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Política - Geral

 

Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018

Lava-Jato volta a prender Joesley Batista

Joesley Batista
Joesley Batista
A Polícia Federal voltou a prender o empresário e bilioonário Joesley Batista, do grupo JBS. Além dele foi preso o vice-governador e ex-ministro do governo Dilma, Antonio Andrade, do MDB. A Opereação, Capitu, é um desdobramento da Operação Lava-Jato. Andrade foi preso na cidade de Vazante, em Minas, que foi bastante sacrificada por conta da exploração de minério. O político é acusado pela Polícia Federal de participar de uma organização criminosa que autava na Câmara dos Deputados e no Ministério da Agricultura.

Antonio Andrade foi ministro da Agricultura por dois anos (2013 e 14), durante o governo de Dilma Rousseff (PT). De acordo com informações da Polícia Federal, estão sendo cumpridos 63 mandados judiciais de busca e apreensão e 19 de prisão temporária, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Veja os nomes dos presos na operação de hoje:

VEJA OS NOMES DOS PRESOS JÁ DIVULGADOS

Antonio Andrade, vice-governador de Minas e ministro da Agricultura de março de 2013 a março de 2014
Joesley Batista, sócio da J&F, dona da JBS
Ricardo Saud, ex-executivo da J&F
Demilton de Castro, ex-executivo da J&F
João Magalhães, deputado estadual pelo MDB de MG
Neri Geller, deputado federal eleito pelo PP de MT e ministro da Agricultura de março de 2014 a dezembro de 2015
Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária
Mateus de Moura Lima Gomes, advogado
Mauro Luiz de Moura Araújo, advogado
Ildeu da Cunha Pereira, advogado
Marcelo Pires Pinheiro
Fernando Manoel Pires Pinheiro
Walter Santana Arantes
Claudio Soares Donato
José Francisco Franco da Silva Oliveira

Além de Minas Gerais, a operação acontece no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

A Operação se baseou em delação de Lúcio Bolonha Funaro - doleiro ligado ao MDB - sobre supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos que atuavam direta ou indiretamente no ministério em 2014 e 2015.

A organização criminosa atuava na Câmara dos Deputados e no Ministério da Agricultura e era formada por servidores, políticos do MDB, empresários e executivos da JBS. O esquema envolve ainda uma rede de supermercados de Belo Horizonte.

"Esse grupo dependia de normatizações e licenciamentos do MAPA e teria passado a pagar propina a funcionários do alto escalão do Ministério em troca de atos de ofício, que proporcionariam ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica, possibilitando a constituição de um monopólio de mercado", informou a PF.

Também foram presos nesta manhã o deputado estadual reeleito João Magalhães (MDB). O nome do mineiro já havia sido citado na Lava-Jato no ano passado, em razão da divulgação de um áudio em que ele cobrava uma propina de R$ 4 milhões ao executivo da JBS, Ricardo Saud. Antes de chegar à Assembleia Legislativa, Magalhães foi deputado federal por quatro mandatos.


JBS



A PF prendeu ainda os executivos da JBS Joesley Batista, Ricardo Saud e Demilton de Castro. O deputado federal eleito Neri Geller (PP-MT), que foi ministro da Agricultura em março e abril de 2014 também está preso.



Joesley Batista havia sido preso em setembro de 2017 depois que a Procuradoria Geral da República (PGR) rescindiu o acordo de delação premiada por suposta omissão de informações nos depoimentos. O empresário foi solto em março por decisão do juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª vara da Justiça Federal de Brasília.

Os advogados de Joesley Batista manifestaram "surpresa" com a prisão do empresário, já que ele estaria colaborando com as investigações da PF.

Os acusados serão indiciados por organização criminosa, obstrução da Justiça, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As penas podem variar entre três anos e 120 anos de prisão.

Capitu



A operação foi batizada com o nome da famosa personagem de Dom Casmurro, obra de Machado de Assis, porque a PF verificou que empresários e funcionário da JBS, que inicialmente atuou em colaboração premiada com a polícia, teria praticado atos para obstruir a Justiça e prejudicar as investigações.

No livro de Machado de Assis, Capitu é uma personagem dissimulada e acusada de traição por Bentinho.

Mais detalhes sobre a operação serão repassados pela PF em coletiva à imprensa marcada para as 10h desta sexta-feira.

 

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