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Saúde - Bem Estar

 

Terça-feira, 19 de Janeiro de 2021

Governo soube da falta de oxigênio oito dias antes em Manaus. Pará também

CECOM da Aeronáutica - oxigênio começa a faltar no Pará
CECOM da Aeronáutica - oxigênio começa a faltar no Pará

O governo federal afirmou, por meio de um ofício, que foi informado do desabastecimento de oxigênio em Manaus em 8 de janeiro, oito dias antes de vários hospitais do município entrarem em colapso por falta de estoque do material, em 14 de janeiro. Na tarde desta terça-feira, dia 19, o Estado do Pará também passou a apresentar casos de mortes de pacientes em hospitais devido a falta de cilindros de oxigênio.

A informação consta em explicações oficiais enviadas pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro Ricardo Lewandowski.

De acordo com a AGU, a White Martins, fornecedora de oxigênio hospitalar na capital do Amazonas, avisou o governo estadual, em 7 de janeiro, que "o imprevisto aumento da demanda ocorrido nos últimos dias agravou consideravelmente a situação de forma abrupta". No dia seguinte, o Ministério da Saúde foi comunicado por e-mail.

Inicialmente, a reação do governo foi anunciar o reforço no estoque de oxigênio, com o envio de 350 cilindros a Manaus, entre 8 e 10 de janeiro. O governo do Amazonas confirmou o recebimento de 373 bombas de infusão de oxigênio, em 11 de janeiro, mas relatou que a quantidade só era suficiente para 70 dos 2,7 mil pacientes internados por covid-19 no estado.

No mesmo dia, três dias antes do colapso, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi a Manaus. Já com hospitais lotados e com um número crescente de casos de covid, ele tentou passar tranquilidade, discursando sobre tratamento precoce contra o coronavírus (o que não existe, segundo cientistas) e garantindo que a pasta estava preparada para atender "qualquer demanda que falhe em nível menor, município ou estado".

Aviões da F

AB

Em 14 de janeiro, no entanto, Pazuello admitiu, em reunião com prefeitos, que não havia aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) disponíveis para transportar oxigênio para o Amazonas.

Confuso, ele mudou o discurso na noite do mesmo dia, em uma transmissão ao vivo ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na ocasião, disse que os aviões com oxigênio já estavam a caminho de Manaus e que o problema por lá eram as chuvas e a falta de tratamento precoce contra a covid - de novo contrariando a ciência.

Na justificativa ao STF, o governo federal alega ainda que o aviso da White Martins foi tardio e que os órgãos federais "empregaram toda a diligência possível para contornar a situação".


A AGU ainda afirmou que repassou "um volume extremamente significativo de insumos estratégicos e de recursos financeiros" ao estado do Amazonas e que "jamais deixou de oferecer canais de interação".

Transferências



Em razão do colapso de oxigênio, o governo do Amazonas afirmou ter feito a transferência de mais 12 pacientes hospitalizados de Manaus para Natal (RN), na noite de domingo. Com isso, o número total de pacientes transferidos para outros estados passa a 74.

Além de Natal, foram levados pacientes para João Pessoa, Teresina, São Luís e Brasília. A expectativa do governo é de transferir, ao todo, 235 pacientes para outros lugares.

Pará revive o drama



Pelo menos seis pessoas morreram nas últimas 24 horas por asfixia no município de Faro, no Pará, segundo a prefeitura da cidade. A realidade no local é de colapso na área da saúde com a falta de oxigênio, leitos e medicamentos para os pacientes em tratamento da covid-19. O município fica na divisa com o Estado do Amazonas. A situação mais preocupante é na comunidade de Nova Maracanã, onde pelo menos 34 pacientes estão hospitalizados. A situação também atinge as cidades vizinhas de Terra Santa (PA) e Nhamundá (AM).

Na manhã desta terça-feira, 19, o prefeito Paulo Carvalho conseguiu comprar 20 balas de oxigênio na cidade de Santarém (PA). Além de Santarém, Faro também costuma comprar suprimentos de oxigênio em Manaus, no Amazonas. "Ambas as cidades estão em crise. A demanda é maior que a quantidade, porque a produção está comprometida", diz Carvalho, referindo-se à crise na empresa White Martins, fornecedora de oxigênio hospitalar na região oeste do Pará.

Prevendo o aumento de casos da doença, a prefeitura local triplicou o número de leitos, passando de seis para 30. Segundo o médico da Unidade Básica de Saúde de Faro Yordanes Peres, o oxigênio recebido hoje garante apenas dois dias de tratamento dos pacientes internados. "Nós estamos vivendo uma crise, na contramão para tentar salvar vidas. Estamos trabalhando 24 horas para isso", explicou.

 

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