• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 
Audiência na TV

Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

Caetano entrevista Manuela D'Ávila
Audiência na TV

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook

Conexão TV

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

Atrizes da Globo quebram silêncio e pedem que TSE puna Fake News - Vídeo

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
VER +

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > colunas > política > geral

Política - Geral

 

Terça-feira, 09 de Outubro de 2018

O olhar de um negro - Por Carlos Nobre Cruz

O negro da campanha que adotou o nome do criador
O negro da campanha que adotou o nome do criador


Por Carlos Nobre Cruz*

"Acho que chega a hora no Facebook de a gente pensar dialeticamente.

É o caso desse cara, aí, abraçado com o Coiso.

O nome dele é Hélio Fernando Barbosa Lopes, mas também é conhecido como Hélio Negão ou Hélio Bolsonaro.

No dia- a- dia, no entanto, é conhecido como o Negão do Bolsonaro, pois, incorporou, na justiça o sobrenome de seu padrinho.

Qual fato importante em sua trajetória?

Simplesmente: trata-se do deputado federal fluminense mais votado, com cerca de 345.059, batendo Marcelo Freixo(PSOL), em, 2018.

De onde vem esses votos? O que eles querem dizer?

Um negão se torna o mais votado no Rio de Janeiro para a Câmara dos Deputados.

A participação negra em partidos conservadores ou de direita não é anormal.

Nossa história está cheia de exemplos.

No entanto, numa conjuntura política como essa, é de estranhar.

No entanto, Helio Negão, ex-subtenente do Exército, colega de farda de Bolsonaro, resgata uma trajetória histórica comum: a participação negra em movimentos conservadores e de direita ao longo de nossa história, visando, assim, obter sucessos pessoais/profissionais.

Que se dane as identidades coletivas de amplitude negra!

O Terço dos Henriques, formado por negros, índios, mestiços, mercenários, que lutou contra a ocupação holandeses, em Pernambuco, mais tarde, foi usado exaustivamente para combater o Quilombo dos Palmares.

Zumbi ficava puto quando via entre as tropas colonialistas aqueles negros recrutados pelos portugueses...

Em fins do século XIX, no Rio de Janeiro, após a abolição, surgiu a Guarda-Negra, formada, em geral, por negros capoeiristas e soldados do Império.

Eles eram usados pelos políticos de direita para dissolver na porrada os comícios dos grupos rivais.

É preciso, entender, nesse sentido, que a consciência racial, não é atributo racial de todos negros.

Impossível.

Somente poucos grupos afro entendem isso.

Por isso sentido, movimentam esquemas de combate ao racismo, se tornam alvos repressivos, mas não abandonam esse tipo de luta política-estrutural, pois, desenvolveram com competência em suas mentes como o esquema de reprodução racial os anula e os desqualificam.

Então, Helio Negão é um negro de transitar nos lados mais ambíguos das instâncias do poder por compreender que é o homem branco, agora, ao seu lado, é quem vai respaldar sua cidadania.

Ele está feliz com isso...analise bem essa foto.

Bolsonaro abraça ele, sente seu suor, seu cheiro, posa com ele para as câmaras...como ele, Hélio Bolsonaro, pode menosprezar isso que é sinônimo de sucesso cidadão?

Se ele fosse pedir votos nas comunidades negras, seria, lamentavelmente execrado, pois, se trata de Hélio Negão.

Quando estudei negros na PM, em 2008, senti, como a maioria deles, se sentia feliz em estar na corporação, pois, esta, lhes referendava todos os atos, sejam positivos e negativos.

Os negativos mais clássicos: de demolição da comunidade negra, que, ele, policial, nem tinha ideia que fazia parte, mas tinha que destruir.

Sua cidadenização a partir do estado era que o interessava.

Helio Negão é isso tudo.

Por isso, foi o campeão de votos, pois se movia num polo, onde o discurso de esquerda estava completamente em descrédito.

Ou nem fazia sentido já que os grupos populares mais explícitos se movem mais rápido que a presença ou discurso de esquerda.

Não à toa que o pessoal do PSOL sempre ficou longe das longíguas periferias fluminenses, deixando espaço para o florescimento de grupos afro ligados às milícias.

Axé".

* Carlos Nobre Cruz é jornalista, escritor e professor

 

Veja também:

>> Alimentação Ayurveda: a comida também pode ter padrão ético

>> Réquiem para Dilma, após a nova derrota na curta vida política

>> A formação do eleitorado do Boso não se deve ao acaso. Trump venceu assim - vídeo

>> Assassino de capoeirista confirma divergência política

>> Witzel estava ao lado dos homens que quebraram placa de Marielle

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
O olhar de um negro - Por Carlos Nobre Cruz
 

Copyright 2018 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!