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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2021

Manaus deve instalar câmaras frigoríficas em cemitério

Reprodução da TV - Câmaras para suprir falta de vagas
Reprodução da TV - Câmaras para suprir falta de vagas

Por Nara Lacerda

A prefeitura de Manaus, capital do Amazonas, deve voltar a instalar câmaras frigoríficas no cemitério Nossa Senhora Aparecida, onde são realizados a maior parte dos rituais fúnebres da região. As estruturas serão destinadas ao armazenamento de corpos que não puderam ser enterrados de imediato, devido à alta demanda causada pela covid-19.

No domingo (10) foi registrado recorde no número de enterros diários. Foram 144 corpos, terceiro dia consecutivo de patamares superiores a 100. A média diária de velórios subiu quase 90% nos quinze dias entre a última semana de dezembro e a primeira de janeiro. Somente no sábado (8), 235 pessoas foram hospitalizadas, maior patamar já alcançado.



As afirmações sobre a instalação de câmaras frias em um dos maiores cemitérios da cidade foram divulgadas pelo secretário municipal de Limpeza Urbana de Manaus, Sabá Reis, em entrevista a uma emissora de TV local.

Na ocasião, ele foi enfático ao dizer que a capital amazonense não voltará a ter covas coletivas, como aconteceu no primeiro pico elevado de contaminações que a região enfrentou no ano passado.

Até esta segunda-feira (11), o Amazonas registrou mais de 5,7 mil óbitos por causa da covid-19. O coronavírus já infectou 216 mil pessoas na região. Na primeira semana epidemiológica do ano, que se encerrou no dia 4 de janeiro, o estado teve o segundo maior número de novos atingidos pela doença desde os primeiros infectados. Foram mais de onze mil novos pacientes.

Só houve registro de patamar superior em maio de 2020, período de maior agravamento da crise sanitária no Amazonas até agora. Na semana passada, o número de mortes também voltou a se equiparar aos registrados nos piores momentos. Foram 344 casos fatais, quarto pior número observado desde fevereiro.

Cenário crítico também em outros estados


O agravamento da pandemia na primeira semana epidemiológica de 2021 não foi observado apenas no Amazonas. Outros estados brasileiros também deram saltos consideráveis nos números de contaminados e óbitos. Em São Paulo, o período teve registro de mais de 72,5 mil novos pacientes. Cenário pior só havia sido relatado duas vezes em julho e agosto. O total de mortes chegou a quase 1,5 mil no período.

Minas Gerais teve recorde absoluto de pessoas que receberam o diagnóstico da covid-19, com mais de 38,5 mil casos. Até então, o pior registro havia ocorrido na segunda semana de dezembro e estava abaixo de 30 mil. Após mais de três meses, a soma de casos fatais voltou a ficar acima de 500 no estado.

O número de mortes por semana está acima de 450 há duas semanas no Rio Grande do Sul. Os patamares registrados são muito próximos ao recorde do estado, que foi de 494 mortes em sete dias, registradas também na segunda semana de dezembro.

Ainda na região Sul, no mesmo período, o Paraná apresentou os piores números de contaminados e óbitos já observados, 52 mil e 741 respectivamente.

No Rio de Janeiro, a pandemia do coronavírus escalou de maneira preocupante. Entre 29 de dezembro e 4 de janeiro foram mais de 24 mil novos casos, registro mais expressivo desde a identificação dos primeiros pacientes. O total de mortes ficou acima de mil na semana, o que não acontecia desde junho.

Expansão no Brasil e no mundo

O Brasil registrou 25.822 casos da covid-19 somente nesta segunda-feira (11), segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Com isso, o total de infectados desde o início da pandemia é de 8.131.612 no país. O número de óbitos confirmados em 24 horas foi de 480. Mais de 203 mil vidas já foram perdidas para o coronavírus em território nacional.

No mundo todo, a doença já atingiu mais de 90 milhões de pessoas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, que monitora a pandemia globalmente. O total de mortes está acima de 1,9 milhão. O Brasil é o segundo país com maior número absoluto de óbitos do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos.

Do Brasil de Fato - clique aqui para ler a reportagem completa

 

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