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Política - Rio

 

Quarta-feira, 09 de Maio de 2018

Vereador nega envolvimento no assassinato de Marielle:

Marielle: vereador diz que era muito amigo da vereadora
Marielle: vereador diz que era muito amigo da vereadora
Acusado por uma testemunha de ser o mandante do assassinato da vereadora do PSOL, Marielle Franco, ocorrida no dia 14 de março, em crime que vitimou também Anderson Gomes, o motorista, o vereador do PHS, Marcello Siciliano, disse, em coletiva de imprensa convocada por ele na manhã desta quarta-feira (9) que as acusações são falsas. Segundo ele, a vereadora era uma amiga e aliada com quem tinha inclusive projetos de interesse em comum.

Visivelmente contrariado, o vereador disse ter ficado surpreso com o surgimento de seu nome na investigação:

- Gostaria de esclarecer, antes de mais nada, a minha surpresa com relação ao que aconteceu ontem. A minha relação com a Marielle era muito boa, não estou entendendo porque esse factoide foi criado contra a minha pessoa. Estou sendo massacrado nas redes sociais por algo que foi dito por uma pessoa que a gente não sabe nem a credibilidade que a pessoa tem. Nunca tivemos conflito político em região alguma. Ela esteve no meu aniversário. Em Curicica eu não tive muitos votos - disse.

Nesta terça-feira a notícia de que o caso, que hoje completa 56 dias, começava a dar sinais de esclarecimento foi divulgada em reportagem publicada pelo site do jornal O Globo. O repórter Antonio Werneck, um dos mais experientes do país, revelou que uma testemunha procurou a Polícia Federal (PF) para falar sobre o caso Marielle. A testemunha teria contado à polícia que o vereador e o ex-PM Orlando Araújo queriam a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL).

Ainda segundo a publicação, a testemunha decidiu contar o que sabe porque está jurada de morte. O delator teria sido ameaçado pelo ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, que cumpre pena na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9.

A motivação do crime, de acordo com o depoimento, foi o avanço de ações comunitárias de Marielle em áreas de interesse da milícia na Zona Oeste.

Em abril, Siciliano prestou depoimento à Divisão de Homicídios sobre o assassinato de Marielle, na condição de testemunha. Dois dias depois de prestar depoimento, um colaborador do vereador, Carlos Alexandre Pereira, foi executado na Taquara, Zona Oeste da cidade. O gabinete de Siciliano informou à polícia, à época, que ele era um colaborador voluntário.

Durante coletiva nesta manhã, Marcello aproveitou para dizer que não acredita que a morte de seu colaborador tenha a ver com a morte de Marielle, comouma possível "queima de arquivo".

"Quando eu quis mostrar o trabalho que ele fez de levar as demandas das comunidades para o gabinete, ninguém se interessou. Só mostraram foto dele com um relógio de ouro", afirmou Siciliano, destacando que a Cidade de Deus nunca foi reduto eleitoral dele.

Testemunha fala de conversa sobre vereadora morta



De acordo com O Globo, a testemunha diz que foi forçada a trabalhar para Orlando e deu detalhes de como a execução foi planejada e diz que participou de reuniões. As conversas entre Orlando e Siciliano teriam começado em junho do ano passado.

"Eu estava numa mesa, a uma distância de pouco mais de um metro dos dois. Eles estavam sentados numa mesa ao lado. O vereador falou alto: "Tem que ver a situação da Marielle. A mulher está me atrapalhando". Depois, bateu forte com a mão na mesa e gritou: "Marielle, piranha do Freixo". Depois, olhando para o ex-PM, disse: 'Precisamos resolver isso logo'", afirmou a testemunha, segundo O Globo.

Marielle foi assessora do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) durante a CPI das Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A reportagem cita ainda que a testemunha concedeu três depoimentos à Divisão de Homicídios. Deu informações à polícia sobre datas, horários e reuniões entre Siciliano e o ex-PM, que atualmente está em Bangu 9, no Complexo Pentenciário de Gericinó, na Zona Oeste. Também teria fornecido nomes de quatro homens escolhidos para o assassinato, agora investigados pela polícia.

Ainda segundo a publicação, a testemunha contou que, um mês antes do atentado contra Marielle, o ex-PM deu a ordem para o crime de dentro da cela de Bangu 9.


O relato informa que Orlando, primeiro, mandou que homens de sua confiança providenciassem a clonagem de um carro, o Cobalt prata, e que o veículo foi visto circulando próximo da comunidade da Merk, na Zona Oeste, controlada pelo ex-PM.

A testemunha afirmou também que um homem identificado como Thiago Macaco foi encarregado de fazer o levantamento dos hábitos da vereadora: onde ela costumava ir, o local que frequentava e todos os trajetos que Marielle usava ao sair da Câmara de Vereadores.

O depoimento também cita que o ex-PM é "dono" da comunidade Vila Sapê, em Curicica, também na Zona Oeste, que trava uma guerra com os traficantes da Cidade de Deus. Segundo a testemunha, a vereadora passou a apoiar os moradores da Cidade de Deus e comprou briga com o ex-PM e o vereador, que tem uma parte do seu reduto eleitoral na região.

"Ela peitava o miliciano e o vereador. Os dois [o miliciano e Marielle] chegaram a travar uma briga por meio de associações de moradores da Cidade de Deus e da Vila Sapê. Ela tinha bastante personalidade. Peitava mesmo", revelou a testemunha, de acordo com o jornal.

Em setembro do ano passado, Marielle Franco cita nominalmente o vereador Marcello em discurso e reafirma que "palavra de mulher" vale, e não apenas a de homem. "A minha palavra vale mais do que a de meia dúzia aqui". Marcelo estava na galeria e ouviu a chamada ao seu nome. Ele não manifestou reação de apoio, tampouco de reprovação.

Imagem do abraço postada no Facebook do vereador Siciliano no dia 15 de março - um dia após o crime
Imagem do abraço postada no Facebook do vereador Siciliano no dia 15 de março - um dia após o crime  


Vereador postou imagem abraçado a Marielle um dia após o crime. Abaixo o texto que acompanhava a fotografia:

"Tristeza. É a única palavra e sentimento que consigo expressar nesse momento. Uma pessoa única: amiga, guerreira, simpática, educada, inteligentíssima e, acima de tudo, da paz. Sempre tratou a todos com respeito e atenção. Apesar de opiniões e partidos diferentes, éramos, acima de tudo, amigos. Nesse momento de dor e indignação, deixo aqui todo o meu pesar à família, assessores e amigos da Marielle Franco. Tenho certeza que suas lutas não serão esquecidas e que ela deixou mais que um legado para todos nós. Deixou também a saudade e o sentimento de que precisamos valorizar mais o próximo, sempre!"

 

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