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Domingo, 08 de Outubro de 2017

Flávio Migliaccio e a charge que retrata a nova censura e os novos censores

Da Redação

Primeiro a mostra patrocinada pelo Banco Santander, em Porto Alegre, foi alvo de ataque. O motivo? Abordava um tema dos mais caros nos dia de hoje: o direito à diversidade sexual. Em seguida o MAM-SP quando expôs um artista, nu, para que a plateia pudesse tocá-lo. Grupos radicais foram ao museu para afugentar artista, público e principalmente os organizadores. Convidada a vir ao Rio, a peça Queermuseu, a mesma repudiada em Porto Alegre, acabou defenestrada antes mesmo de estrear por intervenção do prefeito evangélico, Marcelo Crivella. Mas ainda não era tudo: uma peça de teatro onde Jesus Cristo é representado por um travesti, uma obra de Jo CLifford, montada em Belo Horizonte, teve que garantir o direito de estreia na Justiça. Uma juíza, diferente de outros tantos magistrados que fazem coro com a onda opressora, acabou por garantir o direito à livre expressão.



Fato é que diante do renascimento das trevas da hipocrisia e pudismo, agora travestidas de intolerância, censura e violação de direitos, cada oponente desta nova onda reage usando as armas de que dispõe. Flávio Migliaccio, ator de 82 anos, usou de uma extensão do seu dom artístico para se repudiar a censura. Atuando desde a década de 50 no Teatro de Arena, em São Paulo, Migliaccio é também chargista e cartunista. Não são poucos, embora raros para o grande público, seu acervo de papel em geral crítico e contundente. E foi com a pena na mão que Flávio, atualmente em cartaz com a peça "Confissões de um senhor de idade", retratou alguns dos principais protagonistas desta nova onda reacionária. A peça, em cartaz no Teatro Ziembinski, na Tijuca, narra parte da própria vida do artista.

Leia aqui:
Jesus Travesti- peça enfrenta onda de polêmicas em BH
Caetano critica Crivella, MBL e defende Queermuseu


Carregam os tesourões da censura, entre outros, Alexandre Frota, Bolsonaro, Gilmar Mendes, João Dória, Marcelo Crivella, Raul Jungmann e a turminha do MBL.

A arte de Migliaccio, somado a outras reações contrárias a opressão, são mais do que necessárias para espantar a obscuridade que querem ver pairar sobre o país.





Quem quiser dar os parabéns ao veterano Flávio Migliaccio pode ir logo mais ao tearo Ziembinski, na Tijuca, onde estará se apresentando.

Teatro Municipal Ziembinski - Rua Heitor Beltrão s/nº, Tijuca - 3234-2003 - em frente à estação de metrô São Francisco Xavier.
Horário de funcionamento da bilheteria: terças e de quinta a domingo, das 14h15 às 21h30
Capacidade: 108 lugares

 

Veja também:

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Flávio Migliaccio e a charge que retrata a nova censura e os novos censores
 

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