• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > colunas > política > internacional

Política - Internacional

 

Quinta-feira, 08 de Março de 2018

Último ditador argentino morre na prisão - vídeo

Da Redação

O brasileiro crítico morre de inveja dos hermanos. E não sem razão. A ruptura democrática, a instalação de uma ditadura sanguinária naquele país não passou impune - como ocorreu no Brasil. Os que atentaram contra a democracia pagaram o preço com a prisão. O último deles, o general Reynaldo Bignone, morreu no hospital militar depois de anos de cárcere.



Rede Brasil Atual

Morreu nesta quarta-feira (7), aos 90 anos, o general Reynaldo Benito Bignone, último presidente da ditadura militar argentina (1976-1983), antes da passagem de poder para Raúl Alfonsín, em 10 de dezembro de 1983. Na véspera, ele havia sido internado no Hospital Militar Central, em Buenos Aires. Cumpria pena de prisão perpétua por crimes contra a humanidade.

"Bignone foi o quarto e último na zaga sinistra de presidentes-ditadores iniciada por Jorge Rafael Videla em 1976", escreveu o jornal Página 12. O periódico lembra que, antes de passar o cargo a Alfonsín, tentou garantir impunidade para os responsáveis pelo regime ao aprovar decretos sobre destruição de arquivos e pela anistia, chamada de "pacificação nacional" (a Lei 22.924, de "autoanistia"). Comandou centros clandestinos de tortura e mortes, como o chamado Campo de Mayo.

Foi a partir do governo Néstor Kirchner, que assumiu a presidência argentina em 2003, que Bignone foi processado e julgado, a exemplo de outros representantes do regime. Acabou condenado por sequestro de bebês e por desaparições forçadas. Também foi um ativo participante da Operação Condor, de colaboração entre ditaduras sul-americanas.

"Nunca se arrependeu dos crimes que mandou executar e nem dos que foi cúmplice", diz o jornal. "Pelo contrário, se defendeu de todas as acusações e justificou as matanças sempre que pôde." A alegação era de "luta contra o terrorismo", contra os "subversivos". Entidades de direitos humanos estimam em 30 mil o número de mortos pela repressão argentina. Bignone contestou esse número em entrevista, ainda de acordo com o Página 12: "Sólo fueron 8 mil".

Em 24 de março de 2004, quando se completavam 28 anos de golpe, Kirchner foi pessoalmente ao Colégio Militar, onde ordenou que se retirassem da galeria os quadros de Videla e Bignone, diretores daquela instituição. "Proceda", afirmou, pedindo às Forças Armadas que nunca mais usassem o terrorismo de Estado e a violência contra a população. Assista:

 

Veja também:

>> Câmara aprova projetos de interesse da Mulher a toque de caixa

>> Mulheres fazem protestos em vários pontos do país no Dia Internacional

>> Nada de dar "parabéns" no Dia Internacional da Mulher

>> Tania Malheiros estará sexta-feira (16) no Cariocando - vídeo

>> Violência e horário ruim afastam cariocas dos estádios

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Último ditador argentino morre na prisão - vídeo
 

Copyright 2018 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!