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Política - Internacional

 

Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2020

O jornalismo e a tentativa de humilhação de cada dia

Submeter a humilhação constante é passível de ação
Submeter a humilhação constante é passível de ação
Por Fábio Lau*

Há muito empresas jornalísticas passaram a restringir o acesso de repórteres à favelas. O episódio Tim Lopes, 2002, foi determinante - divisor de águas. Isso é ruim em vários aspectos - parcela importante da sociedade (20% dos moradores) ficará distante do olhar (supostamente) crítico de um coletivo que deveria (ou poderia) dar publicidade ao abandono (sofrimento) estrutural. Mas vale lembrar que mesmo após a morte de Tim Lopes, durante uma cobertura no Complexo do Alemão, outros dois jornalistas foram assassinados: Gelson Domingos (2011), durante uma cobertura em favela da Zona Oeste, no Rio, e Santiago Andrade (2014) - também cinegrafista -, durante a explosão de um morteiro disparado em um protesto no Centro do Rio.


Mas o zelo pela integridade física dos jornalistas, que oferece prejuízo direto ao contingente de 2 milhões de pessoas - só no Rio - não se estende aos profissionais que fazem a cobertura no Alvorada.

A humilhação cotidiana é uma espécie de morte prolongada também. Baixa a auto estima e a dignidade do profissional. E há um agravante. No caso presidencial, o algoz é conhecido: tem nome, telefone, fotografia, endereço e recebeu votos. No caso da violência física, em geral são anônimos cuja procedência e formação mereceram incansáveis teses a explicá-los.

Sou a favor do jornalista/repórter não ser obrigado a fazer nenhum tipo de cobertura que se confronte com suas convicções. Mais: sou contrário, absolutamente contrário, a um superior hierárquico impor uma pauta a um jornalista que ele mesmo não se sentiria confortável ou seguro em fazer.

Durante minha vida profissional vi muitos chefes imporem a repórteres subidas a morros conflagrados - quando eles mesmos jamais haviam pisado em um.

Hoje, no caso presidencial, duvido muito se todos os chefes, bem posicionados nos aquários, aceitariam a benção diária da humilhação presidencial.

E não acredito que jornalistas para lá se dirijam se não por imposição.

Nesta terça-feira uma jornalista da Folha de São Paulo experimentou outro tipo de tentativa de humilhação pública. Na CPI das Fake News, um interrogado, Hans River Rio Nascimento, inventou que ela poderia ter usado de artifícios não profissionais para conseguir informações. A mentira em processo judicial (que é o equivalente em uma CPI) é crime. O mais grave é que a mentira ganhou força na voz do deputado Eduardo Bolsonaro - filho do presidente que tem se especializado em humilhar jornalistas.

A omissão de empresas em casos anteriores tem estimulado casos novos, como se vê.

* Fábio Lau é jornalista e subiu muitos morros - porque quis.

** Submeter profissional a humilhação constante é passível de indenização

 

Veja também:

>> Fotossíntese: capítulo 2 - Sitenovela de Francis Ivanovich

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