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Política - Geral

 

Quarta-feira, 09 de Outubro de 2019

Começa a reflexão sobre o "lugar de fala"

Você não pode falar sobre racismo se não for negro? Por quê?
Você não pode falar sobre racismo se não for negro? Por quê?
Por Fábio Lau*

Amadurece a cada dia o entendimento de que alguns setores ultra liberais há tempos investiram no divisionismo da sociedade intensificando debates por nichos. O propalado "lugar de fala" dividiu, isolou e enfraqueceu os movimentos sociais que passaram a ser vozes isoladas e não mais um bloco de reivindicações. A tese é curiosa e merece análise. Nas últimas eleições, um grupo político, em rara autocrítica em campo fechado, expôs que a ferocidade de alguns movimentos mais afastou do que agrupou eleitores - mesmo de correntes organizadas e também com bandeiras de luta.


Digo isso após conversar com uma amiga e ouvir dela dois comentários:

-Vinícius hoje seria queimado em praça pública por homenagear as mulheres com sua arte. E Mário Lago, com seu refinamento a debochar da dona de casa dos anos 40, também! Di Cavalcanti certamente seria chamado de sexista e racista pelo apego à beleza das mulatas.

E completou:

- Antes de ser contra o outro, o processo de mudança precisaria ter o cuidado de ser a favor do esclarecimento. Ou cai na armadilha: vira a repetição grotesca do que condena.

Jornalista, músico e fabricante de pão nas horas vagas, um amigo lembra que se sentiu isolado e discriminado em um coletivo político quando tentou opinar sobre racismo:

- Há coisa de um ano me afastei de um coletivo por conta dessa imposição do lugar de fala. Entendo a necessidade de empoderamento de certos setores, mas não vejo porque restringir tanto. Se a pauta identitária não dialoga com o conjunto da sociedade em reivindicações mais globais fica difícil mobilizar quem não é daquele grupo - pondera.

Outra internauta comentou:

- Em um momento com grave ameaça à democracia, deveríamos estar todos de mãos dadas e não nos subdividindo em uma quantidade impressionante de " ismos".

* Fábio Lau é jornalista e também já foi vítima de preconceito por opinar sobre machismo, racismo e homossexualidade.

NdaR - Não tarda e vão interpretar a busca de uma reflexão reflexão sobre o tema não como uma forma legítima de situá-lo no ambiente social, mas como tentativa de anulá-lo.

 

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