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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2018

O preço do golpe: 95% dos desempregados estão entre os mais pobres

Os mais pobres são absoluta maioria neste momento de tragédia social
Os mais pobres são absoluta maioria neste momento de tragédia social

A conta tinha que recair sobre os mais pobres. É exatamente entre os que conseguiram nos 13 anos do PT ascender socialmente, sair da linha da miséria e entrar na faixa de consumo que a crise gerada pelo golpe político que destituiu Dilma, gerando fechamento de empresas e desemprego, se verificou mais forte e intensa. Os números foram divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito - que vê crescer mês a mês o número de inadimplentes. Como pagar se dinheiro não há?



Dados divulgados nesta semana expõem o aumento da desigualdade social nos últimos anos, com a crise econômica e política vivida no país. Um estudo realizado pelo SPC Brasil, o Serviço de Proteção ao Crédito, na quarta-feira (21), mostra que os mais pobres são maioria dos desempregados no país.

Em contraponto a esse cenário, um documento da Receita Federal publicado nesta semana revela que a parte mais rica da população teve crescimento de renda nos últimos anos.

A pesquisa "O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil", feita SPC Brasil, em parceria com Confederação Nacional dos Lojistas (CNDL), mostra que 95% dos trabalhadores e trabalhadoras desempregados há mais de um ano pertencem às classes C, D e E, sendo que 54% desses têm nível de escolaridade somente até o ensino médio. Além disso, 59%, ou seja, a maioria, é do sexo feminino.

O estudo mostra também que os desempregados demoram, em média, um ano e dois meses para conseguir emprego. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem atualmente 12, 3 milhões de pessoas desempregadas.

Por sua vez, os dados do Imposto de Renda da Pessoa Física da Receita Federal indicam possível aumento na concentração de renda. O documento mostra que a renda per capita do conjunto geral de contribuintes caiu 3,3% em termos reais entre 2014 e 2016, durante o início da recessão econômica do país. Porém, o segmento mais rico da população, formado por pessoas que ganham mais de 160 salários-mínimos por mês, lucrou com a crise: a renda per capita desse grupo cresceu 7,5%.O documento também reforça a conclusão de que os mais ricos pagam pouco Imposto de Renda no Brasil.

Via Sul 21

 

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