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Sábado, 21 de Novembro de 2020

Carrefour, oito crimes depois, tenta calar protesto com faturamento

Reprodução de vídeo
Reprodução de vídeo
A sexta-feira, Dia da Consciência Negra, foi emblemático para o Hipermercados Carrefour. A data coincidiu com o assassinato de um cliente num ato bárbaro cometido por funcionários (terceirizados) da empresa. E o que fez a direção do Carrefour diante dos protestos que se espalharam por várias capitais brasileiras? Doou o faturamento da sexta-feira, prejudicado por conta do fechamento estratégico de lojas para fugir de quebradeiras, para o Movimento Negro. Poucas vezes se viu um marketing tão vagabundo.

A empresa há muito se envolve em delitos graves. Há um ano um funcionário (também terceirizado) espancou até a morte um cão, o "Manchinha" que ficava horas na loja de São Paulo.

Em Recife a tragédia conseguiu ser ainda pior. Diante de um empregado terceirizado que morreu de enfarte, esconderam o corpo com engradados de cerveja para não prejudicar as vendas. Ou seja: os clientes desfilavam seus carrinhos ao lado de um cadáver.

Nesta sexta-feira, uma juíza relatou caso não menos demolidor: Cristiana F. Cordeiro, atualmente Titular da Vara Criminal de Mesquita, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, disse que uma mulher negra, lésbica e dependente química foi torturada e estuprada após supostamente ter furtado alguns alimentos do supermercado.

"Ela foi levada para uma salinha onde foi brutalmente espancada com um pedaço de madeira, inclusive. Não teve coragem de nos contar o mais cruel, e só falou para a psicóloga que a atendeu antes de ser liberada: foi sodomizada, estuprada, como 'lição e castigo'", completa a magistrada.

Em setembro, no Rio de Janeiro, Nataly Ventura da Silva, 31 anos, foi surpreendida ao se deparar com a frase "só para branco usar" escrita em um avental assinado por um colaborador do Grupo Carrefour.

Em 2019, a 5ª Vara do Trabalho de Osasco, São Paulo, identificou condições consideradas degradantes para os empregados da empresa. Isso porque o Carrefour estaria controlando a ida dos empregados ao banheiro.

Em 2018, funcionários da empresa em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, agrediram Luís Carlos Gomes porque ele abriu uma lata de cerveja dentro da loja. Apesar do cliente reiterar que pagaria pelo item, ele foi perseguido pelo gerente da unidade e por um segurança e depois encurralado em um banheiro, onde recebeu um mata-leão

Em 2009, seguranças da rede de hipermercados agrediram o vigia e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, no estacionamento de uma unidade em Osasco. Ele teria sido confundido com um ladrão e foi acusado de roubar o próprio carro, um EcoSport

 

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