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Polícia - Segurança Pública

 

Quinta-feira, 09 de Agosto de 2018

Caminho para legalizar direito ao aborto é votar bem

(Foto: Nelson Jr./STF) Ministras do STF em audiência pública para tratar do aborto
(Foto: Nelson Jr./STF) Ministras do STF em audiência pública para tratar do aborto
Por Fábio Lau*

Brasil e Argentina assistem duas instituições distintas legislarem sobre o direito da mulher decidir pela interrupção da gravidez. Na Argentina, para espanto de muita gente, os senadores disseram "não": por 38 votos a 31 cassaram o direito ao aborto e mantém viva a legislação de 1921 que criminaliza as mulheres - e apenas elas. No Brasil, um tanto mais grave: quem decide sobre o tema, por absoluta omissão do parlamento, não são os representantes do povo, mas os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Duas mulheres e nove homens vão decidir, com suas verdades, religiosidade e pressão externa, o caminho que cada cidadão deverá seguir.


O tema, polêmico e que deverá assim permanecer por tratar da vida, ganha contornos religiosos e míticos exatamente porque a sociedade se recusa a debatê-lo. Mas nem tudo está perdido. O Brasil está às vésperas de novas eleições parlamentares. O Congresso atual, dos mais conservadores por contaminado que está com extremismo religioso, tende a ter baixa renovação política - o que, em outras palavras, significa que os radicais permanecerão. E por que então não renová-lo e votar em candidatos engajados nesta causa? Por que não iniciarmos a mudança discutindo este assunto na roda de amigos, parentes e na sala de jantar?

O eleitor favorável ao direito da mulher decidir deve estar ligado: a hora para votar em alguém com este princípio chegou. Escolher candidatos que pensem com maturidade e respeito sobre o tema é obrigação de todo bom cidadão. Ele precisa lembrar que hoje milhares de mulheres morrem em clínicas clandestinas ou realizando procedimentos perigosos.

E a maturidade exclui, naturalmente, deputados e senadores que carregam consigo princípios supostamente religiosos ou morais que nada tem a ver com o que espera a sociedade nestes tempos. Por que não criminalizam o homem que faz sexo sem camisinha e que do ato tenha gerado gravidez?

O aborto não é e não será obrigatório. O que se discute, e se tenta aprovar, é que a mulher possa interromper a gravidez se este for o seu desejo sem que, para isso, precise entregar seu corpo a clínicas clandestinas ou mesmo a tratamentos abortivos que tem condenado mulheres e crianças à morte, mutilação ou sacrifícios sobre humanos. Só no SUS, no ano de 2016, 197.026 internações foram registradas envolvendo mulheres que sofreram danos físicos graves em decorrência da prática do aborto ilegal.

As eleições, em outubro, deveriam ser o grande fórum para este debate. Hoje o candidato que defende aberta e francamente o aborto em geral perde voto. E a covardia tem ganhado corpo exatamente porque a sociedade não trata do tema de forma madura. Transforma em tabu o que está tão perto. Quem não conhece alguém que já tenha recorrido ao aborto?

É justo que juízes togados decidam o que uma mãe estuprada e infeliz com sua condição deva fazer? E que ainda a coloquem na prisão por ter decidido algo que se refere ao seu corpo? É justo homens bem nascidos, distantes e alheios ao universo da mulher decidirem sobre o sentimento e razões de quem quer interromper a gravidez?

Cremos, aqui em Conexão Jornalismo, que não.

Somos pelo direito individual e intransferível da mulher decidir. O homem teve a chance de optar quando fez sexo e não usou preservativo.

Agora, portanto, sua maior cooperação será o silêncio e a transferência, respeitosa, da decisão para a mulher.


* Fábio Lau é a favor do direito da mulher decidir e do homem ficar calado.

 

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