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Quinta-feira, 09 de Janeiro de 2020

Bolsonaro, o circo no Coliseu e a humilhação do jornalismo

Reprodução de vídeo no Youtube
Reprodução de vídeo no Youtube

Por Fábio Lau*

A história há muito deixou de causar inquietude apenas no meio jornalístico. ao tripudiar de repórteres que fazem plantão na saída do Palácio do Planalto, para repercutir o assunto do dia, o que se vê é uma sessão de espancamento moral que suscitou o desabafo deste repórter em rede social.


O melhor momento do dia para Bolsonaro é a hora do parque de diversões. Claque reunida no seu entorno, espingarda na mão, ele mira na cabecinha dos patinhos para deleite da plateia.

O circo revela um tanto de baixa autoestima (dos repórteres que se curvam) e um bocado das emoções que romanos viveram no Coliseu -gladiadores eram obrigados a lutar entre si e os derrotados lançados aos leões.

A diferença é que são os patrões as feras de agora:

- Não reaja, se permita humilhar e, se for bom profissional, goze. A plateia está adorando!
- Claro. Sou profissional!

* Torço pelo jornalista sério e digno: o que mandará o agressor tomar no cu e dará um murro na cara do patrão que reprovar o ato.


* Fábio Lau é jornalista e bateu de frente com algumas autoridades. Mas a maior delas devolveu o dedo na cara e chamou de moleque: Castor de Andrade. O bicheiro da Mocidade, após depor no que pretendia ser em segredo, se deparou com o jornalista solitário na saída do gabinete do delegado Jorge Mário. Tão logo o viu e ouviu a pergunta sobre a suspeita que pairava sobre ele quanto a morte de um ladrão de carros nas imediações da escola, ele, enfurecido, partiu para cima do repórter, como costumava fazer com subalternos, dedo e riste, e bradou impropérios e frases como "moleque", "me respeite","quem você pensa que é?" "acabo com você"!
Ouviu de volta:

- Moleque é você. Eu sou jornalista, você é bicheiro. Estou aqui a trabalho e você na condição de acusado. E vá se foder!

Restou a ele virar as costas e sair.

O fotógrafo que estava comigo, espantado, esqueceu de apertar o botão - ou temeu registrar a imagem. Disse para ele (que já foi para outra redação no segundo andar da vida): porra, se o cara cumprir a promessa e me matar não vou ter nem como provar".

Não matou. Não morri.

Mais de uma década depois, ao entrevistar a única testemunha do caso além do fotógrafo, o advogado de Castor, Wilson Lopes dos Santos, lembramos da história ocorrida na saída do gabinete do delegado da 34 DP - em Bangu. E ouvi dele:

- Você sabe que Castor, naquele dia, ficou espantado com a sua ousadia e coragem? Ele disse pra mim: " Que moleque peitudo! Há muito tempo ninguém falava comigo daquele jeito!"

Foi para o currículo.

 

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