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Política - Geral

 

Quarta-feira, 13 de Março de 2019

A casquinha que Witzel quis tirar na hora errada

O governador Wilson Witzel teve um assessor preso recentemente. O cara, Flávio Pacca, um policial civil, lhe dava aulas de tiros, e foi preso acusado de extorquir comerciantes. A prática é própria da milícia. Logo depois, abafado pelo Carnaval, o caso respiraria novamente quando o próprio governador resolveu participar da entrevista coletiva onde um subordinado, o delegado da Homicídio Giniton Lages, falaria sobre a prisão dos envolvidos na morte de Marielle. Ambos estavam ali para mostrar que a turma da milícia havia tomado um toco do poder oficial. Mas eis que duas coisas acontecem: percebe-se, novamente, a proximidade da milícia com o poder (afinal, o miliciano acusado do crime era vizinho de Bolsonaro) e, mais do que isso, o governador leva uma bordoada por testemunhar o delegado relacionando o criminoso ao presidente. Afinal, havia uma distância física de pouco mais de 50 metros entre as duas casas. O resultado é que, feito herói na terça-feira (12), Giniton virou persona non grata na quarta-feira (13).



Mas o imbróglio político não impede que se perceba algo ainda mais grave: a força da milícia no Rio vai além do que nossos olhos veem. Ela tem poder de polícia (porque controla comunidades e lares), empresarial (vende produtos, mantém comércio e controla o negócio milionário de administração de imóveis) e garante o emprego de muita gente. E em algumas áreas se associou a traficantes de drogas ganhando também com a venda de entorpecentes.

O poder da milícia não termina aí. Por deter o poder financeiro, e de forma crescente, atua também no meio político. Não são poucos os representantes das câmaras, assembleias e demais parlamentos eleitos em zonas de milícia e com o respaldo delas. E os partidos não alinhados temem entrar em território hostil e fazer campanha. Afinal, como dito acima, os milicianos estão mais perto do poder do que se supunha.

O mais nefasto é que hoje quando se vê um miliciano combalido ele em geral é defenestrado pela concorrência. Assim, na guerra do diabo e o demônio é o inferno que ganha sempre.

Há décadas o ex-governador Leonel Brizola determinou que se fizesse investigação sobre os ex-PMs expulsos ou afastados da instituição. Imaginava que não estariam empregados no balcão de lojas ou vendendo picolé na praia. Não lhe deram ouvido: eles usam a autoridade e o conhecimento dos tempos oficiais para robustecer a vida clandestina. Com o aval, cada dia maior, do oficial.

Mas de uma pergunta nenhuma autoridade irá escapar:

Quem mandou matar Marielle?

 

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