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Política - Geral

 

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2021

Justiça julga 12 militares do Exército por morte de Evaldo Rosa

Militares atiraram e executaram músico: 257 disparos
Militares atiraram e executaram músico: 257 disparos

É hoje. A Justiça Militar da União julga nesta quarta-feira (13), os 12 militares do Exército denunciados pelo assassinato do músico Evaldo Rosa dos Santos, que estava em um carro alvejado com mais de 250 tiros no Rio de Janeiro, e do catador de recicláveis Luciano Macedo, baleado ao tentar ajudar a família que estava no veículo. Todos respondem ao processo em liberdade enquanto aguardam o julgamento, que já foi adiado três vezes.



O caso aconteceu em abril de 2019 e os militares foram denunciados em maio daquele ano por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e omissão de socorro. O músico estava a caminho de um chá de bebê quando passou por patrulha na região da Vila Militar em Guadalupe, na zona norte do Rio, onde foi alvo dos disparos. A denúncia contabiliza 257 tiros de fuzil de pistola.

Também estavam no carro a mulher, o filho e o sogro dele, além de uma adolescente. Evaldo morreu no local. Segundo a Procuradoria de Justiça Militar no Rio de Janeiro, não houve ordem para o carro parar e não havia posto de bloqueio ou blitz na estrada. O catador Luciano Macedo, que passava a pé pelo local, também foi atingido e morreu dias depois.

Em um primeiro momento, o Comando Militar do Leste emitiu nota dizendo que a ação havia sido uma resposta a um assalto e sugeriu que os militares haviam sido alvo de uma 'agressão'. A família contestou a versão e só então o Exército recuou e mandou prender dez dos 12 militares envolvidos na ação.

Os militares teriam confundido o carro do músico com o de criminosos que, minutos antes, haviam roubado um carro da mesma cor que o do músico, mas de outra marca e modelo - um Honda City.

Foram presos o tenente Ítalo da Silva Nunes Romualdo, o sargento Fábio Henrique Souza Braz da Silva e soldados Gabriel Christian Honorato, Matheus Santanna Claudino, Marlon Conceição da Silva, João Lucas da Costa Gonçalo, Leonardo Oliveira de Souza, Gabriel da Silva de Barros Lins e Vítor Borges de Oliveira. Todos atuam no 1º Batalhão de Infantaria Motorizado, na Vila Militar, na zona oeste do Rio.

O Código Penal Militar prevê, para condenações acima de dois anos, que o réu receba automaticamente a pena de exclusão das Forças Armadas, se for praça (soldados, cabos e sargentos). Os oficiais condenados acima de dois anos respondem ao processo para declaração de indignidade e de incompatibilidade com o oficialato.

 

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