• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 
Audiência na TV

Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

Felipe Neto critica Globo e CNN em entrevista na Globonews - vídeo
Audiência na TV

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook

Conexão TV

Quinta-feira, 06 de Agosto de 2020

Netflix: Rede de Ódio é um filme obrigatório nestes tempos

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
VER +

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > colunas > política > eleições

Política - Eleições

 

Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Crescem as transferências de profissionais estrangeiros para o Brasil

Valor Econômico

Patrick Gerlich, da Bayer CropScience, escolheu vir para o Brasil ao terminar programa de trainee e MBA nos EUA.
Patrick Gerlich, da Bayer CropScience, escolheu vir para o Brasil ao terminar programa de trainee e MBA nos EUA.
Com grande potencial de crescimento e relativa estabilidade, o Brasil se tornou um dos destinos mais frequentes para executivos expatriados nos últimos anos após a crise internacional. Hoje, mesmo com os resultados abaixo do esperado e a estagnação da economia, o país continua recebendo profissionais de fora. A diferença é que as empresas agora fazem isso de maneira muito mais criteriosa.

Essa é uma das principais conclusões de um estudo realizado pela Brookfield Relocation Services, que promove programas de mobilidade de executivos em todo o mundo, com 159 profissionais da área - diretores de RH ou responsáveis pelas expatriações. Eles atuam em empresas de diversos setores e portes nos cinco continentes e representam 8,5 milhões de funcionários.

Ao escolher três dos países que vêm crescendo em número de transferências de profissionais e solidificando-se no cenário global como principais destinos, os respondentes colocaram o Brasil no topo do ranking com 7%, seguido de China, Índia e África do Sul - cada um com 4%. A Rússia aparece apenas em 13º lugar, com 2%, atrás de países como Coreia do Sul, Indonésia, Polônia e Vietnã. No âmbito global, o pódio dos principais destinos é formado por Estados Unidos, China e Reino Unido. O Brasil ficou na 12º colocação do ranking (veja o quadro abaixo).

Em 2013, a Brookfield Global Relocation Services administrou em nome de diversos clientes 276 movimentações de profissionais estrangeiros para o Brasil e de 369 brasileiros para o exterior. Nos primeiros sete meses deste ano foram, respectivamente, 169 e 386. Na opinião de Gustavo Pérez, diretor da consultoria para a América Latina, o país é o principal mercado consumidor da região e possui um número significativo de multinacionais instaladas em seu território, o que justifica o interesse das organizações em continuar expatriando profissionais.

Por que o Brasil se tornou atraente?
Por que o Brasil se tornou atraente?  
"Elas fazem isso pensando em transferência de tecnologia, metodologia ou processos. As movimentações abrangem desde cargos no alto escalão do setor financeiro até técnicos para a indústria de óleo e gás", afirma.

Cerca de 70% dos entrevistados indicaram que reduziram os custos das movimentações internacionais. Pérez ressalta, no entanto, que isso não significa que as organizações estão expatriando menos. "O cenário desfavorável aumenta a cobrança sobre os profissionais alocados em outros países e, mesmo que a transferência faça parte do plano de carreira, ela precisa estar atrelada diretamente com a estratégia de negócios. É uma análise mais consciente", afirma.

Segundo o estudo da Brookfield Relocation Services, 40% dos respondentes acham que o número de transferências internacionais vai aumentar neste ano em relação a 2013, 16% que vai diminuir e 44% que vai permanecer. Atualmente, 20% dos expatriados são mulheres, índice um pouco acima da média histórica, de 17%.

Outra tendência é centralizar o gerenciamento dessas movimentações, com maior envolvimento dos "headquarters" tanto para cortar gastos quanto para alinhar questões relacionadas a compliance e cultura organizacional. Mais de 90% dos respondentes, por exemplo, disseram que padronizaram suas políticas sobre o assunto em nível global. Entre os obstáculos mais citados para expatriar profissionais para o Brasil estão o excesso de burocracia em processos migratórios, referências culturais e questões relacionadas à segurança. Segundo Pérez, é um retrato semelhante ao dos outros países da América do Sul, com o agravante de que São Paulo e Rio também têm um elevado custo de vida.

O levantamento revelou que a maioria dos expatriados, globalmente, são homens entre 30 e 40 anos, casados e com filhos. No entanto, existe uma tendência de esses profissionais assumirem posições no exterior desacompanhados, mesmo em programas de longo prazo (um ano ou mais). "Isso acontece porque a perspectiva econômica futura não inspira segurança a ponto de os cônjuges deixarem seus empregos", diz.

Também tem aumentado o número de expatriados entre 20 e 29 anos de idade, em programas de curto prazo (até um ano). O especialista destaca que a geração Y (nascidos a partir de 1980) é muito mais flexível do que as anteriores em processos dessa natureza, pois a maioria já teve algum tipo de experiência fora de seu país. "Eles não mostram preocupação em ir para lugares que eram considerados um desafio. Há um espírito de aventura neles."

Natural de Düsseldorf, o alemão Patrick Gerlich tem 24 anos e há 11 meses mora em São Paulo. Ele iniciou a carreira ainda na Alemanha como trainee da Bayer e, paralelamente, cursou MBA nos Estados Unidos. Ao término dos programas, a organização deu a ele a oportunidade de escolher entre esses dois países, ou o Brasil. "Achei que vir para cá seria um desafio mais interessante e enriquecedor", afirma ele, que ocupa o cargo de gerente de suporte de sementes da Bayer CropScience.

Gerlich aprendeu a falar espanhol quando ainda era criança, idioma que usa com colegas de trabalho espalhados por toda a América Latina e com o chefe, que veio da Espanha. Desse modo, conta que não teve maiores dificuldades em se comunicar também em português, que usa com a equipe no Brasil. Além disso, mantém contato frequentemente com a sede da companhia, em alemão, e com outras unidades internacionais, em inglês. "O difícil é realizar 'conference calls' em horários que sejam razoáveis para todos", diz.

Embora ache São Paulo uma cidade "um pouco louca", ele diz que é fácil conviver com os brasileiros, sempre dispostos a ajudar e abertos - em contrapartida aos alemães, que costumam ser mais rígidos, diretos e formais. Para Gerlich, o estilo de trabalhar no Brasil às vezes é pouco eficiente, mas a flexibilidade encontrada aqui também tem vantagens. "Ela é importante especialmente em uma área como a minha, que é relativamente nova, pois permite corrigir problemas ou mudar prioridades mais rapidamente", enfatiza. O executivo planeja ficar pelo menos mais dois ou três anos no Brasil, antes de decidir junto com a Bayer qual será seu próximo passo na carreira.

 

Veja também:

>> Datafolha confirma queda de Marina e crescimento de Aécio

>> Solidéu do papa Francisco é leiloado no E-bay

>> Lady Gaga e o fio dental antes do show e do banho

>> Edileuza/Claudia Jimenez: Atriz da Globo tem salário reduzido em 60%

>> Filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho vai disputar indicação ao Oscar

>> Notícia falsa leva usuários a colocarem iPhones no micro-ondas

>> Record terá prejuízo milionário com 7ª temporada de A Fazenda

>> Em meio à recessão, desemprego sobe pela 1ª vez desde 2009

>> Pnad: Cresce número de crianças com mais de 4 anos na escola

>> Diretor diz que Banco Central trabalha com autonomia operacional

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Crescem as transferências de profissionais estrangeiros para o Brasil
 

Copyright 2020 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!