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Política - Rio

 

Quarta-feira, 09 de Agosto de 2017

Maria do Rosário presta solidariedade à jornalista assediada na Câmara

Da Redação

Vítima de assédio sexual imposto pelo deputado Jair Bolsonaro, há alguns anos, a deputada e ex-ministra de Dilma Rousseff, Maria do Rosário (PT/RS) saiu em solidariedade à jornalista Basilia Rodrigues vítima de ofensa semelhante na semana passada. O caso foi protagonizado pelo deputado Wladimir Costa (SD/PA) durante a votação do pedido de investigação por corrupção contra o presidente ilegítimo, Michel Temer. Naquele mesmo dia, a deputada do PSDB, Shéridan Oliveira, eleita por Roraima, também foi alvo de assédio sexual.



Enquanto Basília identifica Wladimir como o assediador, a parlamentar tucana procura também quem foi o homem que a chamou de "gostosa" durante a mesma votação.

Em sua rede social, Maria do Rosário perguntou até quando a sociedade e mesmo o parlamento será cúmplice de atos de machismo e ofensa às mulheres. Para ela, só o corporativismo de gênero justifica tal omissão.


De Mária do Rosário, postado em sua página no Facebook

"O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA), que jurou fidelidade a Temer com uma tatuagem do presidente no ombro, assediou presencialmente, no último dia 1º, a jornalista Basilia Rodrigues, da Rádio CBN, e a desrespeitou nas redes sociais.

Mulheres, nós bem conhecemos essa lógica de desrespeito. Toda mulher tem direito ao respeito!

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Até quando homens investidos de autoridade política continuarão a ser o pior exemplo de machismo, tratando as mulheres como escravas?

Até quando continuarão com um discurso que fomenta a cultura do estupro, do assédio e da misoginia?

Isso só cessará quando forem punidos nos tribunais e perderem seus mandatos por falta de decoro.

No entanto, dentro da Câmara dos Deputados e do Senado, nas instâncias que apuram faltas éticas na conduta dos denunciados, muitos outros parlamentares homens fazem vistas grossas às denúncias que nós mulheres fazemos.

Lembro que como mulher e cidadã, optei por denunciar um parlamentar que reiteradas vezes usou palavras não somente ofensivas, mas criminosas contra a minha pessoa e contra outras mulheres, na Justiça comum.

Além da denúncia movida por mim, ele também é réu no STF por ação movida pela PGR pelo crime de apologia ao estupro. A apreciação deste processo pelo STF e a condenação deste parlamentar fará justiça diante do cometido, que permanece se refletindo em manifestações de ódio cotidianas, sobretudo no território pantanoso das redes sociais.

Por este motivo, me coloquei imediatamente no lugar de Basília. Não a conheço, mas sou capaz de sentir o que ela sente.

Quando somos desrespeitadas da forma como ela foi, é como se sentíssemos um ferro quente nos marcando nossa pele para sempre. Como se alguém sempre fosse nos olhar e lembrar desse episódio, mesmo que façamos coisas extraordinárias em nosso trabalho e na nossa vida.

Todo o sofrimento de nossas antepassadas, tratadas como objetos, parece mesmo gravado em nossas células.

Tenho certeza de que a opressão e a violência são bem gravadas na atuação dos que desrespeitam mulheres.

Sejam eles os facínoras autores de feminicídio, sejam os metidos a besta que se acham muito melhores do que são ao ponto de desrespeitarem uma profissional de imprensa, ou qualquer outra profissão, que certamente só por dever de ofício lhe dirige a palavra".

Maria do Rosário, deputada federal (PT-RS)

 

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