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Política - Brasil

 

Domingo, 19 de Março de 2017

Delegado é alvo de críticas após difamar memória de transexual assassinada em SC

Jennifer: ataque moral do delegado antes da investigação
Jennifer: ataque moral do delegado antes da investigação
Morta a pauladas em um lugar muito frequentado por turistas, a transexual Jennifer Celia Henrique, 38 anos, teve sua memória atacada por um delegado de polícia. Responsável pelas investigações, tão bem pegou o caso para investigar o delegado Ênio de Oliveira Mattos apresentou suas credenciais: "tratava-se de uma prostituta que usava nome de guerra e a morte deve ter sido em consequência de uma transa mal acertada". O que o policial desconhecia é que Jennifer não era prostituta. Seu corpo, com marcas de pancada na cabeça, foi deixado em um lugar ermo na Praia dos Ingleses, em Santa Catarina.

O ataque sem fundamento do policial suscitou críticas de movimentos que pedem pelo fim da impunidade e lutam pelo fim do preconceito de gênero. A morte aconteceu na manhã do dia 10 último.

O comentário do policial levantou dúvidas também sobre sua isenção e interesse em esclarecer o caso - Com isso há pedidos sendo formulados para que ele seja substituído.

Saiu de casa e disse que ia voltar



Jenni deixou a casa e seguiu a pé pela estrada Vereador Onildo Lemos. Vestia um short azul, uma blusa vermelha e sandálias. Dentro da bolsa, também vermelha, carregava dinheiro trocado, entre R$ 15 e R$ 20, e a chave de casa.

O celular, que havia "custado caro", ficou em casa para evitar roubo. No caminho a pé, houve quem cruzasse com Jenni e recebesse, em troca, calorosos cumprimentos, abraços e beijos, além de votos dos mais variados. Gestos característicos da manezinha que nasceu e se criou no Santinho. Após caminhar um tanto, pegou carona até o centrinho de Ingleses. Era fim de tarde quando ela deixou o carro.

Pichação no lugar onde trans foi assassinada
Pichação no lugar onde trans foi assassinada  


Nas primeiras horas da madrugada, a transexual seria assassinada a pauladas em um prédio em construção no final da Servidão Paraíso dos Ingleses, uma transversal da rodovia SC-403, no mesmo bairro. Isso é tudo o que a família e os amigos sabem sobre os últimos momentos de Jenni. Todos só teriam notícias dela na manhã seguinte, quando o corpo foi localizado. Os primeiros operários que chegaram para o trabalho encontraram a transexual com o rosto desfigurado pelo espancamento.

- Quando dormia na casa de amigas, ela sempre voltava às 8h, 9h. Eu acordei às 6h. Fui no mercado. Fiquei esperando. Oito e pouco, uma amiga telefonou, antes de ela falar, eu comecei a chorar. Ali eu sabia que tinham matado o meu filho. Por que fizeram isso com o meu filho? - questiona dona Celia, arrasada com a morte do único da prole que ainda vivia debaixo do mesmo teto que ela.

Jenni era a mais nova de seis irmãos, filhos de Celia e do pescador aposentado Orivaldo Alvim Henrique, 75 anos. A casa, ouve-se da família e percebe-se no ambiente, agora ficou vazia. O choro e os soluços de Celia e Orivaldo irrompem a todo momento. Qualquer canto é motivo para lembrar da filha. Uma dor, diz a mãe, que só vai passar quando os responsáveis pelo assassinato forem identificados.

 

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