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Política - Brasil

 

Quarta-feira, 05 de Dezembro de 2018

Em carta, Lula, o maior presidente da história, fala ao Brics

O atual é ilegítimo e golpista. O futuro, que a Deus pertence, tem dado sinais de irresponsabilidade plena diante de assunto fundamental como a política internacional. No vácuo que se cria precisou um homem injustamente preso, mas ainda assim presidiário, falar em nome do Brasil para os representantes do Brics.

O grupo, para quem esqueceu, reúne Brasil, Rússia, Índia e China. A carta foi entregue nesta quarta-feira feira pela presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, ao secretário geral do Congresso Nacional Africano e organizador do encontro, Ace Magashule. Lula resgata o histórico de acertos do bloco e a necessidade do Brasil de integrar-se novamente à comunidade internacional.

Leia a íntegra:

"Meu caro presidente Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, que generosamente hospeda este encontro de partidos políticos dos países BRICS.

Minha querida Nkosazana Dlamini-Zuma, com quem tive o privilégio de compartilhar tantas iniciativas no âmbito do desenvolvimento e do combate à fome na África.

Quero agradecer o convite ao Partido dos Trabalhadores para participar desse importante diálogo.

Saúdo os companheiros do CNA, do Partido Rússia Unida e do Partido Comunista da Rússia; do Partido do Congresso da Índia e BJP Partido do Povo; do Partido Comunista Chinês e todos os que trabalham pela amizade e integração de nossos países.

Em 2003, quando criamos o grupo dos BRICS, quinze anos atrás, o mundo vivia um momento de intenso diálogo e inovação nas relações entre os países. Apesar das guerras e da fome que atingia mais de 1 bilhão de pessoas, inclusive no Brasil, víamos nascer novas iniciativas de diálogo em torno de uma agenda global.

Esta agenda incluía desde combate à fome, a prevenção ao HIV e a solidariedade a seus portadores, até a questões do clima e da regulação das transações financeiras, entre tantos outros. Obtivemos avanços em muitos aspectos e fracassamos em outros.

Mas o que eu desejo ressaltar é o espírito daquela época, nem tão distante assim. Valorizávamos a solidariedade, a cooperação, o respeito à soberania dos países. Ambicionávamos construir uma ordem internacional pautada pelo multilateralismo e voltada para a paz e o progresso dos povos.

Quinze anos depois, estamos presenciando retrocessos pelo mundo, inclusive, e de maneira muito grave, em meu país. Se já tínhamos visto a ascensão, em países da Europa, de partidos e governos marcados pela xenofobia e pela intolerância, a eleição de Trump trouxe à tona um governo que persegue migrantes, fala a língua dos canhões e não tem noção de que existe um mundo fora de suas fronteiras.

No Brasil, como sabem, o futuro governo já mostrou ser não apenas aliado incondicional dos Estados Unidos, mas totalmente subserviente a Trump. Seu objetivo em política externa é desmanchar tudo que construímos com diálogo e cooperação, no âmbito da América Latina, com a África, com os BRICS e nas organizações internacionais.

É muito ruim para o mundo que, neste momento, um país das dimensões do Brasil deixe dar sua contribuição ao multilateralismo e à paz. E sentimos vergonha pelo tratamento ofensivo de Bolsonaro a tantas instituições e países amigos.

Mas vejo com muita esperança que podemos continuar contribuindo por meio do diálogo entre nossos partidos políticos, o que é uma honra e uma responsabilidade para o Partido dos Trabalhadores.

Como vocês sabem, encontro-me preso há oito meses, sem ter cometido crime nenhum, e isso ocorreu para me impedir de disputar as eleições. Pedi à companheira Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, que levasse a vocês esta mensagem. Pedi também que conte como está a situação do país e que confirme o compromisso do nosso partido com a consolidação dos BRICS.

Quero, por fim, agradecer a solidariedade que tenho recebido de tantos companheiros de países amigos, o que é um grande conforto na situação em que me encontro.

Desejo que aproveitem bem este encontro, que façam um bom diálogo. Estou certo de que um dia o Brasil voltará a se integrar plenamente aos BRICS e à comunidade internacional.

Com os meus sinceros agradecimentos

Luiz Inácio Lula da Silva

Curitiba, 4 de dezembro de 2018″

 

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