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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2020

Brasil: uma mulher assassinada a cada duas horas em 2018; maioria negra

Violência contra mulher negra permanece elevada
Violência contra mulher negra permanece elevada

Racismo, machismo e misoginia. No Brasil, uma mulher foi assassinada a cada duas horas em 2018, segundo o Atlas da Violência 2020, divulgado nesta quinta-feira, 27. No total, foram 4.519 vítimas de homicídio, representando uma taxa de 4,3 para cada 100 mil habitantes do sexo feminino. A maioria dos ataques ocorre contra mulheres negras. O estudo foi elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.


De forma geral, a taxa de homicídios contra mulheres teve queda de 9% entre 2017 e 2018, mas isso ocorre por conta da situação das mulheres brancas. Isso reforça que a ação relacionada a questões de cor não sofreu qualquer tipo de constrangimento. A maioria (68%) das vítimas era negra e a taxa que é praticamente o dobro na comparação com não negras.

De 2008 a 2018, a taxa de homicídio de mulheres negras cresceu 12,4%, contra queda de 11,7% de não negras.

A pesquisadora Amanda Pimentel afirmou que o racismo no Brasil tem um processo histórico e que os dados demonstram como as desigualdades são demonstradas nos índices letais. "Mesmo com a redução entre 2017 e 2018, a redução foi muito maior entre os não negros do que entre os negros", disse. "Mulheres negras estão ainda mais vulnerabilizadas: pela raça, gênero e classe", disse.

Os negros são representados pela soma de pretos e pardos e os não negros são os brancos, amarelos e indígenas, segundo a classificação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Homicídios

Entre os anos de 2008 e 2018, foram registrados 628 mil homicídios no país, sendo 91% homens, 55% na faixa entre 15 e 29 anos, e pico de mortos aos 21 anos de idade. O Atlas verificou a baixa escolaridade, com no máximo sete anos de estudo entre as vítimas. Os dias de maior incidência dos crimes foram sábados e domingos.

Entre o total de vítimas, os negros representaram 75%. Segundo o Atlas, a discrepância entre as raças nas taxas de homicídio significa que, na prática, para cada indivíduo branco morto naquele ano, 2,7 negros foram assassinados. O documento aponta que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) diminuiu a escalada da violência contra jovens no Brasil. Antes do ECA, havia crescimento médio de 8,3% ao ano entre vítimas de 15 a 18 anos, por exemplo. Depois, baixou para 2,6%.

 

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