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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2020

Argentina Conexão Brasil: um argentino que desfila como poucos pela MPB

Beto Caletti e a influência da Bossa Nova na música argentina
Beto Caletti e a influência da Bossa Nova na música argentina
Por Francis Ivanovich*

Argentina Conexão Brasil entrevista na última semana de agosto o músico argentino Beto Calleti. Para nosso Roberto Menescal, o violonista transita pela música popular brasileira com mais desenvoltura do que a maioria dos brasileiros; Fã do músico, Ivan Lins reconhece em Beto é um compositor eclético, de talento e gosto apurados. Nesta entrevista, Beto Caletti conta como a MPB e a Bossa Nova entraram na sua vida, a influência de artistas como Chico Buarque e Tom Jobim e sua relação com o Brasil. Beto Caletti já percorreu meio mundo: Brasil, México, Canadá, Espanha, Suíça, Uruguay, Inglaterra, Filipinas, Bélgica, Irlanda, Colômbia, Itália, Alemanha, Eslovenia, República Checa, Cuba e Japão....



Francis Ivanovich - Conta pra gente a sua relação com a música brasileira?

Beto Caletti - Nasci em Buenos Aires. E aqui ouvia todo o tipo de música. Jazz, Rock, folclore argentino e tango também. Estudei música erudita, clássica, mas quando descobri a música popular brasileira achei um veículo bem claro para eu me expressar. Me identifiquei imediatamente. Comecei ouvindo Chico Buarque, depois Bossa Nova e aos poucos fui me interessando pelos músicos da MPB. Foi natural para o meu jeito de tocar violão e o meu jeito de cantar. Eu me senti bem tranquilo nesse mar de música. Aí comecei a explorar, mas não deixei nunca de tocar outras músicas. Mas a MPB foi a minha música principal durante muito tempo. Depois eu comecei a compor. E também compus muita música em português. Continuei fazendo músicas mais argentinas ligadas a outros ritmos latino-americanos, mas sempre com esse amor bem profundo pela música do Brasil.


Ivan Lins e o elogio eloquente ao musicista e cantor argentino
Ivan Lins e o elogio eloquente ao musicista e cantor argentino  


FI - Quais músicos brasileiros mais te influenciaram?

Beto Caletti - Como falei o Chico Buarque. Depois foi o Tom Jobim com sua música, e o João Gilberto com o seu jeito de tocar violão. Sem dúvida, mas Ivan Lins é um músico impressionante que me marcou profundamente, por sua harmonia, o jeito de usar os acordes. Ele é para mim uma das grandes figuras da música. A que mais quero.


FI - Qual seu projeto atual?

Beto Caletti - O meu projeto atual é bem amplo. Eu sou compositor. O que eu faço é mais como compositor e arranjador. Uma mistura de músicas da América do Sul. Agora com letras em espanhol, e sempre presente uma parte do Brasil no tipo de música que eu faço.

FI - Você identifica alguma contribuição da música brasileira para a música Argentina? Há relevância nesta influência?

Beto Caletti - A influência é muito grande! Nós tivemos nossos maiores compositores depois do governo militar nos anos 80. Os nossos gênios estavam no rock e no folclore. O tango nessa época era considerado uma música do passado, não era muito tocado. O Folclore foi renovado, mas o rock argentino foi bem forte. Eu estou falando de misturar as músicas daqui com a de outros lugares. Nós vimos na música do Brasil uma música bem de raiz. O ritmo negro que a Argentina não tem, de um jeito tão direto na percussão. O Brasil foi para os músicos argentinos sempre uma música especial. Quase todo músico aqui conhece a música do Tom Jobim, do Caetano, do Chico. E nós tivemos uma presença bem forte do Vinícius de Moraes aqui na Argentina. Ele vinha tocar Bossa Nova na Argentina. Eu, ao quando toco Bossa Nova, tenho mais público aqui do que no Rio de Janeiro. Todo argentino conhece as canções desta época. A Música do Brasil teve uma influência bem forte nos músicos e nas pessoas da Argentina. Depois veio a MPB e sem dúvida gerou muita influência também.

FI - Qual sua opinião sobre o governo de Alberto Fernández?

Beto Caletti - O governo de Alberto Fernández tem a característica de ser popular, que está pensando nas pessoas, busca ser mais igual e dar possibilidades para todos. O que eu queria é que fosse mais radical. É bem mais complexo do que isso. A América Latina está num tempo de governos de muito individualismo. O que se chama de neoliberalismo, governos do dinheiro. E as pessoas que apoiam esses governos alinhados com os Estados Unidos querem é conseguir melhores condições para elas mesmas, com pouca solidariedade. O que eu posso dizer do Governo de Alberto é que tem tendência à solidariedade. Isso para mim é importante. Não é pouca coisa nos tempos atuais.


FI - O que você espera com o fim da pandemia na Argentina?

Beto Caletti - Espero que volte ao normal, mas seja diferente. Que haja mais solidariedade. A pandemia evidenciou o que já vinha acontecendo antes. Quem era individualista continuará sendo individualista. A marcha contra a quarentena e o trabalho do governo, que ocorreu em Buenos Aires (dia em 18/08), dizia querer uma coisa chamada "liberdade" (riso irônico). Mas a "liberdade" que eles querem é a liberdade para eles, o que não inclui outras pessoas. Portanto entendo que a liberdade deva ser para todo mundo. Por exemplo, uma liberdade que permita um sistema de saúde bom para todos. Então, respondendo sua pergunta: O que espero com o final da pandemia? Não sou muito otimista sobre uma mudança na nossa mentalidade, mas sempre há esperança. E que a vacina não seja só para os que tem dinheiro. O que eu desejo, portanto, é igualdade.

Acesse aqui a página oficial de Beto Caletti




* Francis Ivanovich é jornalista, ator, diretor e roteirista de teatro e cinema











Conheça mais sobre Beto Caletti:

 

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