não ao tempo, mas ao controle de preços estabelecido com o Plano Real durante a gestão de Itamar Franco - vice de Collor. FHC, que não tinha oposição na mídia e com uma bancada que esmagava a oposição, além de um procurador-geral, Geraldo Brindeiro, chamado "Engavetador Geral", não teria obstáculos a superar nos seus governos. Mas o processo de privatização, e o desgaste com escândalos não apurados, acabaram por atingir aquele que pretendia ser seu sucessor - e cujo tempo de TV era para lá de significativo.

Era o ano de 2002. José Serra e aliados garantiram o dobro do tempo de Lula, 10 minutos contra 5. Ali também se imaginou que a vantagem seria decisiva na campanha. Não foi o que ocorreu. Lula teve, no primeiro turno, quase o dobro do tucano e quase venceu no primeiro turno: 46% contra 24%. No segundo turno, com o tempo dividido igualitariamente, o petista teve 52 milhões de votos - Serra, 33 milhões.

Em outro momento, quando PT e PMDB compuseram chapa presidencial (Temer foi vice de Dilma nas duas eleições e seria um dos agentes do golpe), o tempo do PT passaria a ser maior do que o dos demais candidatos. Mas com o governo Lula com alto índice de aprovação popular, não se pode atribuir minimamente a vitória a distribuição do horário.

Veja o tempo de TV dos candidatos nas próximas eleições

Alckmin - 3min e 33segs
Lula = 1min 31seg
Meirelles - 1min 27seg
Ciro - 28seg
Paulo Roberto - 19seg
Manuela - 13seg
Boulos - 8seg
Álvaro Dias, Marina, Bolsonaro - de sete a 3 segundos



Hoje, ao contrário de outras eleições, o eleitorado médio brasileiro está menos atento para a política. Ele usa como meio de informação as redes sociais e sites independentes e não jornais impressos ou mesmo jornais de TV. O Jornal Nacional, há 49 anos no ar, já teve dias melhores. Hoje sua audiência se restringe a 30% do público que neste momento faz barulho na internet. Numa pesquisa aleatória na internet chegamos ao dia dois de junho, um sábado, quando o JN teve 27 pontos de audiência. E este dado é importante porque o Horário Eleitoral em geral é inserido durante o Jornal Nacional.

E, se isso já não bastasse, a gente pergunta: quantos brasileiros aguardam o início do horário eleitoral gratuito para decidir em quem votar? Quantos mudam o voto por conta do tempo de TV?

Mas nas eleições proporcionais, para a escolha de deputados, aí sim o tempo de TV pode ter maior importância. Mas ali a divisão é igualitária.

O número de brasileiros conectados à internet é de 113 milhões - 55% da população. O de telespectadores que se ligam em TV diariamente é de 53 milhões - não necessariamente TV aberta. E há outro indicador importante: 95% dos internautas conectam à rede enquanto assistem TV.



Calendário eleitoral:

No dia 16 de agosto, passa a ser permitida a realização de propaganda eleitoral, como comícios, carreatas, distribuição de material gráfico e propaganda na Internet (desde que não paga), entre outras formas.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 31 de agosto (37 dias antes das eleições) e término no dia 4 de outubro. O período foi reduzido de 45 para 35 dias.

 

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