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Política - Rio

 

Quarta-feira, 11 de Julho de 2018

Crivella corre sério risco de "impeachment" enquanto Samba da Márcia é o mais executado

Pedido de impeachment analisado com suspensão do recesso
Pedido de impeachment analisado com suspensão do recesso

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que prometeu cuidar das pessoas, mas tem preferido gente da sua fé, corre risco de sofrer aquilo que os mais educados chamam de "impeachment" enquanto o realismo prefira outra expressão: "golpe!" Um episódio que tem cara daquilo que a igreja cristã prefira, muitas vezes, entender como castigo: como senador do Rio, o atual prefeito votou a favor do golpe contra Dilma Rousseff. E quem moveu a ação dentro do inconsciente coletivo foi a mesma TV Globo que agora quer vê-lo defenestrado.


O motivo maior do mau momento do prefeito foi seu encontro com pastores onde revelou, claramente, que a estrutura da prefeitura pode e deve ser de proveito dos seus "irmãos" religiosos. Naquela fala, gravada por muita gente que estava lá a seu convite, ele sugere que procure "Márcia", sua assessora. Não demorou para que o nome da funcionária, Márcia Nunes, se popularizasse a acabasse virando samba. Você pode ouvir no final desta reportagem.

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Os riscos imperceptíveis de um impeachment

Detalhe: segundo o jornal Extra, Luiz Fernando, o autor do samba, já sentiu na pele o que não é ser membro de uma organização religiosa para contar com privilégio na Saúde:

- Hoje, tenho plano de saúde. Mas a saúde pública de qualidade, assim como a educação, deveria ser um direito de todos e não apenas daqueles que conhecem a Márcia - diz o compositor que buscou atendimento no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, onde a mãe de Crivella foi operada em fevereiro.

O fato é que para o pedido de impeachment a esquerda se associou a extrema direita na Câmara. Assim, além de perder a bandeira que denuncia o golpe contra Dilma, ela corre o risco de abrir precedentes (como se precisasse, mas vá lá!) para que ocorra o mesmo com qualquer candidatura que eventualmente vença as próximas eleições dentro do seu campo.

O PSOL, sob a liderança de Tarcísio Motta, tem colhido minutos no RJ, da Rede Globo, que tem interesse no desfazimento de Crivella como ator político no Rio. Sabemos que esta exposição terá um preço futuro. Mas, na onda iniciada pela Globo, já vimos isso, pouca gente se permite alguns parcos minutos por dia para reflexão.

Pedido de "impeachment"

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro suspendeu o recesso e fará sessão extraordinária nesta quinta-feira (12/7) para analisar dois pedidos de impeachment do prefeito Marcelo Crivella. O primeiro foi do vereador Átila Nunes (MDB) e o outro do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) com o diretório municipal do Psol. Ambos foram protocolados nesta segunda (9/7).


Crivella praticou ato de improbidade administrativa, dizem parlamentares.
Os requerimentos afirmam que Crivella praticou ato de improbidade administrativa por ter utilizado o Palácio da Cidade como local para uma reunião com lideranças evangélicas, no dia 4 de julho, com promessas de vantagens. O mesmo motivo suscitou, também nesta terça-feira (10/7), pedido de investigação pelo Ministério Público, feito por vereadores de oposição.

Caso dois terços dos vereadores votem pela admissibilidade do processo, ou seja, 34 vereadores, o caso terá andamento, e Crivella será afastado do cargo. O julgamento deve ser concluído em até 90 dias, contados a partir da notificação do acusado.

Átila Nunes disse que há divergências de entendimento sobre o trâmite de um possível processo de impeachment. "Diversos vereadores estão participando de reuniões, porque existem muitas dúvidas sobre os trâmites. Algumas leis falam sobre isso, seja a lei federal, a Lei Orgânica do Município, o Regimento Interno. Tem algumas leis que são um pouquinho contraditórias, que podem dar margem a questionamentos na Justiça."

De acordo com o vereador, o entendimento predominante é que a decisão sobre o início do processo cabe ao presidente da Câmara Municipal. "Há um entendimento, pelas consultas realizadas, de que, quando o presidente da casa faz a leitura, não necessariamente está dando início ao processo. Consultar como? O entendimento é que isso é discricionário, cabe ao presidente aceitar, ou não."

Átila Nunes acrescentou que há advogados e outros vereadores discutindo isso. "Inclusive vereadores contrários a essa regra entendem assim. Poderia ter uma coleta de assinaturas grande, pelo menos maioria absoluta, mas não tem sido esse o entendimento."

O vereador lembrou que o presidente da Câmara é o primeiro na linha sucessória do prefeito, já que a cidade está sem vice-prefeito desde a morte de Fernando Mac Dowell, em maio deste ano, e que, por isso, pode haver conflito de interesse no impeachment de Crivella.

Ajuda a evangélicos
Na última quarta-feira (4/7), Marcelo Crivella fez uma reunião fora da agenda oficial no Palácio da Cidade com mais de 250 pessoas. Na ocasião, o prefeito do Rio afirmou que pode resolver problemas dos fiéis.

Crivella disse que contratou 15 mil cirurgias de catarata para serem feitas até o final deste ano. O prefeito também anunciou facilidades para cirurgias de varizes e vasectomia, e chegou a indicar dois de seus assessores para resolver estes problemas.

Marcelo Crivella também se dispôs a desenrolar problemas com pagamentos de IPTU atrasados de igrejas evangélicas. "Nós temos de aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na prefeitura para fazer esses processos andarem", disse Crivella na ocasião.

Toda a reunião foi gravada por dois repórteres do jornal O Globo, que participaram do encontro sem se identificar.

Ministério Público
Um grupo de vereadores de oposição esteve nesta segunda (9/7) no Ministério Público para pedir que o órgão abra investigação contra Crivella, por uso indevido do Palácio da Cidade. Os parlamentares pediram ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, que Crivella seja investigado por improbidade administrativa, por ter promovido uma reunião fechada com membros de igrejas evangélicas do Rio.

"Encaminharemos a representação para as estruturas internas correspondentes para que adotem as devidas providências, principalmente no que diz respeito à violação da laicidade, pois o estado é laico e todos os cidadãos devem ser tratados em igualdade de condições. Também será apurada a possível prática de algum crime", afirmou Eduardo Gussem após a reunião com os vereadores.

O procurador-geral de Justiça reafirmou que o Ministério Público fluminense não faz qualquer distinção entre religiões. Para Gussem, o que não pode acontecer é a administração pública privilegiar determinado grupo religioso.

Resposta da prefeitura
Em nota, a prefeitura do Rio afirmou que a reunião, ocorrida no último dia 4, entre Crivella e os evangélicos, teve como objetivo prestar contas e divulgar serviços, como mutirão de cirurgias de catarata e varizes, e que não há qualquer irregularidade na ação do prefeito em indicar uma assessora para orientar a população.

Sobre os pedidos de impeachment, a Prefeitura não se posicionou. Com informações da Agência Brasil.







Acompanhe a letra e música de Luiz Fernando, do Samba na Fonte:

Samba da Márcia:

Se não tem vaga no SUS

Nem remédio na farmácia

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

Foi o prefeito que disse

Não era tolice

Tamanha audácia

Prometeu cuidar das pesssoas

Será que era falácia?

O acesso à saúde

Eu li à miúde

É Universal

Não apenas para ungidos

Também quero vaga

Não leve a mal

Esse é o meu partido

não sou convertido

mas sou cidação

se eupago tanto imposto

porque lá no posto não tem solução

Para operar catarata

homorroida, todo tipo de desgraça

Basta você ser ser irmão e ligar

ou mandar um zap para a Márcia.

O Sisreg demora, demora, demora, demora

Na frente da fila ela passa

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

Bursite, otite, nefrite

É tanto ite

Parece até o time da Croácia

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

Fala com a Márcia

 

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