• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 
Audiência na TV

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

O avanço de Haddad e as caras de culatra na Globonews
Audiência na TV

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > colunas > polícia > desaparecido

Polícia - Desaparecido

 

Quarta-feira, 25 de Outubro de 2017

CNJ quer punir juízes que lutaram pela democracia e denunciaram o golpe

Da Redação

Há uma evidência de que o processo de "impeachment" foi comprado. Joesley afirmou ter dado dinheiro inclusive para a eleição de Cunha que seria coroada com o golpe. Funaro disse o mesmo: abriu o caixa para bancar deputados dispostos a atuar contra a democracia. Eis que após tais revelações, que poderiam e deveriam reverter o golpe reempossando Dilma e restabelecendo a democracia, a Justiça se manifesta. Como? Punindo quatro juízes que tiveram coragem de enfrentar o golpe durante sua articulação. Cármen Lúcia disse que o juiz deve ter noção de limites. Não diz isso sobre a vaidade de magistrados que aparecem mais do que o processo ou mesmo daqueles que mandam prender quem os flagra na prática de delito. Não vai punir quem troca dezenas de telefonemas e whatsapp com criminosos impunes. Não. Ela quer punir os que se manifestaram contra a ameaça de ruptura democrática. Por que? Porque estamos sim vivendo um golpe. E quem se insubordina no curso da onda precisa ser "parado". Corrupto, não. Estes são toleráveis. A compra de deputados também não. Mas agir contra o golpe é crime grave para Cármen Lúcia e seus iguais.



Esta reportagem publicada no site Jota fala sobre a decisão do CNJ:


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) irá investigar quatro juízes que participaram de manifestações contra o impeachment da então presidente Dilma Rousseff em 2016. Por unanimidade, os conselheiros decidiram nesta terça-feira (24/10) pela abertura de revisão disciplinar contra os magistrados.



Os juízes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) André Luiz Nicolitt, Cristiana de Faria Cordeiro, Rubens Casara e Simone Nacif Lopes subiram em um carro de som em protesto na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para falar contra o impedimento da presidente.

O corregedor nacional de justiça, ministro João Otávio de Noronha, apresentou relatório em que falou sobre a importância do compasso entre liberdade de expressão e a conduta exigida dos magistrados de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).

A ministra Cármen Lúcia, presidente do CNJ, ao votar pela abertura da revisão disciplinar, apontou para a relação entre liberdade e responsabilidade. "Aqui o que se vai apurar é exatamente quais são os deveres dos juízes. Acho que quem escolhe uma profissão sabe dos limites que são impostos. "

A presidente afirmou que a questão dos limites impostos à magistratura precisa ser discutida no Judiciário como um todo, do Supremo Tribunal Federal (STF) - do qual é presidente - aos juizados e varas Brasil afora.

"Não é possível que continue havendo manifestações muito além dos autos. Se é certo que o juiz não fica mais entocado dentro do seu gabinete, é certo também que há de haver a convivência sem qualquer tipo de exorbitância das suas atividades. O poder judiciário não dispõe de carmas nem de tesouros, dispõe da confiança da sociedade que o legitima. E a tomada de posição anterior afasta um princípio que é da magistratura desde sempre, que é a imparcialidade", destacou.

O julgamento desta terça-feira analisava a admissibilidade da abertura da revisão disciplinar, não o mérito da questão. O conselheiro Rogério Nascimento declarou suspeição e não votou.

Os quatro juízes foram elogiados pelos conselheiros por desempenharem suas funções de maneira exemplar. De acordo com os conselheiros, os magistrados registram alta produtividade e têm reconhecida atuação no tribunal fluminense. Mesmo assim, entenderam pela necessidade da revisão disciplinar.

Em junho de 2016, o Órgão Especial do TJ-RJ havia arquivado o procedimento administrativo disciplinar contra os quatro juízes que saíram em defesa do governo de Rousseff.

Procurada pelo JOTA, a Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) disse que não irá se manifestar sobre o caso.

Mariana Muniz - Brasília

 

Veja também:

>> A força hoje, no Brasil, está ao lado da corrupção

>> Frota diz que juiz o julgou "com a bunda" - vídeo

>> Em greve, jornalistas do Diário de São Paulo pedem ajuda para sobreviver

>> Botafogo denuncia Odebrecht por mentir sobre problema estrutural no Niltão

>> A fala de Cabral e a loja de bijuterias da família do juiz

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
CNJ quer punir juízes que lutaram pela democracia e denunciaram o golpe
 

Copyright 2018 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!