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Política - Internacional

 

Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2017

Os presidentes de Brasil e Portugal, por José dos Santos

Marcelo e Michel: a mesma língua e campos opostos na aceitação popular
Marcelo e Michel: a mesma língua e campos opostos na aceitação popular



Por José Santos*

Ao saber que o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, está internado para operar uma hérnia umbilical, não pude deixar de ficar preocupado. Imediatamente me pus a pensar sobre aquela que é a diferença fundamental entre os presidentes de Portugal e do Brasil, Michel Temer: confiança.

Enquanto Marcelo é um presidente que tem atuação aprovada pela maioria dos portugueses, algo superior a 80%, Michel Temer registra apenas 6% de aprovação junto a população brasileira. As únicas semelhanças entre Marcelo e Michel é que ambos são, portanto, o fato de serem juristas e de ter problemas de saúde.

Recordo que recentemente o presidente Michel Temer também foi internado para tratar um delicado problema no sistema urinário. Não me recordo da população brasileira dar maior importância ao fato ou lamentar seu estado de saúde precário. Já em Portugal, a recente notícia envolvendo o mandatário causou grande apreensão entre os portugueses.

Marcelo é um presidente que de fato abraça as causas populares, mas sem utilizar recursos de marketing. Não faz uso do cargo para conquistar simpatia. Seu jeito de ser é autêntico, real, alguém de quem você se sente próximo, com calor humano, com quem pode se abrir e falar. Marcelo sabe ouvir a voz popular.

Michel é um poço de silêncio, um vazio, além de ser uma figura misteriosa, soturna, de gestos fantasmagóricos. Além disso, o cargo presidencial, por não ter sido conquistado nas urnas, não lhe cai bem. Isso só aprofundou sua imagem de homem indecifrável.

Confiança é portanto a palavra a diferenciar essencialmente os dois presidentes, de maneira definitiva. Em pesquisa realizada em fins deste 2017 em Portugal, Marcelo Rebelo de Souza foi apontado como o político em que os portugueses mais confiam. Já no Brasil, a situação é oposta.

Mesmo que os dois países vivam regimes políticos diferentes - Portugal é parlamentarista e o Brasil presidencialista - a figura da Presidência da República carrega em si, junto ao povo, um peso, um significado que transcende o ato de fazer política. Além disso, exige de quem ocupa o cargo transparência, verdade e compromisso.

Em 2017, Portugal e Brasil viveram anos bem distintos. Enquanto Portugal está na moda e de maneira positiva, com vários indicadores que o fazem ser considerado um dos países com melhor qualidade de vida no mundo, o Brasil saiu de cena, de moda, e sua imagem a cada dia está mais comprometida. Sua história recente está tão manchada por escândalos e absurdos na política, que nem Kafka seria competente o suficiente para criar com sua genial pena de escritor.

Portugal também tem seus escândalos de corrupção, incompetência e desmandos. Como esquecer a tragédia dos incêndios que tiraram a vida de mais de 100 portugueses em 2017? Incêndios que poderiam ser evitados, ou minimizados pelo poder público. Diante do caos, do fogaréu, lá estava Marcelo enfrentando as chamas da descrença, pactuado com a opinião público e a exigir e cobrar responsabilidades.

Como diria Nélson Rodrigues, dramaturgo brasileiro, toda a unanimidade é burra - e Marcelo não goza de unanimidade. Ele também recebe críticas e desaprovação. Porém, no caso de Michel Temer, frente às dificuldades, ao incêndio diário na política e no comando do Brasil, com sua imagem dúbia, frágil, carregada de descrença, praticamente consegue obter unanimidade em desaprovação. Um feito incrível.

Torço pela saúde de Marcelo Rebelo de Souza. Que se recupere logo. Portugal precisa dele. Torço pela saúde de Michel Temer, que como todo o ser humano merece respeito. Mas, como presidente ilegítimo, deveria ter a coragem de se afastar do cargo a título de dedicar seu tempo a cuidar de sua saúde e de suas verdades.

*José dos Santos é editor do Brasil Portugal News

 

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