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Transportes - Barcas

 

Quarta-feira, 18 de Junho de 2014

São Paulo aprova transporte hidroviário para 2015

Sérgio Rodas Oliveira, do Terra

Moradores do Cantinho do Céu, às margens da represa Billings, deverão ter opção de transporte por barcas
Moradores do Cantinho do Céu, às margens da represa Billings, deverão ter opção de transporte por barcas
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sancionou norma na semana passada que cria um sistema hidroviário de transportes para a cidade. A Lei nº 10.060/14 prevê, inicialmente, a implementação de transporte de passageiros na represa de Guarapiranga, que será seguida pela Billings. Posteriormente, os rios Pinheiros e Tietê serão incluídos ao sistema.

De acordo com o autor do projeto que virou lei, o vereador Ricardo Nunes (PMDB), a ideia de utilizar as águas como meio de transporte surgiu dos problemas enfrentados por bairros da zona sul e das capacidades da bacia hidrográfica de São Paulo.

"Dentro dessa análise que a gente fez, a gente percebe, por exemplo, [a situação] nas represas Guarapiranga e Billings. A Guarapiranga, lá na margem direita, lá em cima, tem o Jardim Ângela, Vila Calu, Vera Cruz, bairros que tem uma densidade populacional enorme, 300 mil pessoas, lá pertinho da represa, e eles têm que se locomover pela M'boi Mirim, que é a única via para chegar em Socorro, Santo Amaro, os únicos lugares onde há metrô, essa coisa toda. E a gente via que você tinha a represa como uma via ali quase que paralela, livre. Daí a gente pensou: 'se sair daqui de ônibus, demora pelo menos 1h30. E se for de barco, quanto tempo gastaria?' A gente fez a experiência lá, e gasta 11 minutos. Na Billings, a mesma coisa. O que tem lá em cima? Grajaú, Cantinho do Céu, Gaivota, bairros com grande densidade populacional. E eles tem que usar a Belmiro Amorim, que é a pior via de transito da cidade, e a Teotônio Vilela pra chegar no Socorro. Se você fizer o mesmo trajeto de barco, você gasta 8 minutos", explica Nunes.

Para o vereador, o uso de barcas traria diversos benefícios, além da redução do tempo das viagens: economia de recursos, devido ao fato de as vias já existirem, menor impacto ambiental, uma vez que as barcas consomem 1/3 do diesel gasto por ônibus, e melhoria do trânsito, já que os passageiros teriam mais uma opção de transporte.

Funcionamento

A lei determina que o sistema hidroviário vigore a partir de 2015. Para isso, serão construídos portos, inicialmente nas represas Guarapiranga e Billings. A pedido da Prefeitura, foi incluída previsão de conexão ao bilhete único. Com a medida, será permitido aos passageiros fazer ligação ao sistema de ônibus e às redes de CPTM e Metrô - por exemplo, alguém que vive no Grajaú poderá tomar a embarcação e se integrar com mais rapidez à linha 9-Esmeralda da CPTM, que margeia o rio Pinheiros.

Segundo Ricardo Nunes, a ideia é transferir a administração do sistema à iniciativa privada, tal como ocorre com as barcas na cidade do Rio de Janeiro. Lá, as embarcações para Niterói e Paquetá, por exemplo, acomodam de 237 a 2.000 passageiros. Por dia, 106 mil pessoas usam o serviço.

Mas o vereador destaca que, para tornar a alternativa atrativa, será preciso investir em um número adequado de barcas.
"Para ter o ganho de tempo, é preciso ter um volume considerável de barcas, senão a pessoa fica lá meia hora esperando, e a vantagem se perdeu. [O tempo de espera] Tem que ser de 15 minutos entre uma barca e outra, para não anular o ganho do trajeto sem trânsito, diminuição do percurso etc.", pondera Nunes.

Rios Tietê e Pinheiros

Questionado se a poluição dos rios Tietê e Pinheiros não comprometeria a navegação em suas águas, tanto pelos obstáculos às barcas quanto pelo desconforto causado aos tripulantes devido ao mau cheiro, Ricardo Nunes se mostrou otimista. Para ele, as barcas seriam fechadas, com ar condicionado, bloqueando os odores. E diz que professores da USP já declararam não haver restrições ao uso dos rios como vias de locomoção.

Na opinião de Nunes, o uso do transporte aquático inclusive ajudaria na despoluição do Tietê e do Pinheiros. Segundo ele, o uso de suas águas poderia gerar pressão para o poder público acelerar a limpeza das águas.

Plano Diretor

Além da Lei nº 10.060/14, o transporte hidroviário foi incluído no projeto do Plano Diretor como um componente do sistema de mobilidade, ao lado do sistema viário, da circulação de pedestres, do transporte coletivo público, do transporte coletivo privado e do sistema cicloviário.

 

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