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Política - Geral

 

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

Dória: programa de governo é desconstruir Fernando Haddad

Por Fábio Lau

Trocaram coleiras e cães
Trocaram coleiras e cães

O prefeito de São Paulo, João Dória, tem um projeto muito bem delineado em mente para executar em São Paulo: desconstruir tudo o que seu antecessor, Fernando Haddad, fez e que humanizou a maior cidade da América Latina - a expressão abarca o que de positivo e negativo pode representar. Programa e assistência aos usuários de crack, ciclovias, redução do limite de velocidade para conter número de acidentes e acidentados e o apagar da arte que ocupou o cinza dos prédios, muros e construções - marca maior do efeito negativo que representa estar em São Paulo.



Desde que recebeu a Prefeitura das mãos de Fernando Haddad, de maneira serena e quando foi chamado de "irmão", João Dória Júnior não faz outra coisa a não ser destruir. E não são poucas as suas ações neste sentido. Mesmo quando foi protagonista de um plantio simbólico de árvore na capital usou o espaço que tem, cativo, na velha mídia, para atacar o PT, Haddad via Lula:

- Esta árvore é homenagem ao Lula. O maior cara de pau do Brasil!

O programa voltado para os usuários de crack, na impossibilidade de acabar com ele, decidiu alterá-lo. Mas, em vez de assumir o custo do tratamento que consiste em oferecer trabalho e recursos para sua sobrevivência, decidiu terceirizar. Espera que empresas paguem pelo atendimento aos usuários - claro que isso vai representar transferência de despesas.

Acidentes



Ao reduzir o limite de velocidade nas vias públicas de São Paulo Fernando Haddad conseguiu algo que inimaginável: melhorou o fluxo de carros e reduziu substancialmente registros de acidentes e de vítimas. Esta lógica, que deveria ser comemorada por toda a sociedade, soou como algo inaceitável para parcela do eleitorado - mais preocupado em dar velocidade ao seu automóvel caro, e parece que como ofensa ao novo prefeito. Virou promessa de governo acabar com as ciclovias nestas vias, corredores de ônibus e aumentar o limite de velocidade.

Menos mau porque, por enquanto, a Justiça barrou seu projeto perverso. O retrocesso proposto pelo prefeito fere de morte, literalmente, a conquista anterior que é de toda a sociedade. Menos feridos graves, menos atendimentos hospitalares e menos mortes.

Mas, de tudo que Dória fez e desfez (principalmente), nada tornou mais evidenciou seu estímulo persecutório do que o apagar das obras de arte, construídas em grafite, que cercavam São Paulo e orgulhavam parcela importante da população. Pinturas que foram traçadas por artistas brasileiros e estrangeiros, foram trocadas pelo cinza da poeira, fumaça e da tristeza. A razão: apagar da memória do paulistano que durante quatro anos a cidade respirou novos ares e abriu horizontes de cores onde antes só havia fumaça e edifícios.

A sociedade organizada pretende reagir e voltar a pintar muros e lutar pelas conquistas ameaçadas. Um homem sem sensibilidade social, alheio aos interesses dos mais pobres, Dória comprou briga muito cedo. Se isso irá representar queda de popularidade e, quem sabe, uma reviravolta no seu governo, é cedo para saber. O eleitorado de direita, reacionário portanto, gosta do perfil conservador e não está nem aí para alegria e beleza.

Além disso, não considera minimamente importante aumentar o bem-estar dos mais pobres e necessitados. Deles essa turma só quer os impostos.

NdaR - Políticos jovens no cenário nacional, Dória vê em Haddad uma ameaça real no seu próprio quintal. Acredita que ofuscando-o e demolindo a imagem de bom gestor que construiu apesar da oposição ferrenha da velha mídia, poderá ascender como a única opção paulista para uma futura eleição presidencial. E não são poucos os que o veem assim.

 

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