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Política - Geral

 

Sexta-feira, 20 de Maio de 2016

Interino da Defesa, Raul Jungmann visitou pela manhã general Zenildo de Lucena

Por Marcelo Migliaccio

Jungmann em visita ao ex-ministro do Exército
Jungmann em visita ao ex-ministro do Exército
O ministro da Defesa do governo interino de Michel Temer, Raul Jungman, visitou hoje pela manhã, no bairro da Urca, no Rio, o ex-ministro do Exército nas gestões de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso (no primeiro mandato), Zenildo Lucena. Os dois, que foram colegas no governo Itamar, ficaram reunidos por cerca de 30 minutos. Embora adoentado, Zenildo ainda tem grande influência entre o alto comando do Exército. Ele foi citado na cerimônia de posse de Raul Jungmann no dia 16 de maio.

- Ao longo de 22 anos de trabalho, que se inicia ainda no governo Itamar, com uma forte relação com o ministro Zenildo Zoroastro Lucena, a quem eu aqui faço as minhas homenagens - disse em trecho do discurso.

Jungmann cultivou simpatia nas relações com os militares a partir de 1994 quando conquistou a Medalha do Pacificador. A comenda foi concedida após apresentar proposta e conseguir a criação do Livro Branco da Defesa Nacional, considerado depois pelo Ministério da Defesa como uma poderosa ferramenta de ampliação da participação civil nos assuntos de Defesa.

General Zenildo
General Zenildo  


Mas, para alguém alarmista, a visita pode ter outra representação. No início do ano, Jungmann escreveu texto que gerou desconforto no meio militar e também entre representantes do governo Dilma. Nele, dizia que não estava afastada a possibilidade de ocorrer uma intervenção no país. Muitos interpretação o texto como um chamamento ao golpe. Leia o texto:

Raul Jungmann - Deputado Federal PPS/PE

"O principal juízo dos militares sobre a crise parte da constatação de que os atores políticos, legitimados pelo voto para apontar e construir os caminhos da solução, abdicaram do papel que o grave momento nacional lhes reserva e reduziram as enormes dificuldades que se abatem sobre nós a mera luta pelo poder, na sua expressão mais primária. E ao esforço de preservação de biografias que a cada dia se mostram mais indefensáveis.

Reclamam, em síntese, da inexistência de vontade política para o enfrentamento efetivo dos problemas e, em consequência, da incompreensível subordinação das razões de Estado às conveniências político-partidárias.

A visão que eles têm da crise atual pode ser assim resumida:

a. Estão fechados com o que diz a Constituição e seu papel por ela definido. Nas suas palavras, nada farão fora do que diz o "livrinho" - nem para por, nem para tirar ninguém. Também não aceitarão ou apoiarão aventuras institucionais de qualquer das partes envolvidas;

b. Entendem, tendo em vista o aprofundamento social e econômico da crise, que cabe aos políticos sua rápida resolução, antes que ela se agrave ainda mais; e

c. Estão preocupados com a perspectiva de, não revertido o quadro de deterioração em curso, se verem convocados a intervir em nome da Garantia da Lei e da Ordem - GLO, art. 142, caput, da CF.

Convenhamos, a conjuntura lhes dá razão quanto ao temor de um descontrole. O crescente desemprego, a recessão, inflação, colapso fiscal de estados e municípios justifica a preocupação. Ademais, a perspectiva inédita de três anos de recessão, associada à vertiginosa perda de legitimidade do sistema político, de corrupção endêmica do governo e de parte do parlamento, somadas a amplas manifestações via redes sociais, torna cinzento nosso futuro.

Esse quadro poderia ser saneado se a política não fosse refém dela própria, como já dissemos anteriormente.

Isto porque a crise é sobretudo política e da política, na sua relação incestuosa com o capital privado e patrimonialista com o Estado, aprofundada e acelerada à metástase pelos governos do PT e aliados, os principais responsáveis diretos pelo que ai está.

Diferentemente do que se passou em vários momentos da nossa história desde a crise de 1868, quando Caxias promoveu a queda do gabinete liberal do Segundo Reinado, inexiste projeto de tutela dos militares sobre as decisões ou rumos políticos do pais..

Hoje, os militares não desejam o poder ou identificam motivos para nele interferir, o que contribui decisivamente para nossa estabilidade democrática. Porém, temem que a irresolução da crise e seu agravamento os tire dos quartéis, onde cumprem com disciplina e compromisso seus deveres profissionais e institucionais."

 

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