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Polícia - Segurança Pública

 

Quarta-feira, 06 de Dezembro de 2017

Gleise Nana: 4 anos depois morte de ativista segue impune

A morte da poeta que condenava a violência
A morte da poeta que condenava a violência
Completou quatro anos no último dia 20 a morte da ativista Gleise Nana após misterioso incêndio em seu apartamento, no Rio. Sua filha, de 9 anos, também foi atingida pelas chamas, mas conseguiu sobreviver. Gleise denunciou a violência policial durante as manifestações de 2013 - aquelas que culminaram com o golpe que deporia Dilma Rousseff. Nestes quatro anos as evidências de que sua morte poderia ter sido provocada foram ignoradas. Mas em um momento, após a pressão da OAB, a Polícia Civil finalmente admitiu a hipótese. A partir daí a coisa não mais andou e o inquérito foi arquivado. Gleise tinha 33 anos.

Um minuto para a leitura da poesia de Gleise

"O tempo põe-se tarde,

escurece.

Todavia o latejar apetece

Mas a cotovia não transborda seu cântico.



Amo.

E tal andorinha desgarro,

me aventuro,

sigo outros rumos.



E somente no fim digo:

Agora durmo."



A jovem cuidava sozinha da filha em um apartamento modesto em Bangu - um dos bairros mais quentes do Rio. Ela era diretora de teatro, poeta e indignada com as injustiças que via a seu redor. E este foi o combustível que a levou a embarcar nas ondas de protestos que tomaram as ruas do país.

Enquanto ia para as ruas enfrentar cassetetes e balas de borracha, a mulher e mãe dedicada não abdica do sonho:

"Quando respiramos bomba de gás falta o ar como pétalas estranguladas.

O cheiro abafado é o desabafo sufocado, engasgado nas entranhas.

A pele arde e rasga por tudo aquilo que nos massacra e nos devora."




O que ela não imaginava é que as manifestações de repúdio que postava nas suas páginas pessoais do Facebook eram monitoradas. E então, em 5 de outubro daquele ano, recebeu uma mensagem para lá de intimidadora:

"Mais uma vagabunda, maconheira e anarquista que apoia a desordem no Rio. Quer falar mal da polícia fala na cara, sua piranha. Na net é mole."



Ela se posicionou sobre a ameaça, conforme registraria o Jornal O Dia:

"Foi um choque. Já não bastasse todo o gás de bombas que respirei, todas as corridas fugindo de balas que tive que dar, todas as ameaças de agressão, toda a tensão nos atos . agora o terrorismo pessoal."



E anunciou:


"Escolhi não me calar. Uma frase é muito forte em minha mente. 'Se você cala diante de situações de injustiça, escolhe o lado do opressor'."




O fato é que a morte da poeta não provocou clamor social ou mesmo da velha mídia. Pouco foi falado ou exigido das autoridades para que se esclarecesse o crime. É como se a sua morte, assim como a condenação de Rafael Vieira, o jovem preso com uma garrafa de Pinho Sol, devam servir como símbolos do arbítrio iniciado em 2013.

Policiais forjavam flagrantes, agrediam, cegaram jornalistas e um cinegrafista foi morto em uma ação irresponsável de ativistas. O período conturbado parece ter a necessidade de ser esquecido. Mas não esquecer, relembrar e cobrar é obrigação de todos nós.

 

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