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Política - Geral

 

Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018

Juiz despeja acampamento Quilombola em cidade de Minas Gerais

Produção será abandonada por decisão do juiz
Produção será abandonada por decisão do juiz

Lavouras de milho, feijão, mandioca e abóbora, mantidas há duas décadas em um lugar abandonado onde já foi uma usina em Aradnópolis, em Minas Gerais, serão destruídas ou abandonadas - o que dá no mesmo. Isso por conta da decisão do juiz Walter Zwicker Esbaille Junior que determinou o despejo das 450 famílias quilombolas que residem no lugar. O magistrado, assim, faz coro com a onda reacionária que foi deflagrada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, ainda durante a campanha - na ocasião, durante discurso no Clube Hebraica, no Rio.



Com essa decisão serão destruídos 1.200 hectares de lavoura de milho, feijão, mandioca e abóbora, 40 hectares de horta agroecológica, 520 hectares de café. Além disso, centenas de casas, currais e quilômetros de cerca serão derrubados. Essa ordem destruirá tudo o que as pessoas construíram em duas décadas de trabalho.

De acordo com os advogados de defesa das famílias, a decisão é arbitrária e fere princípios constitucionais ao não reconhecer valores de dignidade humana. A audiência aconteceu de maneira atípica. Houve restrição para a entrada da representação das famílias acampadas e impedimento de autoridades que se deslocaram para acompanhar a audiência.

Durante a condução do rito, o juiz solicitou a presença da tropa de choque dentro da sala. Os representantes do latifúndio, junto com a prefeitura local, propuseram alojar as famílias em um ginásio. Por fim, o Juiz sequer leu a sentença, apenas informou rapidamente a decisão.

O MST está recorrendo, diante da decisão arbitrária e injusta. As famílias reafirmam a disposição de seguir a luta e resistir a mais essa investida da velha usina.

É sabido que a veia fascista do projeto eleito ao governo do Brasil vai intensificar o uso de toda máquina do estado para criminalizar e segregar o povo Sem Terra. Assim como o fará nas comunidades urbanas. Mas o povo brasileiro é corajoso e forte. O Movimento enfrentou a ditadura militar desde o nascimento. É com essa história e com essa coragem que as famílias do Quilombo Campo Grande irão resistir e permanecer nas terras de Ariadnópolis. Não vai ser uma liminar de despejo que apagará tantos anos de luta.

*Editado por Rafael Soriano

Com informações do MST

 

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