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Política - Brasil

 

Sexta-feira, 21 de Abril de 2017

Mídia prepara terreno para Moro prender Lula

Por Fábio Lau

O jogo de xadrez está em curso e só termina dia 3
O jogo de xadrez está em curso e só termina dia 3
Por Fábio Lau

O jogo está sendo jogado. Tabuleiro armado e as peças começam a ser movimentadas. A ideia é que Sérgio Moro dê o xeque-mate no dia 3 de maio. Ao vivo, diante das câmeras da Globo. Algo apoteótico, jamais visto. Fogos e bateção de panelas em todos os lugares da classe média do Brasil. Será então vitória dos golpistas e dos que lutaram para desmontar o Brasil mais livre, menos perverso para com os seus.



O último movimento do xadrez é o ataque decisivo sobre o Rei (aqui encarnado na figura de Lula). É destruir a peça mais importante do jogo, não permitindo que não haja qualquer possibilidade de fuga ou defesa. Por isso, quando Moro, hipoteticamente, disser: "o senhor está preso", isso implicará no término da partida com a consequente derrota do principal líder político do Brasil das últimas décadas.

Fácil? Claro que não. Por isso as ações são orquestradas, coletivas, milimetricamente traçadas. Os protagonistas do ato sabem que não podem errar. E, mais do que isso, precisam fazer a plateia acreditar.

Nas TVs, todas, abertas e fechadas e que tem a mesma origem e donos (um problema que Lula não apenas conviveu, mas estimulou), há dias usam sua imagem de forma depreciativa e tentam transformá-lo no carro chefe da falcatrua política do país. E aí já começa o abuso da inteligência alheia.

Aécio, Serra, Moreira, Temer, toda a trupe envolvida no esquema da Lava-Jato, passa ao largo porque o foco, o objetivo destes protagonistas precisa ser Lula: tirá-lo de cena política de 2018 para que o Brasil possa ser, definitivamente, deles.

Leo Pinheiro, da OAS, condenado a 28 anos, sabia que só uma delação como a que se dispôs a fazer esta semana, depois de negar que sítio e triplex pertencessem ao ex-presidente, poderia reduzir sua pena. Para os mesmos três anos destinados aos que, como ele, se transformaram em delatores de Moro.

Esta delação não valeu
Esta delação não valeu  


Em maio do ano passado (imagem ao lado da Folha de São Paulo), quando disse que o triplex era da OAS, seu depoimento foi recusado. E a cooperação também. O jogo é claro e simples: ou faça o que quero ou vai mofar aí!








Difícil pensar que um homem na sua idade não se visse tentado a obedecer à regra do jogo. Bastaria, para isso, falar e gozar da liberdade.

Moro, na interpretação da lei que lhe convém, que instituiu ao país sob o olhar cúmplice dos pares, tem o poder de manter preso quem quiser, por quanto tempo desejar, até que o detido diga o que gostaria de ouvir.

Assim foi também com Marcelo Odebrecht.

O Brasil do terceiro milênio redescobriu a masmorra. Moro é ao mesmo tempo juiz e carrasco.

A mídia substituiu os sádicos que, na Idade Média, iam aos locais de execução para achincalhar o condenado e lançar-lhe o último desprezo. As câmeras de TV fazem isso ao vivo, para todo o país.

Lula poderá sobreviver ao infortúnio que lhe aguarda caso haja de fato uma grande mobilização. E o roteiro traçado apresente suas falhas - e todos os roteiros as tem.

Dizer que é dono não basta. Haveria que provar.

Mas para Moro, dizer que Lula mandou rasgar documentos, significará que tentou obstruir a Justiça. Isso dará a Lula alguns momentos de prisão. Suficiente para que a Globo conquiste a maior audiência do ano. E a imagem vai acompanhar esta geração de eleitores. Toda vez que um candidato popular se aventurar na política.

Mas há falhas no roteiro.

Se vamos revelá-las? Claro que não.

 

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