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Política - Internacional

 

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019

Evo Morales renuncia e comunidade internacional teme pela sua segurança

Evo Morales renunciou para evitar derramamento de sangue
Evo Morales renunciou para evitar derramamento de sangue

Responsável por um crescimento econômico e social inédito no país, o presidente Evo Morales renunciou ao governo da Bolívia neste domingo (10) após representantes da extrema direita inviabilizarem seu governo promovendo ataques a colaboradores do governo. Ministros, representantes de instituições públicas como o Tribunal Eleitoral, parentes e até o próprio presidente foram ameaçados de mortes e submetidos a torturas físicas e psicológicas. Para evitar que a situação se agravasse, o presidente entregou o cargo "aconselhado" por um movimento golpista formado por uma junta militar.

Na noite de ontem teve início uma tentativa de contra golpe de aliados de Morales, mas não há sinais ainda de que a resistência tenha alcançado êxito. Morales estaria sob risco de prisão. Alguns analistas avaliam porém que a situação do agora ex-presidente pode se agravar. Alguns radicais, estimulados por uma corrente motivada por interesses dos Estados Unidos, poderia matá-lo.

A Bolívia é o país do continente que mantém estável um nível de crescimento econômico e social desde a posse de Evo Morales em 2005 e desde então reeleito sucessivamente ao cargo. De um país sem fronteira com o mar onde havia 85% de analfabetos, ele estabeleceu um processo de Educação que inverteu a lógica: hoje os iletrados são 15%.

Outro fenômeno foi o resgate do orgulho nacional com a atenção especial aos representantes nativos (como o próprio Morales). Até sua posse, a minoria branca dominava o país e controlava as forças de segurança ocupadas por indígenas. E foi esta parcela da população, denominada Cambas, que vinha sabotando o governo e chegou a implodir um gasoduto que distribuía gás no Brasil.

Morales não tem seu paradeiro sabido e há grande preocupação com relação à sua segurança no mundo civilizado. O México ofereceu asilo político.



O golpe é personificado na figura de um velho e conhecido golpista do país. Fernando Camacho esteve no Brasil recentemente e teve contatos com parlamentares ligados a Bolsonaro e também com o chanceler, Ernesto Araújo. Ele, ao invadir o Palácio do Governo, estendeu a bandeira da Bolívia e colocou uma bíblia no seu centro - dando a indicação de que o movimento tem o apoio dos neo pentecostais daquele país.

O golpista Camacho tomou o Palácio do governo e colocou uma bíblia no centro da bandeira do país
O golpista Camacho tomou o Palácio do governo e colocou uma bíblia no centro da bandeira do país  


Neste texto você vai saber um pouco mais da história e as razões do golpe na Bolívia:




1) A polícia rebelada foi, desde o período pesado dos ditadores bolivianos (1964-1982), treinada por peritos em operações repressivas dos Estados Unidos. As ligações com serviços de inteligência daquele país não foram rompidas.

2) O bandido que invadiu o palácio presidencial neste domingo com uma Bíblia é Luis Fernando Camacho, um líder da extrema-direita boliviana.

Ele lidera o Comitê Pró-Santa-Cruz, um grupo mantido por empresários e latifundiários ultra-conservadores.

Não tem cargo público, mas pode ser comparado a Juan Guaidó, o auto-declarado "presidente" da Venezuela.

Começou sua ação política no Comitê Cívico Juvenil de Santa Cruz, um grupo raivoso de direita. Também faz parte de uma loja maçônica que reúne a elite de Santa Cruz de La Sierra.

Esteve aqui no Brasil pedindo ajuda para o golpe de estado contra Evo Morales. Foi recebido com gentilezas pelo chanceler Ernesto Araujo, conversou com a deputada Carla Zambelli e manteve contatos com lideranças evangélicas brasileiras.

É um camba.

3) Não é fácil explicar, mas a Bolívia é um país de várias culturas e etnias, vivendo um processo eterno de tensão. Sim, há racismo dentro do próprio país.

Grosso modo, o pessoal das terras altas (La Paz, Oruro, Potosí, Cochabamba e Chuquisaca) são "collas".

Pando, Beni e Santa Cruz, na parte oeste do país, de terras baixas, são basicamente "cambas".

Ainda há uma região ao sul, de Tarija, considerada a terra de chapacos e chaqueños.

O termo "colla", utilizado para designar os habitantes do altiplano, muitas vezes carrega um significado depreciativo, embora muitos assim se designem com orgulho.

Entre os "cambas" é maior o número de descendentes de europeus ou mestiços de relações remotas com as populações indígenas da área de florestas do centro-sul do continente.

José Saramayo, diretor da rádio pública, foi amarrado a uma árvore
José Saramayo, diretor da rádio pública, foi amarrado a uma árvore  


Em 2004, a Miss Bolívia era Gabriela Oviedo, de Santa Cruz.
Nas prévias do Miss Universo daquele ano, lhe perguntaram:

- Qual é o maior conceito errôneo acerca de seu país?




Ela respondeu:

- Infelizmente, as pessoas que não conhecem muito a Bolívia pensam que somos todos indígenas, como aqueles do lado oeste do país; é La Paz a imagem que reflete isso: essa gente pobre, de baixa estatura, essa gente indígena. Eu sou do outro lado do país, do lado leste, que não é frio, que é muito quente, nós somos altos e somos gente branca e sabemos inglês.

4) Depois que assumiu a presidência, em 2006, o aymará Evo Morales, do lado ocidental do país, encontrou forte oposição do Movimento Nação Camba de Libertação (MNC-L), grupo racista e separatista com sede em Santa Cruz.

Suas lideranças se identificam como "brancas" e têm origem, sobretudo, nas classes média e alta da região. Com uma doutrina de extrema-direita e anti-indígena, organizaram sistematicamente ações de ataque a pessoas e instituições que apoiavam o governo institucional.

O MNC-L formou milicianos durante anos e manteve relações com terroristas de extrema-direita da Europa e dos Estados Unidos. Também contrataram mercenários estrangeiros, alguns da antiga Iugoslávia, para promover atos de sabotagem contra o governo central.

Foram eles que realizaram o atentado terrorista ao gasoduto Brasil-Bolívia, em 2008.

O ódio que sentem de Evo Morales guarda relação de equivalência com o ódio que as elites brancas do centro-sul do Brasil nutrem pelo nordestino Lula.

Leia também na Revista Fórum

 

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