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Política - Geral

 

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018

O assassinato planejado de Freixo, nove meses sem Marielle e o motorista desaparecido

Marcelo Freixo: ameaça e sentença do crime
Marcelo Freixo: ameaça e sentença do crime
Por Fábio Lau*

O plano de assassinato do Freixo não mereceria crédito se o país vivesse a ordem democrática na sua plenitude. Isso significa que se vivêssemos um processo democrático com um mínimo de isenção e cobrança sobre instituições, o crime contra Marielle Franco provavelmente já teria merecido resposta. Hoje, diante da impunidade que grassa no país, o assunto precisa mesmo ser levado a sério ao pé da letra. Forjar um bom quadro político não é tarefa fácil. Leva-se, muitas vezes, décadas. Parlamentares ruins, por sua vez, brotam fácil de três ou até quatro e numa mesma família.



Nesta sexta-feira (14) o assassinatos de Marielle e Anderson completam nove meses. Na quinta-feira a polícia fez estardalhaço para dizer que sairia na cabeça de integrantes de milícias no Rio e até em Juiz de Fora - uma espécie de território fluminense em terreno mineiro. Zero resultado. A ponto do secretário de Segurança admitir que os verdadeiros envolvidos possam estar mortos. Será? Será que seria necessário matar alguém para manter a impunidade? Haveria risco real de esclarecimento do crime ou isso é só uma desculpa para botar o pé no freio?

Freixo seria assassinado numa ida a Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, neste sábado (15). Neste Conexão Jornalismo já protestamos: é imprescindível que a esquerda vá a estes bairros hoje dominados pelo tráfico e/ou milícia para fazer política e arregimentar lideranças e eleitores. Mas não a qualquer preço. A ida a uma região destas, tomada pelo crime com uniforme oficial, é suicídio.

Recentemente outro parlamentar do PSOL, Jean Wyllys, se disse ameaçado. Ele, que por anos se confrontou com a família Bolsonaro - e seus defensores - é sim um alvo real e que por isso merece que se faça sua segurança.

O eventual assassinato de Freixo seria um crime de impossível reparação - e não apenas pelo caráter político, mas humano e social. Trata-se de um parlamentar acima de qualquer suspeita. Aquilo que na década de 80 costumávamos chamar de reserva moral. Fazer críticas pontuais ao parlamentar, direito do qual não abriremos mão, não significa descartá-lo ou desconhecê-lo como elemento importante neste ambiente político tão carente de bons nomes. Mas, pretensamente, aperfeiçoá-lo.

Por outro lado, e lá na outra banda da terra, o Rio vê a inércia do aparelho judicial diante do escândalo em que se configura a história do repasse de dinheiro para o assessor de Flávio Bolsonaro. Fabrício Queiroz e sua filha, Nathália, ambos lotados no staff do primogênito do clã, foram afastados no mesmo dia pelo parlamentar eleito deputado federal pelo Rio. E, não por coincidência, após a deflagração da Furna da Onça - uma operação da PF que levou onze deputados do Rio para à prisão.

Se já não bastasse o contraste de acontecimentos - e que se aglutinam na mesma falta de liderança política e jurídica - ainda nos deparamos com a Assembleia Legislativa adiando para 2019 o julgamento do impeachment de Pezão. Ou seja: preso, e com o mandato encerrando em 17 dias, Pezão deixaria de ser governador em janeiro. Mas a burocracia vai empurrar o julgamento do óbvio para o fim do primeiro trimestre do ano novo.

O Rio parece mesmo uma comédia bufa do pior formato.

Enquanto isso, como uma máquina, a gente vai perguntando:

E cadê os assassinos de Marielle e Anderson?
E dos sem-terra na Paraíba?
Quem paga os honorários dos advogados do esfakeador?
Cadê o motorista?
Por que Rafael do Pinho Sol continua preso?
Cadê Amarildo?

NdaR - O país vive um desacerto jurídico assustador. Falta uma voz para agrupar e estabelecer a reverência à lei e a Constituição. Os grandes nomes do ambiente jurídico morreram e não deixaram cria. Você não pode ter como referência hoje o Kakay - um respeitável jurista. Mas trata-se de um defensor profissional da democracia e dos Direitos Humanos. Nilo Batista, que deveria ser a referência pela sua formação jurídica e política, não sai do casulo. Quem é o Evandro Lins e Silva de hoje? Sobral Pinto? Evaristo de Moraes? A turma trocou a alma brasileira, incluída nos discursos e teses, além do apego prático e orgânico, por honorários e bons processos. Todos brigam para ter um Carlinhos Cachoeira na sua vida. A isso chamam " sucesso profissional". O Brasil tem ficado em segundo plano.

 

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