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Política - Rio

 

Quarta-feira, 07 de Fevereiro de 2018

O naufrágio político e social do Rio de Janeiro

Por Fábio Lau

Jeremias Moraes, de 13 anos, morto quando jogava futebol
Jeremias Moraes, de 13 anos, morto quando jogava futebol

O governador Luiz Fernando Pezão deveria explicar, diariamente, a razão de promover ataques a favelas com o resultado morte. Ele o faz sem que isso represente um único resultado concreto que beneficie quem quer que seja. Morrem crianças em casa, nas salas de aula, jogando futebol, nas creches, no interior de automóveis. Morrem trabalhadores, donas de casa, idosos. Morrem PMs também. O usuário de drogas seguirá comprando, o traficante vendendo e inocentes morrendo. O PM seguirá virando estatística e herói até a salva de tiros no sepultamento. O silêncio do governador, e não apenas deste último embora seja ele parte importante da mazela fluminense, é covardia. Afinal, não tem coragem de admitir a incompetência do Estado. É também sadismo e psicopatia. Mas as autoridades que assistem caladas no Judiciário, parlamento e até sociedade civil são cúmplices deste extermínio de pobres a prestação.

Exemplos de ações ou de quebra da inércia não faltam. Na Xapuri de Chico Mendes a população enfrentava madeireiros e pistoleiros (que se confundem) usando a técnica do "Empate". Cercavam a floresta para preservá-la do corte de madeira ou incêndio. Da destruição.

Gandhi usou do mesmo recurso para conter a fúria do Exército britânico sobre a população desarmada na Índia. Aqui nossas autoridades, de direita e esquerda, de qualquer esfera da administração, assistem impassíveis ao massacre diário de pobres.

Agem, apenas, a favor dos novos oprimidos através de entrevistas - preferencialmente em gabinetes. Cadê o cerco a uma unidade de policiamento sabidamente assassina? O que falta para ir lá e denunciar a carnificina diária?

Cadê o "Empate" em torno da casa do governador? Verdade. Os moradores da Rocinha fizeram esta noite. Quebraram o silêncio e mostraram disposição. Mas não podem ser os únicos.

Cadê a ocupação político-social da favela feita por parlamentares? Cadê a favela realizando o cerco cidadão ao Palácio Tiradentes com pedido de audiência pública com transmissão OnLine?

Convidem as 150 viúvas recentes dos PMs assassinados nos últimos 13 meses. Por certo serão um grande reforço.

Está na hora dos nossos deputados, progressistas ou não, fazerem algo além de planejar o próximo mandato. O golpe no cidadão pobre, do Rio e de outras periferias, é mais do que político. Ele é pessoal, residencial. Fere de morte a paz do dormir, o direito de estudar, de ir a um hospital ou de tentar um lazer como uma partida de futebol. Um menino de 13 anos morreu com um tiro na Favela da Maré quando jogava bola.

Pezão disse que quando uma criança morre perdemos um pedaço da gente. Mas, se isso o preocupasse, ele não não teria mais pedaços para perder.

 

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