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Política - Brasil

 

Quarta-feira, 13 de Abril de 2016

Socialistas traem sua história ao se aliarem a extrema direita

Da Redação

Deputados se afastam do PT e se aproximam de Cunha e Temer
Deputados se afastam do PT e se aproximam de Cunha e Temer
Há décadas o Partido Socialista Brasileiro (PSB) abandonou o melhor da sua história e pragmatismo. Com nomes históricos da altura de Miguel Arraes, Jamil Haddad, João Mangabeira, o grupo de hoje não representa os ideais democráticos que marcaram a bandeira Socialista no país. Para não dizer que tudo está partido nas hostes socialistas, a bancada do Senado decidiu se colocar contrária ao impeachment caso o processo chega até lá. Mas, enquanto isso, na Câmara, suas três dezenas de parlamentares cruzam os braços e esperam as benesses de um eventual governo gerido por Michel Temer, Eduardo Cunha e Moreira Franco.

A incoerência dos socialistas fica evidente quando apresentam as razões de defenderem o impeachment: o governo estaria atuando apenas para se preservar no poder, e não para fazer as mudanças estruturais de que o país necessita. Mas, basta olhar para o lado que atrai o PSB para derrubar a tese: Eduardo Cunha, definitivamente, não está preocupado, minimamente, com as mudanças de que o país necessita.

Leia aqui:
Senadores do PSB assinam carta em defesa do mandato de Dilma


A militância do PSB, porém, reagiu em carta e pede que o partido respeite sua história - leia a Carta Aberta publicada nas redes sociais:

"O PSB em 2013 saiu do Governo Dilma " pela porta da frente", como bem disse Eduardo Campos. Saiu pois não queria continuar compactuando com as diversas concessões a direita brasileira, não concordava com a presença do PMDB e demais partidos de direita no Governo Dilma. Passado o tempo, diversas lideranças de esquerda do PSB se viram coagidas a se retirarem do partido por não mais encontrarem respaldo para as bandeiras dentro do PSB - aqui lamentamos profundamente a saída do Companheiro Glauber, da Companheira Erundina e do Companheiro e ex-Presidente do PSB, Roberto Amaral -. Esses eram quadros socialistas, sonhadores e ícones da esquerda brasileira e para nós, independentemente de suas atuais legendas, serão sempre companheiros, pois nosso campo de batalha é nas trincheiras da resistência da esquerda brasileira.

A Militância aguerrida, resistente e lutadora do PSB vem a público manifestar-se contraria à decisão da Executiva do Partido de apoiar um GOLPE de estado transvestido de impeachment. Sim, um golpe, pois atualmente não existe nada provado que leve a Presidenta da República a ser impedida de exercer seu mandato constitucional e legalmente investido. O crime de responsabilidade não está provado neste pedido. Por não estar provado e não existir fato concreto sobre absolutamente nada que comprove o crime de responsabilidade, o impedimento do atual mandato é golpe. Um golpe é caracterizado quando a ruptura da normalidade democrática é realizada. Por isso, nós da militância do PSB, não deixaremos de afirmar que o processo de impeachment tramitando no congresso é um cru e cruel golpe de estado.

Entendemos que o momento político atual é conturbado e confuso. A existência de escândalos de corrupção é inegável e diversas investigações apontam para todos os lados. Não sobram partidos. Todos, inclusive o nosso, receberam doações de empresas investigadas na Lava-Jato. Entretanto, devemos nos ater que o processo de impedimento aberto contra a Presidenta da República não é referente à operação em curso ou a qualquer escândalo de corrupção.

O que está posto hoje é um esquema generalizado de poderio econômico, lobby e todo tipo de interesses que só servem para uma pequena classe desse país, a classe política e empresarial. O dinheiro tomou conta dos partidos e as propinas correm solta nos corredores do nosso parlamento. Tudo isso está provado na Operação Lava-Jato. E temos de pontuar que esses esquemas surgiram desde Sarney - ou mesmo no período militar - e enraizaram-se na nossa República.

O escancaramento dessa corrupção sistêmica e endêmica nos leva a reflexão de que o nosso sistema representativo partidário está falido e que nossa jovem democracia está sendo sustentada pelo poderio econômico de grandes empresas e políticos corruptos. Recentemente tivemos uma grande vitória em relação a isto - o fim do financiamento privado de campanha -. Agora é o momento de a bandeira da reforma política ser levantada. Reforma essa que deve ser construída com a sociedade civil organizada, com as ruas e, principalmente, com os jovens.

Atualmente não vemos nossos representantes eleitos discutindo esse tema. O que está posto na cara da população brasileira é uma luta oca de poder pelo poder; cidadãos e partidos sem legitimidade e moral para levantar bandeiras anticorrupção; um fascismo crescendo exponencialmente; a grande mídia maculada com todos os interesses que prestam desserviços ao país.

É nesse somatório de forças avessas à democracia que o nosso PSB se alinhou nos últimos dias. Alinhamento esse contrariado por grande parte de sua militância orgânica; alinhamento esse que trai todo o seu projeto político partidário; alinhamento que coloca o pragmatismo à frente de qualquer ideologia.

A militância do Partido Socialista Brasileiro não concorda em ser peça desse golpe de estado perpetrado pelas forças mais conservadoras e esdrúxulas desse país. Não concordamos em trair o país. Não concordamos em ser uma massa de manobra nesse jogo odiento.

Nós temos um lado e ele com certeza não é o lado da mídia, não é o lado de Temer e Cunha, tampouco o lado de Bolsonaro e de viúvas da ditadura militar. Nosso lado é o lado do povo, o lado da democracia, o lado dos artistas e intelectuais, o lado da luta e da resistência.

Por isso, Senhores e Senhoras Dirigentes do PSB, Senhores e Senhoras parlamentares, O PSB NÃO COMBINA COM O GOLPE! NÃO VAMOS DESISTIR DA DEMOCRACIA "!

Simpatizante também reage



Uma eleitora da legenda escreveu carta nas redes sociais lamentando os rumos pelos quais seu partido segue neste momento crucial do país. Leia aqui:


À Bancada Socialista do Congresso Nacional

Prezados companheiros da bancada socialista,

Cresci sob a ditadura militar, como a maioria de vocês. Certamente, como a maioria de vocês, sonho e luto por um Brasil democrático. Como vocês, certamente faço imensas críticas especialmente aos rumos do segundo mandato da presidenta Dilma. Como vocês, certamente, reconheço os avanços que conquistamos nestes últimos 13 anos. Como vocês, certamente, quero a corrupção controlada pelos mecanismos legais e, quiçá, debelada da cultura brasileira do jeitinho, do patrimonialismo e do apadrinhamento. Como vocês, sou democrata, republicana e pela legalidade institucional.

Com imensa tristeza li ontem a nota de que a bancada do PSB apoia o golpe via o impeachment institucional. Prezo a memória nacional e por isso sei como os 21 anos de ditadura começaram: com a destituição institucional do representante eleito sob as mesmas acusações que grassam hoje e, infelizmente, conduzidas pelos mesmos atores que apoiaram a ditadura. Prezo a memória de João Mangabeira, de Miguel Arraes, de Jamil Haddad, de Adalgiza Nery, que dentre outros atuaram em prol da manutenção da legalidade do governo de João Goulart, apeado do poder pelos golpistas de 1964. E agora, vocês juntos com os golpistas de 2016, em favor de um impeachment sem crime configurado, realizado a toque de caixa por um presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, notório corrupto, que ardilosamente se mantém no poder há meses, legislando em causa própria e dos amigos.

Não consigo entender como socialistas, que devem possuir pelo menos o mínimo da leitura de obras de Marx e Engels e de diferentes vertentes marxistas, não conseguem ver a construção midiática ideológica deste golpe. O massacre diuturno midiático dos vazamentos seletivos, das investigações seletivas, do domínio de fato, da satanização da Política e do fazer Político que está a demolir o estado democrático de direito e a nos jogar, como bônus, no flerte perigoso da ultra direita, da perseguição digital e física, da alienação das brutas palavras de ódio e das vazias palavras de ordem sem nexo com a realidade.

Não consigo entender como vocês podem apoiar um projeto de País (Ponte para o Futuro) que tal como ladrão à mão armada, visa assaltar o governo e nos fazer regredir aos parâmetros que a sociedade brasileira recusou nas urnas. Este programa bate de frente com as premissas e políticas do PSB, tão bem apresentada na história do partido. Como falar de "Todo este projeto de uma nova esquerda no Brasil só será factível numa nação soberana, capaz de se incluir na globalização sem subserviência aos interesses do grande capital e das grandes potências", se este programa implica novamente a redução do País à subserviente dos EUA no concerto das nações? Como falar de "Só a construção da justiça social poderá gerar a verdadeira estabilidade", se já conhecemos o receituário deste programa tão afinado com os emblemas do neoliberalismo do Estado mínimo?

Não consigo entender como vocês preferem agir a favor do golpe mesmo que sob a pena de perdermos o estado democrático de direito.

É muita tristeza constatar que vocês se colocam ao lado do pior que há hoje na política. Estão no mesmo lado de Eduardo Cunha, de um vice em cujas veias corre o sangue de figuras como Silvério dos Reis e cabo Anselmo, de Aécio Neves, imbatível nas listas das delações e condutor de esquemas fraudulentos em Furnas, do PSDB paulista e de todo baixo clero capitaneado emblematicamente pelo relator do impeachment, Jovair.

Ouçam as ruas! Vejam as ruas! Quem tem afinidade com os lemas e propostas do PSB? Os que vestem a camisa verde-amarela da CBF, instituição mergulhada em tramoias e corrupção? Ou os de muitas e diferentes cores e bandeiras que desejam sim, um país democrático, o aprimoramento de nossa democracia, a manutenção dos direitos sociais já conquistados e sua ampliação conforme a pauta socialista. Com quem vocês têm compromisso?

Não traiam as ruas. Não traiam a história de seu partido. Não traiam a memória de João Magabeira, Miguel Arraes, Adalgisa Nery, Pelópidas da Silveira, Jamil Haddad, Antonio Houaiss, Eduardo Campos e tantos outros.

Prezadxs companheirxs socialistas, não se apequenem nesta hora crucial. Honrem a história de seu partido e das lutas socialistas pelo mundo, que são feitas de acertos e desacertos. A história nos julgará a todos e espero que a memória de vocês seja tão gloriosa quanto a de tantos que lutaram pela sociedade brasileira justa, contra o golpe de 64, pela manutenção da legalidade e do estado democrático de direito. E que a memória dos que se colocam hoje contra o golpe possa ser narrada, para a posteridade, na história do Partido Socialista Brasileiro.

Prezadx companheiros, combatam o bom combate, com fé e boa consciência.

Valéria Cristina Lopes Wilke, cidadã brasileira e professora

NdaR - a presidenta da legenda, Lídice da Mata, se declarou, publicamente, contrária ao impeachment.

 

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